Plano de redenção de Infantino dá errado: Europa continua a boicotar o Mundial, enquanto o sindicato dos jogadores se mostra indignado

A FIFA emitiu um pedido de desculpas na passada quinta-feira pelo seu plano, que acabou por ser abandonado, de vender participações no Campeonato do Mundo a investidores privados, embora organizações de peso do futebol, incluindo o órgão regulador do futebol europeu e o sindicato mundial dos jogadores, a FIFPRO, tenham mantido a sua oposição ao…
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Infantino tem sido alvo de apelos para que se demita e de declarações de censura, depois de ter tentado ceder a organização de parte do Campeonato do Mundo a investidores privados.
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A FIFA emitiu um pedido de desculpas na passada quinta-feira pelo seu plano, que acabou por ser abandonado, de vender participações no Campeonato do Mundo a investidores privados, embora organizações de peso do futebol, incluindo o órgão regulador do futebol europeu e o sindicato mundial dos jogadores, a FIFPRO, tenham mantido a sua oposição ao presidente da FIFA, Gianni Infantino.

O comunicado da FIFA referiu que o secretário-geral Mattias Grafström e os seus membros de alto escalão “reafirmaram o seu total apoio” a Infantino, que se encontra sob pressão, na sua candidatura à reeleição, ao mesmo tempo que reconheceram que o plano de venda de participações no Mundial “deveria ter sido tratado de forma diferente”.

A FIFA reconheceu também “erros” e “falhas” subjacentes ao plano, salientando que não era sua intenção “que o Conselho da FIFA e as Federações-Membro da FIFA se sentissem excluídos do processo”, uma vez que várias organizações relataram ter recebido pouca ou nenhuma comunicação sobre o plano relativo ao Mundial.

A FIFPRO classificou a proposta como um “abuso de poder” num comunicado divulgado na passada quarta-feira, afirmando que a declaração da FIFA constituía uma crítica ao quadro de governação da própria FIFA, que, segundo a FIFPRO, “permite que um projeto desta magnitude seja desenvolvido à porta fechada e oculto daqueles a quem afeta, até que venha a ser divulgado”.

A União das Federações Europeias de Futebol (UEFA) manteve os seus planos de boicotar as competições da FIFA, apesar do comunicado de desculpas, afirmando na passada quinta-feira que já tinha deixado “muito claro” que perdeu a confiança em Infantino, salientando que “essa posição mantém-se”.

Texto original aqui. Artigo traduzido e editado por Rita Meireles

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