Kristin: Santander Portugal na linha da frente para apoiar populações

O Santander Portugal convocou a conferência de imprensa para divulgar os resultados de 2025, mas a força da catástrofe que assola o País devido à tempestade Kristin e agora tempestade Leonardo obrigou a que os líderes do banco começassem por abordar as medidas que já estão no terreno para dar resposta às populações afetadas. Na…
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Créditos com taxas reduzidas, adesão às moratórias do Estado com reembolso dos montantes já pagos são algumas das medidas que o Santander Portugal está a adotar para ajudar os clientes afetados pela tempestade Kristin.
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O Santander Portugal convocou a conferência de imprensa para divulgar os resultados de 2025, mas a força da catástrofe que assola o País devido à tempestade Kristin e agora tempestade Leonardo obrigou a que os líderes do banco começassem por abordar as medidas que já estão no terreno para dar resposta às populações afetadas.

Na última intervenção enquanto vice-presidente e em vésperas de assumir o cargo de CEO do Santander em Portugal, Isabel Guerreiro, começou por manifestar a solidariedade às populações face à devastação que está a ocorrer e referiu que o Santander está já a conceder pequenos créditos de apoio. E garantiu que os clientes com seguros multirriscos “podem ficar descansados porque verão a possibilidade de fazer as suas obras, de reconstruir a casa sem qualquer problema”.

A futura CEO do Santander Totta, que assume o cargo a 1 de março, garantiu que “nós estamos na rua desde a primeira hora, temos mais de 85 peritos e temos situações, em que, um sinistro é apresentado e duas horas depois está um perito a resolver a situação. Sinceramente, acho que estamos a ter muito impacto no terreno”.

Ainda de acordo com Isabel Guerreiro “lançámos nos últimos dias créditos, sem comissões com taxa reduzida para fazer face às despesas de curto prazo e que está a ter muito impacto. Há clientes a irem aos balcões a pedir esta ajuda”.

A gestora referiu ainda que o “naturalmente aderimos às moratórias do Estado e também para ajudar as empresas às linhas do Banco de Fomento onde os clientes já podem, através de todos os nossos canais manifestar o interesse”.

Ainda sobre o tema das moratórias anunciadas pelo Governo, o administrador do banco, Miguel Belo de Carvalho, esclareceu que as moratórias são retroativas, logo os clientes que venham a ceder e que já pagaram prestações no final de janeiro ou início de fevereiro serão reembolsados desses valores.

Isabel Guerreiro referiu ainda que, no próximo sábado, “estaremos em Leiria com um conjunto de voluntários a ajudar na reconstrução. E através da nossa Fundação alocámos, para já, 150 mil euros para apoiar na reconstrução das escolas nas zonas afetadas”. E rematou que todos os balcões das zonas afetadas estão com horário alargado e apenas um balcão, em Cernache do Bonjardim, está encerrado.

Crescimento sólido

Durante a última apresentação de resultados enquanto CEO do Santander Portugal, Pedro Castro e Almeida realçou a solidez da instituição bancária e o facto de a operação portuguesa ser uma referência no grupo liderado por Ana Botín.

O gestor que irá assumir o cargo internacional de chief risk officer referiu que o Santander continua a crescer e garantiu que é “um dos bancos mais rentáveis” do sistema financeiro nacional, no seio do grupo espanhol, assim como, da Europa. De acordo com Pedro Castro e Almeida, o banco fechou 2025 com um RoTE de 31,8% (a média do sector é de 15%) e um resultado líquido de 963,8 milhões de euros.

A filial portuguesa teve um contributo para a atividade do grupo Santander avaliado em 1.010,0 milhões de euros (7% do resultado líquido do Grupo Santander em 2025), o que significa um crescimento de 1% face a 2024.

O banco refere que prosseguiu a transformação digital e comercial, com um crescimento da base de clientes em mais 40 mil ativos e 64 mil digitais.

No ano passado o Santander Totta originou um em cada cinco novos créditos à habitação, sendo que quase metade das novas operações foram destinadas a clientes com menos de 35 anos, muitos dos quais beneficiaram da garantia pública. A carteira de crédito a clientes atingiu 54,1 mil milhões de euros, mais 7,5%.

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