Os Top Creators da Forbes norte-americana em 2026

A economia dos criadores já não está a tentar entrar no mundo do espetáculo, ela é o próprio mundo do espetáculo. Pela primeira vez nos cinco anos de história da lista dos "Top Creators", o ranking dos 50 influenciadores mais poderosos ultrapassou, no seu conjunto, a marca dos mil milhões de dólares, gerando um total…
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Conheça as estrelas do Youtube, TikTok, Instagram e outros influenciadores de grande alcance que estão a transformar as suas enormes bases de fãs em milhões de dólares.
Listas

A economia dos criadores já não está a tentar entrar no mundo do espetáculo, ela é o próprio mundo do espetáculo. Pela primeira vez nos cinco anos de história da lista dos “Top Creators”, o ranking dos 50 influenciadores mais poderosos ultrapassou, no seu conjunto, a marca dos mil milhões de dólares, gerando um total de 1,02 mil milhões de dólares, um aumento de 20% em relação aos 853 milhões de dólares do ano passado e um aumento de 80% em relação aos 570 milhões de dólares de receitas totais da lista inaugural, em 2022.

Os empreendedores das redes sociais estão agora a construir estúdios com centenas de pessoas, a liderar campanhas publicitárias nacionais e até a superar Hollywood nas bilheteiras. Considere dois filmes de sucesso recentes: “Backrooms”, baseado na série de terror online de Kane Parsons, foi realizado com um orçamento de 10 milhões de dólares (8,82 milhões de euros) e arrecadou mais de 260 milhões de dólares (229 milhões de euros); e “Obsession”, escrito e realizado pelo criador de sketches cómicos Curry Barker, teve um orçamento de 750 mil dólares (661 mil euros) e já arrecadou mais de 290 milhões de dólares (255 milhões de euros).

No que diz respeito ao streaming, Mark Rober e Ms. Rachel levaram os seus populares programas educativos para a Netflix. MrBeast estreou a segunda temporada do seu “Beast Games” na Amazon Prime, com a terceira temporada já em produção. Dhar Mann tem um canal sempre ativo na Samsung TV e estabeleceu recentemente uma parceria com a Fox para produzir 40 séries verticais.

À medida que os estúdios de Hollywood perdem o domínio sobre a indústria do entretenimento — no ano passado, o número de pessoas a trabalhar em Los Angeles na indústria cinematográfica caiu para um mínimo histórico, de acordo com as estatísticas laborais dos EUA —, Mann encontrou um equilíbrio ideal que combina os melhores aspetos das redes sociais e dos estúdios tradicionais. “É um estúdio do século XXI”, afirma Jeffrey Katzenberg, cofundador da DreamWorks e antigo presidente da Walt Disney Studios. “Ele pegou em todos os aspetos da velha guarda de uma boa narrativa e repensou-os para um novo público numa nova plataforma”.

No momento em que estas novas plataformas continuam a tornar-se mainstream e a crescer, os empreendedores da lista “Top Creators” da Forbes continuam a expandir as suas marcas e impérios. Como Dhar Mann afirma à Forbes: “A melhor coisa que me aconteceu foi não ter qualquer experiência em estúdios tradicionais ou na produção cinematográfica”.

Conheça os primeiros 10 nomes da lista “Forbes Top Creators 2026”.

#1. MrBeast

Receitas: 264,45 milhões de euros
Total de seguidores: 873 milhões
Engagement médio: 3,00%

Jimmy Donaldson transformou as suas proezas no Youtube num estúdio de produção global e multiprodutos. Os seus canais no Youtube têm mais de 640 milhões de subscritores e registam mais de 5 mil milhões de visualizações por ano. A sua empresa, a Beast Industries, gere os meios de comunicação, o seu negócio alimentar (Feastables, Lunchly), a ferramenta analítica Viewstats e o negócio de licenciamento de brinquedos e vestuário. Segundo consta, a empresa recebeu investimentos de capital de risco com uma avaliação de 5 mil milhões de dólares (4,41 mil milhões de euros). No que diz respeito ao streaming, estreou a segunda temporada do seu programa de reality show de competição extremamente popular, “Beast Games”, na Amazon Prime. A terceira temporada está em produção. O seu próximo passo: finanças pessoais. Em fevereiro de 2026, a Beast Industries adquiriu a Step, uma aplicação que ensina investimento e gestão de ativos a adolescentes.

#2. Dhar Mann

Receitas: 57,3 milhões de euros
Total de seguidores: 171 milhões
Engagement médio: 0,09%

Criador de histórias inspiradoras ao estilo de Horatio Alger para o algoritmo, a equipa de Mann, composta por 200 pessoas, produz programas digitais que, numa semana normal, acumulam quase 300 milhões de visualizações. Os canais sociais de Mann têm 160 milhões de seguidores em todo o mundo. O seu conteúdo é traduzido para 13 idiomas. “A maioria dos estúdios tradicionais cria conteúdo e espera que o público o siga. Nós ouvimos o público e seguimos o que ele quer”. Ele colaborou com a NFL para o Super Bowl LX na qualidade de “Diretor de Bondade” da liga. Em janeiro, Mann assinou um acordo com a Fox Entertainment para produzir séries dramáticas verticais. O plano: criar 40 séries dramáticas em 18 meses.

#3. Steven Bartlett

Rendimentos: 45,84 milhões de euros
Total de seguidores: 38,7 milhões
Engagement médio: 0,22%

O apresentador de “The Diary of a CEO” transformou o programa de entrevistas que criou na mesa da sua cozinha numa holding de mais de 374 milhões de euros, a Steven.com, com uma divisão de comunicação social que abrange podcasts, contratos editoriais, eventos ao vivo e uma divisão de investimentos. O ex-integrante da lista “30 Under 30 Europe” da Forbes e do “Top Creator” tem parcerias com a Spotify, o LinkedIn e a Adobe, entre outras. É um novo investidor na Replit e na Lovable e está de volta a dar tudo por tudo na sexta temporada do programa de investimentos “Dragons’ Den”.

#4. Markiplier

Receitas: 33,5 milhões de euros
Total de seguidores: 76,8 milhões
Engagement médio: 0,21%

Mark Edward Fischbach (também conhecido como Markiplier) está a fazer a ponte entre o mundo dos conteúdos e Hollywood. O longa-metragem “Iron Lung”, financiada e produzida pelo próprio streamer de jogos, foi exibida em 3 mil salas de cinema na América do Norte e arrecadou 44 milhões de euros nas bilheteiras, tendo ele partilhado as receitas a 50/50 com as salas de cinema. Agora, está disponível para compra no Youtube para espetadores de todo o mundo. Entretanto, continua a apresentar os seus podcasts “Distractible” e “Go! My Favorite Sports Team”.

#5. Rhett & Link

Receitas: 32,62 milhões de euros
Total de seguidores: 45,6 milhões
Engagement médio: 0,12%

A dupla de comediantes grava anualmente 240 episódios do seu programa de entrevistas no Youtube, “Good Mythical Morning”. O programa conta com quase 20 milhões de espetadores que o acompanham para provar alimentos, ver análises de produtos, curiosidades e comentários sobre tendências culturais. Também produzem o canal “Mythical Kitchen”, onde a série “Last Meal”, apresentada por Josh Scherer, já contou com a participação de celebridades como Tom Hanks, Gordon Ramsay e Ed Sheeran. Os melhores amigos de infância estão a expandir a sua audiência com um canal no Tubi. O seu quarto livro sobre culinária, “Spaghetti Head & Chicken Fingers”, será lançado este verão.

#6. Charli D’Amelio

Rendimentos: 15,87 milhões de euros
Total de seguidores: 209,8 milhões
Engagement médio: 11,59%

Se, de repente, o seu feed do TikTok lhe dá a sensação de que estamos novamente em 2020, provavelmente a culpa é de Charli D’Amelio. Recém-saída da sua temporada na Broadway com a peça “& Juliet”, a superestrela das redes sociais voltou a publicar o mesmo tipo de vídeos de dança que a tornaram famosa, a ela e à sua irmã Dixie (n.º 31 desta lista), e também regressou aos vlogs no Youtube. Tudo isto enquanto desempenha o papel de embaixadora da Prada e protagoniza campanhas para a Kate Spade. Os passos podem ser os mesmos, mas o palco é agora muito maior.

#7. Druski

Receitas: 17,63 milhões de euros
Total de seguidores: 38,5 milhões
Engagement médio: 13,77%

Atualmente, este comediante está em todo o lado: no Youtube, no TikTok, no Instagram e na televisão norte-americana, onde protagoniza os anúncios da T-Mobile e da Dunkin’. Em junho deste ano, vai apresentar os BET Awards. Nascido Drew Desbordes, Druski continua a colaborar com estrelas de Hollywood nas redes sociais e nos meios de comunicação tradicionais. Parcerias recentes: Kevin Hart, Timothée Chalamet, Jeff Bridges e Zoe Saldana.

#8. I Show Speed

Receitas: 26,45 milhões de euros
Total de seguidores: 184 milhões
Engagement médio: 0,39%

Speed começou devagar. Em 2016, lançou um canal no Youtube para publicar vídeos de jogos como o NBA 2K e o Fortnite. Poucos o seguiam. Cinco anos depois, ganhou impulso quando os vídeos do TikTok com as suas exaltações alucinantes durante os jogos se tornaram virais. Em pouco tempo, passou a dedicar-se a conteúdos de futebol, colaborando com superestrelas como Cristiano Ronaldo. Seguiram-se conteúdos de viagens com digressões como “Speed Does America” e “Speed Does Africa”. A sua grande influência atrai grandes parcerias com marcas: Dick’s Sporting Goods, Beats By Dre e Doritos. Este verão, com o mundo do futebol a reunir-se em torno do Mundial 2026, lançou a sua digressão “World Cup 2026 Tour” em parceria com a FIFA.

#9. Mark Rober

Receitas: 26,45 milhões de euros
Total de seguidores: 90,7 milhões
Engagement médio: 0,23%

O “cientista louco” das redes sociais atrai mais de 57 milhões de subscritores no Youtube com as suas experiências educativas de alta produção. A sua equipa de 100 pessoas produz episódios com orçamentos de sete dígitos para ensinar conceitos científicos fundamentais: construir uma montanha-russa para ensinar física, fugir de Alcatraz através da ciência e colaborar com Ronaldo para uma lição sobre robótica. Marcas como a Rivian, a Google e a Disney acorrem em massa ao seu conteúdo educativo envolvente. A sua empresa, a CrunchLabs, vende kits científicos por assinatura. Nesta primavera, o antigo engenheiro da NASA fez uma TED Talk sobre o seu plano para dinamizar o sistema de ensino STEM dos Estados Unidos.

#10. Codie Sanchez

Ganhos: 27,33 milhões de euros
Total de seguidores: 10 milhões
Engagement médio: 0,37%

A antiga jornalista e gestora financeira dá agora dicas sobre pequenas empresas no Youtube, Instagram e TikTok a mais de 7 milhões de seguidores. Sanchez evita esquemas para enriquecer rapidamente, concentrando-se, em vez disso, no potencial de rendimento dos chamados negócios “aborrecidos”: lavandarias automáticas, máquinas de venda automática e paisagismo. “Olhei para o futuro e pensei: Quero ser a vilã que detém todos os negócios ou quero ajudar outras pessoas a fazê-lo? E decidi que a segunda opção parecia mais divertida”.

Texto original aqui. Artigo traduzido e editado por Rita Meireles.

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