“Não basta haver um sentimento positivo de negócios em Angola. Tem de haver confiança”, diz administradora do Banco Atlântico Europa

Os agentes financeiros demonstram vontade de investir no território angolano, que por sua vez tem vindo a aplicar um conjunto de medidas dentro do seu sistema financeiro para transmitir confiança a quem vem de fora. “Não basta haver apenas um sentimento positivo de negócios em Angola. Tem de haver um processo de confiança entre os…
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Eline Feijão salienta que a confiança é algo que se perde rapidamente e é muito difícil de conquistar, mas destaca o trabalho muito importante entre os bancos angolanos e o regulador. “Há trabalho a fazer para todos, até porque o tipo de desafios que existem no sistema financeiro estão sempre a mudar”, refere.
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Os agentes financeiros demonstram vontade de investir no território angolano, que por sua vez tem vindo a aplicar um conjunto de medidas dentro do seu sistema financeiro para transmitir confiança a quem vem de fora. “Não basta haver apenas um sentimento positivo de negócios em Angola. Tem de haver um processo de confiança entre os principais intervenientes que são os bancos e o regulador e que neste momento é positivo”, referiu Eline Feijão, administradora executiva do Banco Atlântico Europa, no painel ‘Capital e confiança: os motores do investimento entre Angola e Portugal, inserido no ‘Doing Business Angola’, conferência promovida pelo Jornal Económico e a Forbes África Lusófona, que decorre no Epic Sana Lisboa Hotel esta quarta-feira.

A responsável salientou que a confiança é algo que se perde rapidamente e é muito difícil de conquistar, mas que tem havido um trabalho muito importante não só dos bancos em Angola, mas de todo o sistema financeiro, que acaba por se repercutir no ponto de vista internacional.

Foto: Cristina Bernardo

“Este retorno da confiança internacional não foi apenas pelo espírito de negócio do que há de melhor em Angola. Está aqui uma base muito sustentável naquilo que diz respeito ao sistema financeiro, que começou pela necessidade dos bancos, que tiveram de refazer os seus processos, os seus regulamentos internos, que era algo essencial para entrar ou reentrar no mundo internacional”, sublinhou.

De resto, realçou que em comparação com os bancos de praça portuguesa e europeia, há uma equivalência de processos, que foi efetivamente conseguida. “Há trabalho a fazer para todos, até porque o tipo de desafios que existem no sistema financeiro estão sempre a mudar”, afirmou.

Sobre a entrada de bancos estrangeiros em Angola, Eline Feijão, considera que a concorrência é positiva, e que embora tenha os seus desafios, faz com que a banca angolana não queira estar isolada na sua aposta no país.

“A determinada altura parecia que estávamos a ver algo que ninguém via. Mesmo em Portugal, não falo só a nível internacional. A nossa maior preocupação enquanto banco é manter este apoio aos negócios em Angola, como ao sistema financeiro, com a procura de soluções que permitam também uma partilha de risco”, salientou, acrescentando que em Angola é possível fazer muita coisa, mas há risco associado e por isso tem de existir essa partilha.

Questionada sobre como os agentes financeiros avaliam esse risco, a administradora recorda que há uns anos tinha muito a ver com o cumprimento das responsabilidades e prazos dos bancos em Angola.

“Hoje em dia, as perguntas são mais onde investir e vão ao terreno. Houve uma mudança de preocupação. Mais do que é seguro, é perceber onde há mais probabilidade de criar valor”, referiu, sublinhando que o Banco Atlântico Europa tem estado “de braço dado” com os setores da agricultura, a parte da indústria, nomeadamente farmacêutica, o turismo, a educação e a construção ligada ao segmento da energia.

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