O mercado imobiliário nacional continua a mostrar um forte dinamismo no segmento comercial. Segundo relatório “Market Dynamics”, realizado pela consultora JLL, o volume de investimento neste segmento rondou os 930 milhões de euros nos primeiros três meses deste ano. Este volume de negócios representou um crescimento de 37%, quando comparado com o mesmo período do ano passado, tornando-se um dos trimestres mais fortes nos últimos anos. Mesmo com a incerteza geopolítica que se vive a nível mundial, este crescimento confirma a capacidade de resiliência do mercado nacional face a outros territórios. Retalho e hotelaria foram os vetores de crescimento do setor.
Citado em comunicado, Carlos Cardoso, CEO da JLL Portugal, afirma que “o início de 2026 demonstra que Portugal tem um mercado forte, diversificado e com fundamentos sólidos, que tem revelado uma elevada capacidade de resiliência face a choques externos”. E acrescenta: “Face à incerteza internacional associada aos conflitos no Médio-Oriente, com repercussões nas condições macroeconómicas globais, nomeadamente ao nível de inflação e das taxas de juro, registou-se naturalmente uma maior atividade do capital nacional. Ainda assim, Portugal continua firmemente posicionado no radar do capital internacional, de forma clara e inequívoca”.
A consultora imobiliária refere ainda que foi precisamente neste período de maior instabilidade internacional que o investimento de origem doméstica cresceu, tendo atingido um peso de 42% no total investimento, o que em números absolutos representou cerca de 391 milhões de euros. No entanto, o investimento estrangeiro continua a representar a maior parcela, tornando Portugal num dos 10 principais destinos europeus para o investimento imobiliário, estimando um aumento ao longo do ano de 2026. No primeiro trimestre, o investimento estrangeiro em imobiliário comercial representou 539 milhões de euros, destacando-se duas importantes operações neste período. A primeira foi a aquisição do resort Ritz‑Carlton Penha Longa e a aquisição do campus de data centres da Covilhã. Cada uma destas transações rondaram os 120 milhões de euros, o que reforça a propensão dos investidores internacionais em negócios de grande escala.
No primeiro trimestre, o investimento estrangeiro em imobiliário comercial representou 539 milhões de euros, destacando-se duas importantes operações neste período: a aquisição do resort Ritz‑Carlton Penha Longa e a aquisição do campus de data centres da Covilhã.
Olhando para os setores com mais impacto neste montante, retalho e hotelaria foram as estrelas, já que no seu conjunto registam um peso de 70% do volume total de negócios. O retalho captou 340 milhões de euros, com 280 milhões de euros envolvendo transações de centros comerciais e retails parks, como o GaiaShopping, o Arrábida Shopping e o Matosinhos Retail Park. Do lado da hotelaria, o investimento total ascendeu a 330 milhões de euros, com destaque para negócios como o do Ritz-Carlton Penha Longa e do InterContinental Porto-Palácio das Cardosas.
Já o restante valor de investimento foi alocado a ativos de uso específico (chamados de Special Purpose Facilities), com destaque para data centres, representaram 14% do volume total, sinalizando a crescente relevância deste segmento emergente no mercado nacional. Os escritórios absorveram 59 milhões de euros, enquanto os restantes setores – industrial & logística, saúde e residencial – representaram cerca de 7% da atividade.
“Portugal continua firmemente posicionado no radar do capital internacional, de forma clara e inequívoca”, afirma Carlos Cardoso, CEO da JLL Portugal.
Já no lado da ocupação, de notar uma retoma no dinamismo nos segmentos de escritórios em Lisboa e Porto, com maior procura de qualidade, o que levou a uma subida das rendas prime. O centro de Lisboa atingiu os 32 euros por metro quadrado ao mês, e no Porto os 21 euros mensais, por metro quadrado.
Citado em comunicado, Carlos Cardoso, CEO da JLL Portugal, afirma que “o início de 2026 demonstra que Portugal tem um mercado forte, diversificado e com fundamentos sólidos, que tem revelado uma elevada capacidade de resiliência face a choques externos”. E acrescenta: “Face à incerteza internacional associada aos conflitos no Médio-Oriente, com repercussões nas condições macroeconómicas globais, nomeadamente ao nível de inflação e das taxas de juro, registou-se naturalmente uma maior atividade do capital nacional. Ainda assim, Portugal continua firmemente posicionado no radar do capital internacional, de forma clara e inequívoca”.
2026 continuará a ser um ano no forte no imobiliário
Este relatório da JLL relativo ao primeiro trimestre indica que o ano deverá ser globalmente forte. Citado em comunicado, Carlos Cardoso, CEO da JLL Portugal, afirma que “o início de 2026 demonstra que Portugal tem um mercado forte, diversificado e com fundamentos sólidos, que tem revelado uma elevada capacidade de resiliência face a choques externos”. E acrescenta: “Face à incerteza internacional associada aos conflitos no Médio-Oriente, com repercussões nas condições macroeconómicas globais, nomeadamente ao nível de inflação e das taxas de juro, registou-se naturalmente uma maior atividade do capital nacional. Ainda assim, Portugal continua firmemente posicionado no radar do capital internacional, de forma clara e inequívoca”.
“As perspetivas para 2026 são globalmente muito positivas, apesar de um enquadramento internacional mais complexo. O investimento deverá manter um ritmo sólido, suportado por fundamentos robustos, procura internacional diversificada e um interesse crescente em segmentos alternativos, como data centres e ativos especializados. Nos mercados ocupacionais, a procura continua claramente orientada para qualidade, localização e eficiência, sustentando a valorização dos ativos prime em praticamente todos os segmentos”, refere Carlos Cardoso. “Neste contexto, Portugal mantém‑se como um mercado atrativo, resiliente e competitivo no panorama europeu, com condições para registar mais um ano forte em 2026, tanto ao nível do investimento como da ocupação”, remata o mesmo responsável.





