PRIO: a energia que reescreve o futuro da mobilidade

Enquanto muitos olham para o futuro como a dicotomia entre eletrificação total e abandono progressivo dos combustíveis tradicionais, a PRIO insiste numa visão mais pragmática e rápida de redução de emissões de dióxido de carbono (CO2). Essa perspetiva inovadora parte de um princípio simples, pois, como afirma Telmo Ferreira, responsável Marítimo e Novos Mercados da…
ebenhack/AP
Num momento crítico da transição energética, a PRIO redefine esse conceito ao apostar em combustíveis com menores índices de CO2, acelerando a descarbonização da mobilidade rodoviária e marítima com inovação, eficiência e sustentabilidade
Forbes LAB

Enquanto muitos olham para o futuro como a dicotomia entre eletrificação total e abandono progressivo dos combustíveis tradicionais, a PRIO insiste numa visão mais pragmática e rápida de redução de emissões de dióxido de carbono (CO2). Essa perspetiva inovadora parte de um princípio simples, pois, como afirma Telmo Ferreira, responsável Marítimo e Novos Mercados da empresa: “Vivemos uma revolução energética e a PRIO quer continuar a ter um papel ativo e alavancar a transição energética que, para nós, é uma oportunidade e não um obstáculo”. Essa ambição materializa-se no Complexo de Novas Energias, situado no porto de Aveiro, onde a PRIO produz 100 mil toneladas de bio- diesel por ano, número que coloca Portugal num mapa global ainda dominado por grandes players internacionais, sendo a missão da empresa “produzir e fornecer uma energia acessível, inovadora e segura, para mover pessoas, ideias, veículos e bens, criando valor para todos”.

A estratégia tem um fundamento claro: acelerar a descarbonização usando infraestruturas e tecnologias que já existem, e que podem já reduzir emissões de CO2, e não apenas em 2030. Os biocombustíveis avançados, produzidos a partir de matérias-primas residuais, estão no centro dessa estratégia e Telmo Ferreira sublinha o impacto dessa ação: “Somos um operador independente ao longo de toda a cadeia de valor, produzindo biocombustíveis avançados capazes de reduzir até 90% dos gases com efeito de estufa face aos combustíveis fósseis.”

Da terra para o mar

No setor rodoviário, a PRIO foi pioneira em Portugal ao substituir a opção 100% fóssil por ECO Diesel com 15% de energia renovável, e hoje destaca-se com o ZERO Diesel B100, totalmente renovável, sendo “no retalho que conseguimos incorporar a energia renovável que produzimos, operando em 310 postos de norte a sul, com uma quota de 12,5%”, refere Telmo Ferreira. Ou seja, a adesão do mercado é clara, e o crescimento consistente. Mas é no setor marítimo que a PRIO está a fazer o movimento mais disruptivo num segmento globalmente responsável por quase 3% das emissões de CO2. Para Telmo Ferreira, esse raciocínio é ainda mais direto, pois “temos uma responsabilidade acrescida, uma vez que Portugal é um país de mar, sendo a porta de entrada da Europa”. Tal levou a empresa a começar por abastecer embarcações no porto de Aveiro, estando agora a expandir-se para todos os portos nacionais. Além disso, os novos ECO Bunkers replicam no mar o que a PRIO já provou em terra: blends de 1% a 100% de Biodiesel ajustados às necessidades e metas de cada cliente, o que leva Telmo Ferreira a referir que “estamos a colocar no mercado a mesma ‘receita’ dos produtos rodoviários, incluindo ZERO Diesel B100 e HVO, essencial para nichos como o dos cruzeiros”. A determinação e pressa do setor levou a PRIO a posiciona-se na liderança das respostas às novas regras europeias, como a FUEL EU Maritime, e às metas da Organização Marítima Internacional, sendo que “essa elevada exigência faz com que foquemos todas as nossas energias numa filosofia que nos faz acreditar que os biocombustíveis são uma solução do presente”, afirma o responsável Marítimo e Novos Mercados da empresa, o que leva a “apresentar soluções tailor-made, com maior ou menor incorporação de energia renovável conforme os clientes.”

Estratégia sem fronteiras

Esse impacto já se mede. Em 2025, a PRIO abasteceu mais de 50 navios nacionais e internacionais, e “15% dos abastecimentos incluem energia renovável”, diz Telmo Ferreira. Assim, “os navios internacionais já escolhem vir a Portugal porque sabem que conseguem cumprir metas de sustentabilidade no abastecimento.” A ambição é clara: posicionar Portugal como hub sustentável do Atlântico. Mas, nada disto acontece isoladamente. Telmo Ferreira sublinha o papel dos parceiros estratégicos – Delta, Carris, Portway e Força Aérea – que “validaram a capacidade da PRIO de escalar soluções que antes pareciam residuais”. E essa credibilidade permitiu entrar nas zonas portuárias com “soluções que transformam o setor marítimo a partir de dentro”. A visão é industrial, mas a mensagem é política: a transição energética não pode excluir o setor dos combustíveis líquidos, precisa de reinventá-lo. A PRIO faz isso com tecnologia, produção nacional, escala real e impacto imediato. Numa altura em que a eletrificação total continua dependente de infraestruturas, matérias-primas críticas e custos elevados, a empresa mostra que a descarbonização pode avançar já, com pragmatismo e inovação. E no meio da corrida global pela neutralidade carbónica, responde com aquilo que sempre diferenciou os que lideram: ação mensurável, impacto imediato e uma visão que transforma o presente enquanto constrói o futuro.

Este conteúdo foi produzido em parceria com a PRIO. 

Mais Artigos