Dois consórcios liderados por empresas portuguesas apresentaram propostas para construir a Linha Rubi do Metro do Porto, o maior concurso público do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), que inclui uma nova ponte sobre o Douro, foi divulgado.
De acordo com uma nota publicada no ‘site’ oficial da Metro do Porto, as propostas foram apresentadas pelo consórcio das empresas Alberto Couto Alves (ACA), FCC Construcción e Contratas y Ventas, e pelo consórcio que engloba a Casais, a Conduril, a Teixeira Duarte, a Alves Ribeiro e a Somafel.
Segundo a Metro do Porto, “o júri do concurso irá iniciar o trabalho de análise destas duas propostas, por forma a poder apresentar ao Conselho de Administração da Metro do Porto, SA o respetivo relatório de avaliação e uma proposta de adjudicação da obra”.
“É intenção da empresa poder arrancar com os trabalhos ainda em 2023, de modo a que a nova Linha Rubi entre em funcionamento em 2026”, refere ainda a transportadora presidida por Tiago Braga.
Dois consórcios com liderança portuguesa disputam construção da Linha Rubi do Metro do Porto
A Metro do Porto relembra que o projeto da Linha Rubi, que inclui a construção de uma nova ponte sobre o rio Douro, que se chamará Ponte D. Antónia Ferreira, ‘A Ferreirinha’, “é o maior concurso público aberto no âmbito do PRR”.
“A construção da ligação Casa da Música – Santo Ovídio e do atravessamento do rio pela segunda linha de Gaia representa um investimento global de 435 milhões de euros e será executada em pouco mais de três anos”, aponta a transportadora.
Na segunda-feira, a Metro do Porto também já tinha lançado o concurso público para a fiscalização da empreitada, orçado em 18,5 milhões de euros.
Em Gaia, as estações previstas para a Linha Rubi são Santo Ovídio, Soares dos Reis, Devesas, Rotunda, Candal e Arrábida e, no Porto, Campo Alegre e Casa da Música.
Em Santo Ovídio, a Linha Rubi (H) ligará à linha Amarela (D), e na Casa da Música haverá ligações às linhas do tronco comum (A, B, C, E, F) e à futura Linha Rosa (G).
Haverá ainda ligação ao comboio na estação das Devesas (Vila Nova de Gaia) e na futura estação de alta velocidade em Santo Ovídio, também em Gaia.
Lusa