Open Cosmos recebe 300 milhões de euros de financiamento. Há capital português entre os investidores

A Open Cosmos, empresa de space tech fundada em 2015 no Reino Unido por Rafel Jorda Siquier, acaba de anunciar que recolheu 300 milhões de euros de financiamento para acelerar a sua atividade na área da entrega de informação em tempo real e conectividade a partir do espaço. A empresa que tem instalações físicas no…
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A space tech fundada no Reino Unido está a recolher capital para financiar a sua expansão internacional. Entre a lista de investidores estão empresas portuguesas de capital de risco: a Iberis Capital, a Shilling VC e a Amena Ventures.
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A Open Cosmos, empresa de space tech fundada em 2015 no Reino Unido por Rafel Jorda Siquier, acaba de anunciar que recolheu 300 milhões de euros de financiamento para acelerar a sua atividade na área da entrega de informação em tempo real e conectividade a partir do espaço.

A empresa que tem instalações físicas no Porto e que se apresenta como líder europeia no fornecimento de infraestrutura de satélites, conectividade e informação em tempo real, refere que este financiamento permitirá ampliar a sua capacidade de produção de satélites em série e que vai ainda acelerar a expansão da ConnectedCosmos, da OpenConstellation e da DataCosmos. A empresa desenvolveu a tecnologia necessária para criar uma camada de inteligência em redor da Terra, na qual satélites observam, comunicam entre si e colaboram para compreender melhor o mundo.

No seu universo reúne empresas como a OpenOrbit, que concebe, constrói e opera satélites; a OpenConstellation, que permite a governos e organizações partilhar infraestruturas de satélites; a ConnectedCosmos, que liga, de forma segura, os satélites à Terra, através de comunicações soberanas de banda larga e IoT; e a DataCosmos, que transforma imagens e dados de sensores em informação operacional em tempo real. Este financiamento será ainda importante para reforçar as equipas de engenharia, fabrico e software em todas as operações da Open Cosmos no Reino Unido, onde está a sede, e ainda em Portugal, em Espanha e na Grécia, onde a empresa emprega cerca de 400 pessoas.

Investidores portugueses na Open Cosmos

A ronda de financiamento é liderada por investidores europeus, entre as quais se conta a Lightrock, a ETF Partners, a Institut Català de Finances (ICF), Entrepreneurs First e dois grandes fundos de pensões internacionais. Entre os investidores estão ainda as empresas portuguesas de capital de risco, a Iberis Capital, a Shilling VC e a Amena Ventures.

A empresa refere em comunicado que é atualmente uma das fabricantes de satélites com maior crescimento na Europa, registando cinco anos consecutivos de crescimento sustentado e com resultados positivos, bem como uma alta taxa de sucesso em órbita. Com capacidade para fabricar um satélite por dia nas quatro fábricas que dispõe na Europa, a Open Cosmos conta com uma taxa de sucesso de 100% em órbita, e revela que tem mais de 318 milhões de euros em contratos assinados nos últimos três anos e meio.

Entre os seus principais clientes estão alguns governos europeus, agências espaciais e grandes empresas de energia e infraestruturas. A Open Cosmos tem vindo a lançar recentemente a nova geração de satélites da OpenConstellation, uma constelação partilhada, procurando reduzir o tempo de entrega de produtos de observação da Terra de até 48 horas para apenas 30 minutos. Entre as suas soluções está também o facto de viabilizar o processamento de Inteligência Artificial a bordo e a comunicação entre satélites para serviços de informação em tempo real.

Este investimento permite-nos acelerar esta visão, atendendo aos pedidos de satélites – feitos por governos e grandes empresas – com os nossos equipamentos fiáveis e de elevado desempenho, para fornecer serviços soberanos de que o mundo precisa”, refere Rafel Jorda Siquier, fundador e CEO da Open Cosmos. 

A área do espaço está cada vez mais na ordem do dia, tendo um papel central para governos e empresas. Segundo os dados mais recentes, o investimento global de capital de risco no setor espacial atingiu os 9,7 mil milhões de euros no primeiro semestre deste ano, o que compara com os 8,7 mil milhões investidos no período homólogo doa no passado.

O fundador e CEO da Open Cosmos, Rafel Jorda Siquier, refere a propósito queA infraestrutura espacial está a tornar-se tão crítica como a energia, as redes digitais e os transportes. Governos e empresas precisam cada vez mais de comunicações seguras e dados operacionais disponibilizados por sistemas resilientes. No entanto, a infraestrutura não é suficiente por si só. O verdadeiro valor reside na informação que permite saber o que acontece na Terra em tempo real e na conectividade global segura necessária para viabilizar esta entrega.” Acrescenta ainda, em comunicado, que “Ao integrar satélites, comunicações seguras e serviços de dados baseados em IA, estamos a criar um sistema que transforma informações provenientes de órbita em dados acionáveis para governos e empresas. Este investimento permite-nos acelerar esta visão, atendendo aos pedidos de satélites – feitos por governos e grandes empresas – com os nossos equipamentos fiáveis e de elevado desempenho, para fornecer serviços soberanos de que o mundo precisa.”

“A Open Cosmos está a desenvolver capacidades significativas em Portugal, combinando tecnologia e talentos locais com uma plataforma europeia mais ampla. É com satisfação que apoiamos uma líder regional, reforçando a autonomia estratégica e a resiliência europeias, em áreas tão críticas quanto a aeroespacial, defesa e conectividade IoT. Orgulhamo-nos de ver essa ambição ganhar raízes em Portugal, ajudando a consolidar o país como um polo do setor espacial”, afirma João Henriques, Partner da Iberis Capital. Já Pedro Carlos, partner da Shilling, o braço de capital de risco da Draycott, refere que a “A Open Cosmos demonstra que uma empresa de tecnologia europeia com excepcional talento português pode escalar rapidamente e, ao mesmo tempo, manter uma execução excecional. Estamos entusiasmados por apoiar o Rafel e toda a equipa no desenvolvimento da próxima geração de inteligência e conectividade espacial a partir da Europa.”

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