“The Odyssey” (“A Odisseia”), o muito aguardado épico de Christopher Nolan, produzido com um orçamento de 250 milhões de dólares (214 milhões de euros) e protagonizado por um elenco de estrelas, arrecadou 17,6 milhões de dólares (15 milhões de euros) nas sessões de anteestreia nos EUA, antes da estreia oficial nas salas de cinema. O resultado garante-lhe a melhor receita obtida no primeiro dia por um filme em 2026, ultrapassando Toy Story 5.
Os 17,6 milhões de dólares (15 milhões de euros) arrecadados por “The Odyssey” superaram por uma margem muito curta os 17,5 milhões de dólares (15 milhões de euros) obtidos por Toy Story 5 nas sessões de anteestreia de quinta-feira, quando o filme estreou nos cinemas no mês passado.
Segundo a Variety, “The Odyssey” poderá alcançar entre 90 milhões e 100 milhões de dólares (77 milhões e 86 milhões de euros) no fim de semana de estreia. A publicação sublinha, contudo, que o filme poderá ultrapassar essas previsões, tendo em conta a forte prestação registada na quinta-feira.
O novo filme de Nolan superou também o desempenho de “Oppenheimer”, vencedor do Óscar de Melhor Filme, que arrecadou 10,5 milhões de dólares (9 milhões de euros) nas sessões de anteestreia de quinta-feira, antes de ultrapassar 1.000 milhões de dólares (860 milhões de euros) de receitas mundiais.
A maior receita obtida num único dia por um filme este ano pertence, na realidade, a “The Super Mario Galaxy Movie”, que arrecadou 48 milhões de dólares (41 milhões de euros) na sua primeira sexta-feira em exibição, em abril. No entanto, o filme estreou excecionalmente a uma quarta-feira, pelo que não teve as habituais sessões de anteestreia de quinta-feira que antecedem a estreia da maioria das produções.
O que dizem os críticos sobre “The Odyssey”?
A crítica tem apontado “The Odyssey” como um dos melhores filmes do ano. A produção soma uma classificação de 96% no Rotten Tomatoes, com base em 298 críticas, superando os 93% alcançados por “Oppenheimer”, o filme de Nolan lançado em 2023 e vencedor do Óscar de Melhor Filme.
A NPR descreveu The Odyssey como “o épico que só Christopher Nolan poderia fazer”, destacando que o realizador realizou o filme “com escala e grandiosidade épicas, apoiado por um orçamento digno de uma grande produção de Hollywood”.
Já o The New York Times classificou o filme como “um clássico em todos os sentidos, uma afirmação arrebatadora da arte cinematográfica e uma obra de puro cinema”.
Grande número
375 milhões de dólares (321 milhões de euros). Este é o custo total de “The Odyssey”, somando o orçamento de produção de 250 milhões de dólares (214 milhões de euros) aos 125 milhões de dólares (107 milhões de euros) investidos em marketing, segundo a Variety. Isto significa que o filme terá de gerar receitas muito elevadas para atingir a rentabilidade.
Ainda assim, tudo indica que será um sucesso comercial. Várias sessões — algumas marcadas para horários pouco habituais, como as três da manhã, para responder à procura dos fãs — esgotaram, enquanto o filme bate recordes de venda antecipada de bilhetes.
Christopher Nolan também está longe de ser um desconhecido em matéria de êxitos de bilheteira. O realizador figura entre os cineastas com maiores receitas de sempre, acumulando mais de 6.000 milhões de dólares (5.140 milhões de euros) em receitas mundiais, impulsionado sobretudo pela trilogia “The Dark Knight” e por “Inception”.
Críticas de Elon Musk
Elon Musk, considerado o homem mais rico do mundo, criticou Christopher Nolan, acusando-o de ser “racista contra o povo grego” por ter escolhido um elenco diversificado, que inclui a atriz Lupita Nyong’o e o ator transgénero Elliot Page.
O empresário publicou diversas mensagens sobre “The Odyssey” nas redes sociais, embora algumas contenham informações incorretas sobre o filme.
A maioria dos críticos desvalorizou as críticas de Musk ao alegado “wokismo” da produção. Um crítico do Arizona Republic classificou mesmo os comentários do empresário como “racistas e repugnantes”.
Texto original aqui. Artigo traduzido e editado por Paulo Marmé.





