O jogo grande da NFL está marcado para o próximo domingo e coloca frente a frente os New England Patriots e os Seattle Seahawks. Um Super Bowl onde se encontram as mesmas equipas da edição de 2015, o que pode resultar num repetir da história para os Patriots ou a vingança dos Seahawks. Além disso, um jogo que representa uma mudança histórica, ao mesmo tempo que coleciona criticas de várias pessoas. Tudo isto a partir de um único nome: Bad Bunny.
A Forbes falou com Pedro Fernandes, comentador da NFL na DAZN, sobre o jogo: “A expetativa é que este Super Bowl seja dos mais competitivos dos últimos anos. Estamos perante duas das equipas mais agressivas de toda a liga, que gostam de ganhar os jogos pelo controlo que conseguem obter, no ataque, através do jogo de corrida, e na defesa, pela dominância das suas linhas defensivas”.
🗺️ Onde?
O Super Bowl de 2026 será no Levi’s Stadium, na cidade de Santa Clara, na Califórnia. A casa dos San Francisco 49ers tem capacidade para cerca de 68 mil adeptos. Esta é a segunda vez que este estádio recebe a final, sendo que a primeira foi em 2016, quando os Denver Broncos venceram frente aos Carolina Panthers.

⏰ Quando?
O jogo está marcado para o próximo domingo, dia 8 de fevereiro. Em Portugal, o jogo começa às 23h30.
📺 Como ver?
Em Portugal, a DAZN é a plataforma de streaming oficial da NFL. Os adeptos têm duas opções para ver o jogo: Através do NFL Game Pass, é possível acompanhar a transmissão autêntica dos EUA, incluindo o pré-jogo, análise especializada, comentários originais, anúncios publicitários e o Halftime Show; Além da experiência original, todos os adeptos em Portugal poderão acompanhar o Super Bowl em português, numa transmissão incluída na subscrição base da DAZN, com a análise dos especialistas André Amorim, Pedro Fernandes e Nuno Félix.
🏈 Que equipas?
Os New England Patriots e os Seattle Seahawks são as duas equipas que vão disputar a 60.ª edição do Super Bowl. Esta é a segunda vez que as duas equipas se encontram no Super Bowl. Em fevereiro de 2015, os Patriots venceram os Seahawks por 28-24.
🏆 Que equipa é favorita?
Nas casas de apostas, os Seahawks surgem como favoritos para vingar a derrota no Super Bowl de 2015 contra os Patriots. “Na minha leitura, esse favoritismo faz sentido, sobretudo pela forma como têm jogado neste play-off, com o foco em Kenneth Walker e numa defesa muito sólida. Ainda assim, como já vimos nesta fase da época, a equipa de New England gosta de estar no papel de ‘underdog'”, afirma Pedro.
🏃♂️ Quem serão os protagonistas?
“É quase impossível responder a esta pergunta sem referir os quarterbacks, Sam Darnold (Seahawks) e Drake Maye (Patriots). Ainda assim, este pode ser um Super Bowl onde os protagonistas vão muito além dessa posição, especialmente do lado defensivo. Do lado de New England, é impossível não destacar Milton Williams na linha defensiva e Christian Gonzalez na posição de cornerback. Já em Seattle, acredito que a defesa, como um todo, pode assumir esse papel central, com destaque ainda para Jaxon Smith-Njigba como principal playmaker do jogo aéreo dos Seahawks”, diz Pedro.

⚖️ Quais são os pontos fortes e fracos de cada equipa?
New England Patriots: “O ponto mais forte passa pela liderança de Mike Vrabel, como treinador principal, e de Josh McDaniels, enquanto coordenador ofensivo. A experiência de ambos os treinadores e a capacidade de ler e reagir aos diferentes momentos da partida vão ser chave neste duelo altamente competitivo, sobretudo tendo em conta a juventude e inexperiência da maioria do seu plantel, em particular na posição de quarterback“.
Seattle Seahawks: “O maior ponto forte é claramente a defesa, dando destaque tanto ao treinador Mike McDonald, como aos vários playmakers, nomeadamente Leonard Williams e Byron Murphy na linha defensiva, e Devon Whiterspoon e Coby Bryant na secundária. Perante o duelo com os Patriots, a linha ofensiva dos Seahawks surge como o ponto mais frágil da equipa e, para mim, esse detalhe pode acabar por pesar mais do que qualquer mismatch ofensivo”.
🎶 O que acontece além do jogo?
Natural de Porto Rico, Bad Bunny – nascido Benito Antonio Martínez Ocasio – foi o nome escolhido para o concerto do intervalo do Super Bowl. O artista chega ao maior palco do futebol americano poucos dias depois de vencer três Grammy, com o álbum “Debí Tirar Más Fotos” a tornar-se o primeiro álbum em espanhol a ganhar o prémio máximo da cerimónia, Álbum do Ano.

Antes do jogo, será Charlie Puth o responsável por cantar o hino norte-americano. Ele segue Jon Batiste, que cantou o hino em 2025.
Brandi Carlile vai interpretar “American the Beautiful”. Em 2025, Trombone Shorty foi o escolhido para este momento.
Coco Jones vai cantar “Lift Every Voice and Sing”, muitas vezes referido como “The Black National Anthem”. Ledisi cantou o hino no Super Bowl de 2025.
A cerimónia de abertura será da responsabilidade dos Green Day. O trio, composto por Billie Joe Armstrong, Mike Dirnt e Tré Cool, deverá apresentar uma seleção das suas músicas mais conhecidas.
🗳️ Política no Super Bowl?
A resposta é simples: Sim. Vários momentos que antecederam o Super Bowl ditaram que assim fosse e, olhando para outros eventos que aconteceram recentemente nos Estados Unidos, percebemos que vários artistas e desportistas estão a usar estas plataformas – com uma visibilidade enorme – para alertar para o que está a acontecer no país, no seguimento das políticas anti-imigração de Trump.
Bad Bunny está no centro do tema, uma vez que já se mostrou várias vezes anti-ICE, chegando mesmo a excluir os Estados Unidos da sua tour mundial para não colocar os seus fãs em risco. Desde que o artista foi anunciado como o responsável pelo concerto do intervalo, várias pessoas ligadas à administração de Trump criticaram esta decisão. Incluindo o próprio presidente dos EUA, que não planeia assistir ao jogo deste ano, ao contrário do ano passado. Trump afirmou que Bad Bunny foi uma “escolha terrível” para o concerto.
E da parte da NFL?
“O objetivo da NFL com a escolha de Bad Bunny parece clara: Haver uma aproximação entre a liga e a comunidade latina, não só norte-americana, mas internacional. O artista, perante o que fez nos Grammys, leva-nos a crer que usará este espaço para continuar com o seu discurso contra algumas das políticas do país, algo que acredito que a NFL irá procurar limitar ao máximo. Do presidente dos Estado Unidos já vieram declarações de que não concorda com a escolha do artista, considerando-a até ridícula, declarações que estão a par com o sentimento de alguns jogadores da NFL, sendo que a maioria, como Sam Darnold e Demarcus Lawrence, apoiam a escolha de um dos artistas mais influentes da atualidade”, conclui Pedro Fernandes.





