Quarenta anos depois, Portugal evoca adesão europeia

O Parlamento Europeu assinala esta quarta-feira, em Estrasburgo, o 40º aniversário da adesão de Portugal e de Espanha à União Europeia, numa sessão solene que reúne os chefes de Estado dos dois países e os eurodeputados. Marcelo Rebelo de Sousa e o rei Felipe VI de Espanha intervêm em plenário numa cerimónia que evoca o…
ebenhack/AP
O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, participa esta quarta-feira numa sessão solene do Parlamento Europeu que assinala os 40 anos da adesão de Portugal à então Comunidade Económica Europeia, num momento de evocação política e institucional de um dos marcos mais estruturantes da história recente do país.
Economia

O Parlamento Europeu assinala esta quarta-feira, em Estrasburgo, o 40º aniversário da adesão de Portugal e de Espanha à União Europeia, numa sessão solene que reúne os chefes de Estado dos dois países e os eurodeputados. Marcelo Rebelo de Sousa e o rei Felipe VI de Espanha intervêm em plenário numa cerimónia que evoca o terceiro alargamento das Comunidades Europeias, ocorrido em janeiro de 1986, e que marcou de forma duradoura o percurso político, económico e institucional de ambos os países.

Portugal tornou-se membro das então Comunidades Europeias num contexto de consolidação democrática e de abertura económica, após décadas de isolamento político. A adesão à construção europeia representou uma mudança estrutural na forma como o país se posicionava internacionalmente, ao mesmo tempo que desencadeou profundas transformações internas, desde a modernização das infraestruturas à reorganização de setores-chave da economia, passando pela adaptação do quadro regulatório e institucional às regras do mercado europeu.

Quatro décadas depois, a sessão solene assume um caráter sobretudo simbólico, mas ocorre num momento em que a União Europeia enfrenta novos desafios estratégicos, desde a transição energética à autonomia industrial, da segurança à coesão económica e social. Para Portugal, a evocação da adesão surge também como oportunidade para refletir sobre o percurso feito desde 1986, os ganhos associados à integração europeia e as limitações que persistem num contexto de maior fragmentação geopolítica e de exigência acrescida sobre os Estados-membros.

A presença do Presidente da República português em Estrasburgo sublinha o peso institucional do momento e a centralidade que a integração europeia continua a assumir na política externa e económica do país.

Mais Artigos