NOS: Receitas de 2025 crescem ligeiramente para 1.823,2 milhões de euros

Com o mercado cada vez mais competitivo, as operadoras de telecomunicações enfrentam desafios constantes à sua atividade. Segundo Miguel Almeida, CEO da NOS, e citado no comunicado enviado ao mercado, “O último ano foi marcado por uma elevada exigência para o setor das telecomunicações e tecnologia, definido por um ambiente geopolítico incerto e por uma…
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Receitas da operadora de telecomunicações cresceram 1,6% e os resultados líquidos, incluindo os efeitos não recorrentes, caíram 9,6%, face a 2024, para os 245,9 milhões de euros.
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Com o mercado cada vez mais competitivo, as operadoras de telecomunicações enfrentam desafios constantes à sua atividade. Segundo Miguel Almeida, CEO da NOS, e citado no comunicado enviado ao mercado, “O último ano foi marcado por uma elevada exigência para o setor das telecomunicações e tecnologia, definido por um ambiente geopolítico incerto e por uma concorrência particularmente intensa”. Acrescenta ainda que a NOS mostrou resiliência no exercício passado.

A empresa apresentou hoje os seus resultados anuais, mostrando que a receita de 20025 cresceu ligeiramente – cerca de 1,6% – para 1.823 milhões de euros, essencialmente com o contributo dos segmentos de telecomunicações e TI, tendo o segmento de cinema e audiovisuais a recuado 2,6%. Embora o volume de negócio se tenha mantido estável, os lucros, incluindo os efeitos não recorrentes, caíram para os 245,9 milhões de euros, face ao ano anterior. No entanto, o resultado líquido excluindo os efeitos não recorrentes atingiu os 241,5 milhões de euros, valor que representou um crescimento de 29,3% face a 2024. “A redução explica-se pelo menor volume de resultados não recorrentes em 2025 face a 2024”, explica a NOS. “Os efeitos não recorrentes em 2024 foram positivos em 130,5 milhões de euros, e em 2025 negativos em 20,4 milhões de euros, pelo que a variação em 2025 ascendeu a um montante total negativo de 150,9 milhões de euros”, pode ler-se no documento. As receitas de telecomunicações atingiram 1.593 milhões de euros sendo que as receitas do segmento empresarial a cresceram 5,8%.

“Em 2025 demos também um passo estratégico decisivo com a integração da Claranet Portugal, reforçando a nossa ambição de evoluir para um parceiro tecnológico completo”, diz Miguel Almeida, CEO da NOS, em comunicado. 

A NOS refere ainda que o foco na rentabilidade e na eficiência operacional alicerçado no programa de transformação em curso traduziu-se numa progressão positiva do EBITDA em 4,3% e expansão de margem de 1,2 pontos percentuais face ao mesmo período do ano anterior. O EBITDA (resultado antes de impostos, juros, depreciações e amortizações consolidado subiu para 813,5 milhões de euros, sendo que o EBITDA da área de telecomunicações atingiu os 745,5 milhões de euros. Já o mesmo indicador nas áreas de TI e de cinema e audiovisuais apresentou crescimento de 12,8% e 0,5%, respetivamente, para 21 milhões de euros e 46,9 milhões de euros.

Miguel Almeida diz, a propósito do exercício do ano passado, que “Em 2025 demos também um passo estratégico decisivo com a integração da Claranet Portugal, reforçando a nossa ambição de evoluir para um parceiro tecnológico completo. Hoje, a NOS combina liderança em conectividade com competências crescentes em cloud, cibersegurança e serviços digitais de elevado valor acrescentado, posicionando-se como um agente ativo da transformação digital das empresas portuguesas”.

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