Luisa Amorim, a mais nova das três filhas do empresário Américo Amorim, lidera a área de turismo e da vitivinicultura da família mais rica do país. O grupo Amorim detém e explora a Quinta Nova de Nossa Senhora do Carmo, no Douro, e a Quinta da Taboadella, no Dão. Luisa Amorim tem ainda um projeto pessoal na área da produção de vinhos, no Alentejo, na Herdade Aldeia de Cima.
A Quinta Nova de Nossa Senhora do Carmo, adquirida pelo grupo em 1999, situada da sub-região do Cima Congo conta com 120 hectares de área na margem direita do rio Douro. São cerca de 85 os hectares de vinha cultivada nesta encosta, classificada como Património Mundial pela UNESCO. Com uma casa senhorial, transformada em hotel, o Quinta Nova Winery House, da rede Relais & Château, o local tem uma oferta de 11 quartos, um restaurante, e dispõe de uma adega modernizada, embora com origem em 1764.

Foi num dia de perfeito sol de outono que a empresária e a sua equipa lançaram o Mirabilis Tinto 2023, uma marca premium lançada em 2011, num almoço entre jornalistas e entendidos no JNcQuoi da Comporta. Segundo a empresária, este vinho transmite uma nova forma de interpretar o Douro, e destina-se a quem goste de vinhos mais leves, de um Douro moderno, que agrada a um consumidor mais jovem. “O Mirabilis Tinto 2023 nasce de uma vontade profunda de mostrar o Douro ao mundo, num equilíbrio entre a preservação da viticultura e a inovação enológica. O trabalho começa muito antes da adega. É talvez o vinho em que a decisão do lote é mais exigente: construímo-lo barrica a barrica, através de provas sucessivas, até alcançarmos o equilíbrio que procuramos num grande vinho”, afirma a CEO da Quinta Nova da Senhora do Carmo. Segundo Pedro Teixeira, diretor comercial, foram produzidas 5 mil garrafas deste vinho, que têm um preço de venda recomendado de 150 euros por unidade.
O Mirabilis tinto é, segundo os responsáveis, criteriosamente selecionado, partindo da diversidade genética das vinhas centenárias – com mais de 40 castas identificadas – e de parcelas de Tinta Amarela. A composição final nasce de uma leitura precisa da vinha e de sucessivas provas, barrica a barrica, podendo integrar apenas alguns litros dos vinhos selecionados, afirmam. Sobre o vinho, António Bastos, diretor de Enologia acrescentou que “2023 foi um ano de grande exigência, em que a escolha das parcelas e o trabalho conjunto das equipas de viticultura e enologia foram determinantes”. Disse ainda que “a seleção prolongou-se até à decisão final do lote, barrica a barrica. O Mirabilis Tinto 2023 mostra a definição da fruta e a frescura do ano, com estrutura sólida, taninos finos e textura sedosa. É um vinho elegante, preciso e de classe mundial”.

Após a vindima manual e a vinificação, o Mirabilis Tinto 2023 estagiou durante 12 meses em carvalho francês: um terço em barricas novas de 300 litros, um terço em barricas de segundo e terceiro ano e um terço em foudre novo de 1.200 litros. Na fase seguinte passou 30 dias de assemblage em cubas de cimento cru, tendo sido engarrafado em fevereiro de 2025. Após o engarrafamento, o vinho prossegue a sua evolução em garrafa, segundo os responsáveis, que dizem que é nesta última fase “que o tempo harmoniza a estrutura, afina os taninos e revela novas dimensões de complexidade”. Assim, o Mirabilis Tinto 2023 afirma-se, assim, como uma interpretação singular do Douro, construída com precisão enológica e concebida para evoluir ao longo dos anos.





