Novidades da Penguin para o primeiro semestre incluem um Prémio Nobel e uma nova voz portuguesa

Tudo na natureza apenas continua Este é o livro de estreia de Yiyun Li em Portugal e chega pelas mãos da chancela Alfaguara. A autora, que já foi traduzida em mais de 2o países mas não aceita ser traduzida na China, onde nasceu, apresenta um livro de memórias em que conta a sua história de…
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A Penguin Random House apresentou as novidades para o primeiro semestre de 2026. Conheça, aqui, alguns dos destaques entre os livros apresentados.
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Tudo na natureza apenas continua

Este é o livro de estreia de Yiyun Li em Portugal e chega pelas mãos da chancela Alfaguara. A autora, que já foi traduzida em mais de 2o países mas não aceita ser traduzida na China, onde nasceu, apresenta um livro de memórias em que conta a sua história de sobrevivência, após a morte dos seus dois filhos. Chega às livrarias a 16 de fevereiro.

Escrito com sangue na água

Maria Grazia Calandrone descobriu parte da sua história já na idade adulta. Agora, conta essa história através deste livro. Aconteceu em Roma, em 1965. Um homem e uma mulher viviam um amor proibido e decidem suicidar-se, logo após deixarem a filha num jardim. A bebé era Maria Grazia Calandrone, hoje escritora e jornalista.

Horas azuis

Bruna Dantas Lobato conta a história do dia a dia de uma mãe e uma filha que vivem em países diferentes. A filha mudou-se para os Estados Unidos, onde se vai adaptando a rotinas diferentes, e a mãe continua a viver no Rio Grande do Norte. O livro chega às livrarias a 2 de fevereiro.

Mulher no espaço

José Gardeazabal apresenta uma distopia, ligada a temas como a politica e sociedade. “Uma trabalhadora de uma gigantesca empresa de expedição de encomendas vive um precário equilíbrio entre uma gravidez escondida, o conforto das redes sociais e o aconselhamento terapêutico aos colegas de trabalho, prisioneiros de ansiedades várias. Convidada a partilhar um voo de turismo espacial como única operária entre astronautas milionários, aproveita o passeio na atmosfera para anunciar a sua condição e exercer uma pequena grande vingança sobre um dos milionários, reconhecido assediador”, lê-se na sinopse.

Sótão

Partindo da questão “quantas recordações e quantos desejos cabem num sótão?”, Madalena Sá Fernandes regressa com este livro onde procura o seu próprio espaço e o lugar das suas memórias. A autora portuguesa já publicou “Leme” e “Deriva”. “Sótão” chega às livrarias a 25 de maio.

O tango de Satanás

É o romance inaugural de László Krasznahorkai e um dos mais lidos do autor. Contou já com uma adaptação ao cinema, com realização de Béla Tarr. A Penguin, através da chancela Cavalo de Ferro, publica este livro depois de o autor receber o Prémio Nobel da Literatura (2025).

Morte aparente

Descrito como triste, profundo e melancólico, este livro é a estreia de Carolina Fulcher. Trata-se de um romance intenso sobre solidão, destino e amor, que apresenta um personagem que escolhe passar os seus dias a assistir a funerais de desconhecidos.

Esse lugar

Berta Dávila é uma das vozes contemporâneas mais importantes em Espanha e com “Esse lugar” relata sentimentos que todas as pessoas sentem, mas nem sempre conseguem colocar em palavras. Nas livrarias a 16 de fevereiro.

Vénus em chamas e Deus instrumentalizou a mulher

Através de uma narrativa híbrida, entre reconstituição histórica ficcionada e investigação, Pedro Vieira conta a história real de sete mulheres que mudaram o mundo em que viviam e reflete sobre a forma como a História as representou na altura e as representa hoje em dia. A Irmã Lúcia ou Maria Madalena são duas dessas mulheres.

Girl on Girl: Como a cultura pop levou uma geração de mulheres a voltarem-se contra si próprias

Descrito como um livro que ajuda a ler o presente, “Girl on Girl”, de Sophie Gilbert, é uma analise e investigação critica sobre a cultura pop. A pergunta “o que aconteceu ao feminismo no século XXI?” dá o mote a este livro que chega às livrarias a 2 de março.

A fuga

O jornalista e realizador Paulo Caetano e o ilustrador Jorge Mateus apresentam, com este livro, um caso real da história de Portugal. “Nos turbulentos finais dos anos 50, António Tereso, motorista da Carris e militante clandestino do PCP, é preso pela PIDE e, quebrado pela tortura, carrega uma culpa que o consome: falou quando não devia. Agora, precisa recuperar a honra – perante as famílias, os companheiros e o próprio Partido. A Fuga revela o percurso íntimo e heroico de Tereso: a vergonha, o isolamento entre os “rachados”, a humilhação e o plano impossível que aceita para se redimir – organizar uma evasão da fortíssima cadeia de Caxias”, lê-se na sinopse.

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