A startup fundada em 2019 por Ricardo Cabral e Martino Correia é especializada em monitorização de infraestruturas através de uma plataforma que utiliza dados de satélite para fazer a deteção remota de riscos em estruturas críticas. A Spotlite trabalha sobretudo com empresas de energia e de transportes, monitorizando, por exemplo, movimento do solo, riscos com vegetação, incêndios, etc. Prevenir falhas críticas em estruturas como redes elétricas, pontes, autoestradas, parques solares, barragens, entre outras, é a sua finalidade. Tendo clientes nacionais como a EDP/E-Redes, a REN, a Brisa, a Ascendi, a empresa esteve recentemente envolvida na monitorização de infraestruturas durante as tempestades que se abateram no nosso país.
A spacetech nacional acaba de anunciar que integra um consórcio de empresas que venceu um contrato de oito milhões de euros com o governo brasileiro, através do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), que é principal órgão responsável pelas estradas federais no Brasil. Este contrato, que prevê a monitorização e sinalização de potenciais problemas em 5.300 pontes será concretizado em parceria com a SISCON e com a Única. Através deste modelo de trabalho, serão cerca de 100 os engenheiros do DNIT que terão acesso a dados em tempo real sobre o estado destas infraestruturas. Esta informação vai permitir que tomem decisões críticas e programar as devidas intervenções em situações normais ou em caso de condições climáticas adversas.
“A solução que criamos permite que todos os gestores de infraestruturas críticas possam. monitorizar, em tempo real, alterações milimétricas das mesmas”, refere o CEO e cofundador, Ricardo Cabral.
Ricardo Cabral, CEO e cofundador explica que “A solução que criamos permite que todos os gestores de infraestruturas críticas possam. monitorizar, em tempo real, alterações milimétricas das mesmas”. Além de cobrir o mercado nacional, a empresa colabora atualmente com entidades na Europa e na América Latina, estando empenhada em alargar a sua atuação. O mercado de “Observação da Terra como Serviço” deverá valer, globalmente, qualquer coisa como 20,1 mil milhões até 2033, e a Spotlite tem atraído investimento significativo para acelerar a sua expansão internacional e reforçar as capacidades tecnológicas da sua plataforma. Concluiu, no final de 2025, uma ronda de financiamento de 3,5 milhões de euros, ronda coliderada pela Indico Capital Partners e Explorer Investments, com a participação da Portugal Ventures e a EDP Ventures.
A revista Forbes Portugal revela-lhe a história completa na edição de fevereiro/março de 2026, que está agora em banca.





