O Japão está a considerar substituir um máximo de 14 reatores nucleares obsoletos até à década de 2050, avançou hoje a imprensa local, mais de 15 anos após o desastre de Fukushima. O plano, delineado pelo Ministério da Economia, Comércio e Indústria, surge numa altura em que o Japão se esforça por garantir capacidade de geração de eletricidade suficiente para satisfazer a crescente procura, impulsionada principalmente por tecnologias emergentes como a inteligência artificial, os centros de dados e as fábricas de semicondutores.
De acordo com o plano, o ministério espera substituir até cinco reatores obsoletos até à década de 2040, elevando o total para cerca de 14 na década seguinte, informaram a agência de notícias Kyodo News e a emissora pública NHK. Esta é a primeira vez que o governo estabelece metas específicas para a substituição de reatores, segundo a Kyodo News.
O Japão desativou todas as centrais nucleares após o terramoto e tsunami de 2011, que provocaram a fusão de três reatores na central de Fukushima, mas o país quer agora reativar a energia nuclear.
O plano será apresentado numa reunião do Conselho de Ministros japonês ainda hoje, informaram os meios de comunicação locais, acrescentando que o Governo da primeira-ministra, Sanae Takaichi, irá rever o projeto este verão. A indústria energética japonesa estima que, até 2040, o país enfrente um défice de 5,5 milhões de quilowatts, o equivalente à produção de cerca de cinco reatores, acrescentou a Kyodo.
O Japão desativou todas as centrais nucleares após o terramoto e tsunami de 2011, que provocaram a fusão de três reatores na central de Fukushima. Mas o país quer agora reativar a energia nuclear para reduzir a dependência dos combustíveis fósseis e alcançar a neutralidade carbónica até 2050.
(Lusa)





