Os tenistas mais bem pagos do mundo em 2026: Sinner ultrapassa Alcaraz e Serena Williams regressa ao top 3

As lesões interromperam momentaneamente aquela que já parece ser uma rivalidade geracional entre Carlos Alcaraz e Jannik Sinner, permitindo a outro tenista, Alexander Zverev, conquistar em junho, em Roland Garros, um título de Grand Slam em singulares pela primeira vez desde 2023. Mas, mesmo quando os dois jovens ases não conseguem entrar em campo, continuam…
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Pela primeira vez no ranking da Forbes dos dez tenistas mais bem pagos do mundo, há mais mulheres do que homens. O regresso de Serena Williams ajuda a explicar a mudança. Contudo, é um homem (Jannik Sinner) quem assume o topo da lista, destronando Carlos Alcaraz.
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As lesões interromperam momentaneamente aquela que já parece ser uma rivalidade geracional entre Carlos Alcaraz e Jannik Sinner, permitindo a outro tenista, Alexander Zverev, conquistar em junho, em Roland Garros, um título de Grand Slam em singulares pela primeira vez desde 2023. Mas, mesmo quando os dois jovens ases não conseguem entrar em campo, continuam envolvidos numa batalha pela supremacia financeira.

O espanhol Carlos Alcaraz, de 23 anos, continua a levar vantagem nos rendimentos fora dos courts, tendo arrecadado uma estimativa de $38 milhões (€32,3 milhões) nos últimos 12 meses através de patrocínios, presenças, jogos de exibição e outros negócios, superando os $35 milhões (€29,8 milhões) estimados para Sinner. Quando se contabilizam também os prémios de competição, porém, é o italiano, de 25 anos, que fica no primeiro lugar, com um rendimento total estimado de $58 milhões (€49,3 milhões) desde o US Open de 2025 — cerca de $4 milhões (€3,4 milhões) acima dos $53,7 milhões (€45,6 milhões) estimados para a estrela espanhola.

Sinner, atual número 1 do ranking de singulares da ATP, é apenas o quarto jogador a ocupar o primeiro lugar da lista anual de rendimentos do ténis da Forbes ao longo dos seus 19 anos de história. O italiano destrona Alcaraz, que tinha conquistado o título financeiro nas duas edições anteriores. Antes deles, Novak Djokovic liderou o ranking em 2023, enquanto Roger Federer manteve um domínio absoluto no primeiro lugar durante 15 anos consecutivos, até se retirar em 2022.

No conjunto, os dez atletas que mais dinheiro ganharam no ténis arrecadaram €283 milhões nos últimos 12 meses, mais 17% do que em 2025.

Talvez ainda mais impressionante seja o rendimento de Sinner dentro do court: $23 milhões (€19,6 milhões), incluindo os prémios da ATP dos últimos 12 meses e um bónus recebido do circuito. É o valor mais elevado de sempre nesta componente do ranking da Forbes, apesar de o italiano ter feito uma pausa de um mês antes de Wimbledon e estar afastado da competição desde então devido a uma lesão no joelho.

Sinner vai agora falhar o US Open, que está a decorrer, abrindo novamente espaço para o alemão Alexander Zverev, de 29 anos, que aproveitou a ausência de Alcaraz para vencer Roland Garros este ano. O resultado interrompeu uma sequência de nove Grand Slams consecutivos em que Sinner ou Alcaraz tinham conquistado o título de singulares e elevou os rendimentos de Zverev nos últimos 12 meses para uma estimativa de $18,7 milhões (€15,9 milhões), colocando-o entre os dez tenistas mais bem pagos do mundo pela primeira vez desde 2019, no nono lugar.

No conjunto, os dez atletas que mais dinheiro ganharam no ténis arrecadaram uma estimativa de $333 milhões (€283 milhões) nos últimos 12 meses, mais 17% do que os $285 milhões (€242,3 milhões) de 2025 e pouco abaixo do recorde de $343 milhões (€291,6 milhões) registados em 2020.

Serena Williams regressa e altera o ranking

O recorde de 2020 foi impulsionado pelos $106 milhões (€90,1 milhões) de rendimentos de Federer, o melhor resultado da sua carreira. A decisão do suíço de abandonar o ténis em 2022, juntamente com a retirada de Rafael Nadal em 2024, retirou do ranking uma das fontes de rendimento mais consistentes do desporto. Federer acumulou $1,1 mil milhões (€935 milhões) em rendimentos antes de impostos enquanto esteve ativo e tornou-se bilionário no ano passado.

Mas o ranking financeiro do ténis recebeu um impulso inesperado este ano com o regresso de Serena Williams aos courts, depois de quase quatro anos afastada da competição. A lenda norte-americana, de 44 anos, decidiu não disputar o quadro de singulares do US Open através de um wild card, mas competiu esta semana em pares mistos com Alcaraz e vai também entrar no torneio de pares femininos ao lado da irmã Venus.

Williams acumulou uma estimativa de $40,1 milhões (€34,1 milhões) em rendimentos nos últimos 12 meses, ficando no terceiro lugar, atrás de Sinner e Alcaraz. A esmagadora maioria desse valor resulta dos seus contratos de patrocínio e outros negócios. A norte-americana ganhou apenas $131.932 (€112.142) em prémios de competição este ano, depois de ter participado em apenas quatro torneios antes do US Open.

A entrada de Williams eleva o valor mínimo para integrar o top 10 para $17,4 milhões (€14,8 milhões), estabelecido por Elena Rybakina, mais de $3 milhões (€2,5 milhões) acima do recorde de $14,3 milhões (€12,2 milhões) registado em 2025. E garante que, pela primeira vez na história do ranking de ténis da Forbes, há mais mulheres — seis — do que homens — quatro — entre os dez primeiros.

Outro sinal da força financeira do ténis feminino é o facto de Coco Gauff, a atleta feminina mais bem paga do mundo em cada um dos últimos dois anos, ter sido ultrapassada não apenas por Williams, mas também por Aryna Sabalenka. A bielorrussa ocupa o quarto lugar do ranking geral, com $36,1 milhões (€30,7 milhões), ligeiramente acima dos $35,5 milhões (€30,2 milhões) de Gauff.

Pela primeira vez na história do ranking de ténis da Forbes, há mais mulheres — seis — do que homens — quatro — entre os dez primeiros. Mas isso não significa que os tenistas masculinos e femininos estejam em pé de igualdade financeira.

Estes resultados não significam, contudo, que os tenistas masculinos e femininos estejam em pé de igualdade financeira. Historicamente, os homens tiveram maior acesso a contratos de patrocínio e, embora os quatro torneios de Grand Slam ofereçam há muito o mesmo prémio aos campeões masculinos e femininos, continua a existir uma diferença de remuneração em torneios de menor dimensão.

A WTA comprometeu-se, no entanto, a alinhar até ao próximo ano os prémios dos torneios combinados de nível 1000 e 500 com os da ATP e, até 2033, os dos torneios individuais de uma semana dos níveis 1000 e 500.

Este mês, o Cincinnati Open atribuiu $1.151.380 (€978.673) ao campeão masculino de singulares, Arthur Fils, e $1.085.220 (€922.437) a Coco Gauff, vencedora do torneio feminino. A diferença foi de $66.160 (€56.236), abaixo dos $525.975 (€447.079) que separavam os prémios no mesmo torneio apenas dois anos antes.

Ao mesmo tempo, o debate sobre os rendimentos dos jogadores vai muito além da diferença entre homens e mulheres. Nos últimos dois anos, muitas das maiores estrelas do ténis uniram-se para exigir que os quatro Grand Slams distribuam uma parcela maior das suas receitas em prémios de competição. O Guardian noticiou recentemente que o valor dos prémios de Wimbledon representava cerca de 14% das receitas do torneio. Em comparação, a referência utilizada pelos seis torneios combinados de nível 1000 da ATP e da WTA é de 22%.

Numa ação de protesto coordenada durante Roland Garros deste ano, vários jogadores limitaram a sua disponibilidade para os meios de comunicação social e mantiveram a pressão desde então. Sabalenka chegou a ameaçar que os principais jogadores poderiam boicotar totalmente os Grand Slams. A pressão levou Wimbledon e o US Open a aumentarem significativamente os prémios. Além disso, este mês, os quatro Grand Slams anunciaram conjuntamente a criação de um conselho de jogadores para dar aos atletas uma maior participação nas decisões relativas aos torneios.

Entretanto, a ATP aumentou nos últimos anos os fundos de bónus destinados aos jogadores com melhores resultados e introduziu uma fórmula de partilha de lucros que lhes permite beneficiar diretamente do crescimento das receitas dos torneios do circuito.

Ainda assim, os jogadores que faltem a torneios — por qualquer motivo, incluindo lesões — podem ver os seus rendimentos reduzidos. Sinner, por exemplo, não recebeu qualquer valor do fundo fixo de nível 1000 em 2025, depois de ter falhado cinco dos nove torneios.

Esta realidade colocou sob ainda maior escrutínio o exigente calendário de 11 meses do ténis. Há anos que jogadores da ATP e da WTA defendem a necessidade de mais períodos de descanso nos seus calendários. E, tal como acontece com as exigências por maiores prémios, parece que poderão estar a conseguir o que pretendem. A WTA criou este ano um conselho para analisar as questões relacionadas com o calendário e um membro do grupo de trabalho disse recentemente ao Front Office Sports esperar que uma votação sobre o assunto aconteça durante o US Open deste ano.

Os tenistas mais bem pagos do mundo em 2026

#1.
$58 milhões (€49,3 milhões)

Jannik Sinner

Cameron Spencer/Getty Images

 

IDADE: 25 anos | NACIONALIDADE: Itália | EM COURT: $23 milhões (€19,6 milhões) • FORA DO COURT: $35 milhões (€29,8 milhões)

A vitória de Sinner em Wimbledon, em julho, foi o quinto título de Grand Slam da sua carreira. O italiano apresenta um registo de 175 vitórias e 15 derrotas em encontros de singulares da ATP nas últimas três temporadas, incluindo um recorde de 34 vitórias consecutivas em encontros de nível Masters 1000.

Embora uma lesão no joelho vá afastar o campeão do US Open de 2024 do torneio deste ano, o italiano de 25 anos tem garantida a manutenção do primeiro lugar do ranking mundial, com uma vantagem de 5.010 pontos sobre o número 2, Alexander Zverev — o jogador que derrotou na final de Wimbledon.

Fora dos courts, Sinner anunciou em janeiro uma parceria com a gigante dos seguros Allianz, juntando-a a uma carteira de patrocinadores que inclui as grandes marcas italianas De Cecco, Gucci e Lavazza.

Embora não seja conhecido por participar em muitos dos jogos de exibição que se tornaram populares no ténis, Sinner venceu o Six Kings Slam, na Arábia Saudita, em 2024 e 2025. Cada vitória valeu-lhe um prémio de $6 milhões (€5,1 milhões).

#2.
$53,7 milhões (€45,6 milhões)

Carlos Alcaraz

Matthew Stockman/Getty Images

 

IDADE: 23 anos | NACIONALIDADE: Espanha | EM COURT: $15,7 milhões (€13,3 milhões) • FORA DO COURT: $38 milhões (€32,3 milhões)

Depois de falhar Roland Garros e Wimbledon devido a uma lesão no pulso, Alcaraz regressa aos courts no US Open, onde procura conquistar o seu terceiro título no torneio e o oitavo Grand Slam da carreira.

O espanhol de 23 anos começou 2026 com uma vitória no Australian Open que fez dele o homem mais jovem de sempre a completar o Career Grand Slam. Nos últimos dias, recuperou o ritmo competitivo no Arthur Ashe Stadium, na competição de pares mistos do US Open, onde participou como wild card ao lado de Serena Williams.

Fora dos courts, Alcaraz continua a ser o principal rosto comercial do ténis, tendo estabelecido este ano parcerias com a empresa de tecnologia financeira Ant International e a tecnológica Infosys.

Também foi protagonista de jogos de exibição no estádio dos Miami Marlins e na arena dos New Jersey Devils, além de ter derrotado Sinner num jogo de exibição na Coreia do Sul, em janeiro.

Outro sinal do estatuto de Alcaraz enquanto favorito dos fãs: em outubro, a raquete que utilizou na final de Wimbledon de 2023 foi vendida em leilão por um valor recorde de $173.066,40 (€147.107).

#3.
$40,1 milhões (€34,1 milhões)

Serena Williams

John Walton/PA Images/Getty Images

 

IDADE: 44 anos | NACIONALIDADE: Estados Unidos | EM COURT: $0,1 milhões (€85 mil) • FORA DO COURT: $40 milhões (€34 milhões)

Williams terminou em junho o seu afastamento de quase quatro anos do ténis competitivo, disputando singulares em Wimbledon e pares em três torneios durante o verão, antes da sua participação esta semana no torneio de pares mistos do US Open com Carlos Alcaraz.

Uma coisa é certa: a GOAT (“Greatest of All Time”) de 44 anos não regressou aos courts pelo dinheiro. A Forbes estima a fortuna de Williams em $400 milhões (€340 milhões), o que faz dela a mulher mais rica do mundo que construiu a sua fortuna principalmente como atleta.

A norte-americana mantém uma atividade intensa enquanto investidora, através da sua empresa Serena Ventures, e como embaixadora de marcas. Williams é patrocinada pela Nike há 23 anos e estabeleceu mais recentemente parcerias com a Heineken, a Factor e a Ro, tornando-se o rosto da campanha da empresa de telemedicina dedicada aos medicamentos GLP-1 para perda de peso.

Williams é também “empreendedora residente” da Reckitt Catalyst, uma incubadora integrada no grupo de bens de consumo Reckitt, e serviu de inspiração para uma nova boneca Barbie — usando um fato de negócios em vez de uma saia de ténis.

#4.
$36,1 milhões (€30,7 milhões)

Aryna Sabalenka

Robert Prange/Getty Images

 

IDADE: 28 anos | NACIONALIDADE: Bielorrússia | EM COURT: $13,1 milhões (€11,1 milhões) • FORA DO COURT: $23 milhões (€19,6 milhões)

À entrada no US Open, Sabalenka não procura apenas o terceiro título consecutivo no torneio e o quinto Grand Slam da carreira. A bielorrussa de 28 anos está também a lutar para manter o primeiro lugar do ranking da WTA.

Sabalenka passou quase dois anos consecutivos no topo e precisa de vencer o US Open para conservar a posição. Caso contrário, poderá ser ultrapassada por Elena Rybakina, Jessica Pegula ou Coco Gauff, dependendo dos resultados do torneio.

Ainda assim, Sabalenka venceu três torneios em 2026 — Miami, Indian Wells e Brisbane — e tem estado igualmente ativa fora dos courts, acrescentando este ano parcerias com meia dúzia de marcas, incluindo a companhia aérea Emirates, a joalheira Material Good e a cervejeira Stella Artois.

Em dezembro, participou também num mediático encontro anunciado como Battle of the Sexes, no Dubai, onde perdeu frente a Nick Kyrgios, além de ter participado em jogos de exibição em Hong Kong, Atlanta e Nova Iorque.

#5.
$35,5 milhões (€30,2 milhões)

Coco Gauff

Robert Prange/Getty Images

 

IDADE: 22 anos | NACIONALIDADE: Estados Unidos | EM COURT: $7,5 milhões (€6,4 milhões) • FORA DO COURT: $28 milhões (€23,8 milhões)

A forma de Gauff tem sido inconsistente desde que conquistou o seu segundo título de Grand Slam em singulares, em Roland Garros, em 2025, incluindo eliminações precoces em Indian Wells e no próprio torneio francês.

A norte-americana de 22 anos chega ao US Open depois de ter alcançado as meias-finais em Wimbledon e no Canadian Open e de vencer este mês o Cincinnati Open, onde voltou a demonstrar melhorias no seu serviço.

Fora dos courts, Gauff é patrocinada por mais de uma dúzia de marcas. Este mês, anunciou uma parceria com os anéis inteligentes da Oura e, durante o verão, foi produtora executiva de dois documentários de curta duração para o Tennis Channel.

Gauff também está a conseguir retirar mais das redes sociais do que apenas uma plataforma para promover os seus parceiros. Em março, agradeceu a um utilizador do X por lhe ter sugerido que deveria subir mais à rede, uma estratégia que a ajudou a vencer o seu encontro no Miami Open.

#6.
$30,2 milhões (€25,7 milhões)

Novak Djokovic

Matthew Stockman/Getty Images

 

IDADE: 39 anos | NACIONALIDADE: Sérvia | EM COURT: $5,2 milhões (€4,4 milhões) • FORA DO COURT: $25 milhões (€21,3 milhões)

Djokovic não conquista um Grand Slam desde que ampliou para 24 o seu recorde de títulos de singulares masculinos no US Open de 2023. Ainda assim, o sérvio de 39 anos mostrou que continua capaz de lutar pelos grandes títulos ao chegar à final do Australian Open, em fevereiro, e às meias-finais de Wimbledon, em julho.

Uma vitória em Nova Iorque seria duplamente histórica. Além de um 25.º Grand Slam lhe permitiria aumentar para três a vantagem sobre Rafael Nadal na lista de todos os tempos, o prémio de $5,5 milhões (€4,7 milhões) para o vencedor faria de Djokovic o primeiro tenista da história a ultrapassar os $200 milhões (€170 milhões) em prémios de carreira.

Por outro lado, Djokovic revelou este mês, depois de perder o seu primeiro encontro no Cincinnati Open, que tem enfrentado “um problema de saúde” há muitos anos, sem fornecer mais detalhes.

À medida que se aproxima do final da carreira, Djokovic mantém uma robusta carteira de patrocinadores. Em junho, juntou-se à empresa de investimento General Atlantic como “conselheiro estratégico global”, a par de acordos com marcas como Hublot, Lacoste e Qatar Airways.

Foi também protagonista de The Wolf in Winter, um documentário da Amazon Prime Video lançado este mês.

#7.
$22,6 milhões (€19,2 milhões)

Qinwen Zheng

Robert Prange/Getty Images

 

IDADE: 23 anos | NACIONALIDADE: China | EM COURT: $0,6 milhões (€510 mil) • FORA DO COURT: $22 milhões (€18,7 milhões)

Uma lesão no cotovelo obrigou Zheng a ser operada em julho de 2025 e a chinesa ainda não conseguiu recuperar a forma que lhe permitiu conquistar a medalha de ouro olímpica nos Jogos de Paris de 2024.

Essa quebra de rendimento fez cair o seu ranking de singulares para o 121.º lugar e obrigou-a a disputar a fase de qualificação do US Open.

Mas, mesmo sem ser atualmente uma das figuras mais presentes no circuito, a tenista de 23 anos continua a ter uma forte presença no seu país. Zheng surge em campanhas publicitárias de marcas como a Alipay, a cadeia de chá Chagee e o produtor de lacticínios Yili Group.

Este ano, anunciou também acordos com a Turkish Airlines e com a Qwen, a plataforma de inteligência artificial da Alibaba.

#8.
$20,5 milhões (€17,4 milhões)

Iga Swiatek

Robert Prange/Getty Images

 

IDADE: 25 anos | NACIONALIDADE: Polónia | EM COURT: $5,5 milhões (€4,7 milhões) • FORA DO COURT: $15 milhões (€12,8 milhões)

Vencedora de seis títulos de Grand Slam, incluindo o US Open de 2022, Swiatek ainda tem um longo caminho a percorrer para igualar o recorde de 23 títulos de Serena Williams na era Open. Mas a polaca de 25 anos está a aproximar-se no nível Masters 1000.

Swiatek venceu este mês o Canadian Open, conquistando o seu 12.º troféu nesta categoria, criada em 2009, e ficando apenas a um título do recorde de Williams.

Tem agora um registo de 26 vitórias e cinco derrotas em finais de torneios da WTA, o melhor aproveitamento entre qualquer jogador com 20 ou mais finais disputadas desde 1990.

Swiatek, que conta com patrocinadores como Coach, On e Oral-B, é também a única tenista — homem ou mulher — a ter chegado à terceira ronda em todos os torneios de Grand Slam desde o início de 2020.

#9.
$18,7 milhões (€15,9 milhões)

Alexander Zverev

Carmen Mandato/Getty Images

 

IDADE: 29 anos | NACIONALIDADE: Alemanha | EM COURT: $13,7 milhões (€11,6 milhões) • FORA DO COURT: $5 milhões (€4,3 milhões)

Ofuscado no início da carreira pelo Big Three, formado por Roger Federer, Rafael Nadal e Novak Djokovic, e mais recentemente por Carlos Alcaraz e Jannik Sinner, Zverev teve em junho a sua grande afirmação num Grand Slam, ao derrotar Flavio Cobolli em cinco sets na final de Roland Garros.

O alemão de 29 anos acumula agora $68,6 milhões (€58,3 milhões) em prémios de carreira na ATP, atrás de Djokovic, Nadal, Federer e Sinner, mas à frente de Alcaraz.

Fora dos courts, a reputação de Zverev foi afetada por acusações de violência doméstica. O tenista chegou a um acordo num processo apresentado por uma antiga namorada em 2024 e negou as acusações. Em novembro, anunciou um novo contrato de patrocínio com a Loewe.

#10.
$17,4 milhões (€14,8 milhões)

Elena Rybakina

Katelyn Mulcahy/WTA/Getty Images

 

IDADE: 27 anos | NACIONALIDADE: Cazaquistão | EM COURT: $11,4 milhões (€9,7 milhões) • FORA DO COURT: $6 milhões (€5,1 milhões)

Rybakina começou 2026 da mesma forma que terminou 2025: com uma grande vitória. Depois de triunfar nas WTA Finals, em novembro, e arrecadar $5,2 milhões (€4,4 milhões) em prémios — até então, o maior prémio individual da história do ténis feminino — Rybakina, nascida na Rússia mas representante do Cazaquistão em competições internacionais, derrotou Aryna Sabalenka na final do Australian Open, em janeiro.

Agora, a tenista de 27 anos procura o terceiro Grand Slam da carreira no US Open, onde nunca conseguiu ultrapassar a quarta ronda.

Uma boa campanha em Nova Iorque seria uma notícia bem-vinda para os seus patrocinadores, que incluem o Bank RBK, do Cazaquistão, a marca de relógios Vanguart e a Yonex.

Texto original aqui. Artigo traduzido e editado por Paulo Marmé.

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