Portugal viveu dois dias de forte protagonismo nos Campeonatos da Europa de ciclismo de pista, em Konya, com Iúri Leitão e Diogo Narciso a colocarem as cores nacionais no centro das atenções. Leitão conquistou o ouro no omnium, numa estreia histórica para Portugal numa disciplina olímpica, e a dupla lusa garantiu depois a prata no madison, confirmando a competitividade da seleção nacional ao mais alto nível.
Na prova de omnium, disputada na terça-feira, Iúri Leitão mostrou regularidade e capacidade tática ao longo das quatro corridas que compõem a disciplina. O ciclista português venceu o scratch e a tempo race, foi 15.º na eliminação e chegou à decisiva corrida por pontos na segunda posição da geral. Aí, esteve irrepreensível, assegurando o título europeu com 140 pontos, à frente do neerlandês Yanne Dorenbos (131) e do alemão Roger Kluge (126).
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O omnium é uma prova combinada do ciclismo de pista que reúne quatro disciplinas distintas — scratch, tempo race, eliminação e corrida por pontos — com os atletas a acumularem pontos ao longo da competição. A classificação final resulta da soma de todos os resultados.
É o primeiro título europeu da história de Portugal em disciplinas olímpicas de pista na categoria de elites.
Este foi o primeiro título europeu de Portugal em disciplinas olímpicas de pista entre elites. Foi também o sexto título de Campeão Europeu para Iúri Leitão, que conta ainda no seu palmarés com um título mundial (omnium) e um título olímpico (madison): “É a minha sexta camisola de campeão europeu, mas esta tem um significado especial. Ganhar numa disciplina olímpica é diferente e tive de lutar até ao fim”, afirmou Iúri Leitão, de 27 anos, que junta este ouro europeu à prata olímpica conquistada no omnium em Paris2024 e ao título mundial alcançado em 2023.
Prata no dia a seguir para Iúri Leitão e Diogo Narciso
No dia seguinte, o destaque voltou a ser português, desta vez com Iúri Leitão e Diogo Narciso, que substituiu o lesionado Miguel Salgueiro, a formarem uma dupla na prova de madison. A equipa nacional conquistou a medalha de prata, tendo pontuado em 12 dos 20 sprints da prova de madison, vencido três desses sprints e dobrado o pelotão por uma ocasião (foi uma das duas duplas a conseguirem isso). Tudo somado, Iúri Leitão e Diogo Narciso contaram 55 pontos, tendo ficado a 30 da dupla germânica que conquistou a medalha de ouro. O bronze ficou para a Bélgica, com 38 pontos.
O madison disputa-se em equipas de dois ciclistas, que se revezam em pista ao longo da corrida, lançando o companheiro através de um toque de mão característico. Tal como na corrida por pontos, existem sprints intermédios e a possibilidade de ganhar voltas ao pelotão, fatores decisivos para a classificação final. A coordenação entre os dois atletas é essencial, tornando o trabalho de equipa determinante.
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Para Diogo Narciso, esta medalha representa um momento de afirmação ao mais alto nível internacional, ao lado de um dos nomes fortes da pista portuguesa. Já para Leitão, trata-se da segunda medalha nestes Europeus, depois do ouro no omnium, reforçando a consistência do seu desempenho.

O selecionador nacional, Gabriel Mendes, destacou o simbolismo das conquistas portuguesas nas disciplinas olímpicas, sublinhando o trabalho coletivo da seleção. “Ganhar e subir ao pódio nestas provas exige muita competência do atleta e da equipa, num programa extremamente exigente”, afirmou, lembrando que Portugal se aproxima das 90 medalhas em Europeus, Mundiais e Jogos Olímpicos.
Com um ouro e uma prata em dois dias consecutivos, Iúri Leitão e Diogo Narciso assinam uma das participações mais conseguidas de Portugal em Campeonatos da Europa de ciclismo de pista.
com Lusa





