Presidenciais: Campanha arranca este domingo com recorde de 11 candidatos

A campanha oficial para a 11.ª eleição em democracia para Presidente da República arranca este domingo, com o número recorde de 11 candidatos, sete dos quais apoiados por partidos políticos. As eleições presidenciais estão marcadas para 18 de janeiro, com a campanha a terminar no dia 16, para o habitual dia de reflexão na véspera…
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A campanha oficial para a 11.ª eleição em democracia para Presidente da República arranca este domingo, com o número recorde de 11 candidatos, sete dos quais apoiados por partidos políticos.
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A campanha oficial para a 11.ª eleição em democracia para Presidente da República arranca este domingo, com o número recorde de 11 candidatos, sete dos quais apoiados por partidos políticos.

As eleições presidenciais estão marcadas para 18 de janeiro, com a campanha a terminar no dia 16, para o habitual dia de reflexão na véspera do sufrágio.

Concorrem às presidenciais 11 candidatos, um número recorde, sendo eles Henrique Gouveia e Melo, Luís Marques Mendes (apoiado pelo PSD e CDS), António Filipe (apoiado pelo PCP), Catarina Martins (Bloco de Esquerda), António José Seguro (apoiado pelo PS), o pintor Humberto Correia, o sindicalista André Pestana, Jorge Pinto (apoiado pelo Livre), Cotrim Figueiredo (apoiado pela Iniciativa Liberal), André Ventura (apoiado pelo Chega) e o músico Manuel João Vieira.

Nos boletins de voto, porém, vão constar 14 nomes, incluindo os três candidatos excluídos pelo Tribunal Constitucional, após não terem corrigido no prazo estipulado irregularidades que tinham sido identificadas: Joana Amaral Dias, Ricardo Sousa e José Cardoso.

Esta incongruência de no boletim de voto constarem nomes que não passaram no crivo do Tribunal Constitucional deve-se, segundo a comissão Nacional de Eleições, à colisão de prazos previstos legalmente para apreciar os recursos e a necessidade de assegurar a impressão dos boletins de voto para o voto antecipado.

Assim, o Tribunal Constitucional reuniu na passada sexta-feira, 2 de janeiro, para apreciar os possíveis recursos existentes, ao passo que para assegurar os prazos do voto antecipado (que já começa a 5 de janeiro para os eleitores reclusos nos estabelecimentos prisionais e para os eleitores internados em hospitais), o Ministério da Administração Interna autorizou a impressão dos 13 milhões de boletins de voto e das 33 mil matrizes de braille. A impressão teve início no dia 24 de dezembro de 2025.

Assim, de acordo com o sorteio realizado no Tribunal Constitucional em 19 de dezembro último, esta será a ordem das candidaturas no boletim de voto:

1.º – Luís Ricardo Moreira de Sousa
2.º – André Pestana da Silva
3.º – Eduardo Jorge Costa Pinto
4.º – Joana Beatriz Nunes Vicente Amaral Dias Terrinca
5.º – Manuel João Gonçalves Rodrigues Vieira
6.º – José António de Jesus Cardoso
7.º – Catarina Soares Martins
8.º – João Fernando Cotrim de Figueiredo
9.º – Humberto Raimundo Joaquim Correia
10.º – António José Martins Seguro
11.º – Luís Manuel Gonçalves Marques Mendes
12.º – André Claro Amaral Ventura
13.º – António Filipe Gaião Rodrigues
14.º – Henrique Eduardo Passaláqua de Gouveia e Melo

 

Se um eleitor colocar a cruz num candidato excluído (Joana Amaral Dias, José Cardoso e Ricardo Sousa), o voto é considerado nulo.

Com as presidenciais marcadas para 18 de janeiro, uma eventual segunda volta, que por lei acontece três semanas depois, calhará em 08 de fevereiro.

O vencedor deste sufrágio vai substituir o atual Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, eleito em 2016 e que termina o seu mandato em março de 2026.

Desde 1976, além de Marcelo Rebelo de Sousa, foram Presidentes António Ramalho Eanes (1976-1986), Mário Soares (1986-1996), Jorge Sampaio (1996-2006) e Cavaco Silva (2006-2016).

com Lusa

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