O setor dos pagamentos continua a sua trajetória evolutiva e 2026 será um mais ano de consolidação desta tendência. Podemos destacar três vetores principais que estarão no centro das atenções, quer dos consumidores, quer das empresas: Inteligência Artificial, Integração dos canais de pagamento e segurança. Estas forças combinadas vão moldar a experiência de pagamento, reforçar a confiança e aumentar a eficiência de todo o ecossistema financeiro.
A Inteligência Artificial (IA) é uma realidade incontornável em inúmeras áreas e nos pagamentos também será. Embora a exposição dos dados aos motores de IA ainda levante algumas questões de segurança, a evolução é consistente nas várias etapas da jornada do pagamento. A IA passará do simples apoio técnico, ao desemprenho de tarefas mais complexas. Em 2026, os sistemas de prevenção de fraude serão cada vez mais preditivos, capazes de identificar padrões em tempo real e bloquear transações suspeitas antes de ocorrerem. A personalização também ganhará relevância com recomendações inteligentes das preferências de pagamento. A automatização de processos reduzirá erros, acelerará operações e contribuirá para uma melhor experiência do utilizador.
A segunda tendência dominante será a integração completa dos pagamentos digitais à distância, (E-commerce), e pagamentos presenciais (TPAs), consolidando a verdadeira era do “Omnichannel”. As empresas procuram cada vez mais soluções centralizadas com os pagamentos realizados em loja online, via MBWAY, MB, Cartão de Crédito, ou outro e os pagamentos recebidos na loja física. Em 2026, a expectativa será clara: ter tudo ligado no mesmo “backoffice”, com conciliações automáticas, “dashboards” inteligentes e total flexibilidade para alterar contas bancárias, ou plataformas de “eCommerce” sem interrupção do negócio. Para os comerciantes, isto significa eficiência; para os consumidores, uma experiência fluida e consistente, independentemente do canal escolhido.
Por fim, a terceira tendência será a segurança operacional, impulsionada pela maturidade do regulamento europeu DORA (Digital Operational Resilience Act). O setor financeiro enfrentará requisitos mais rigorosos ao nível da gestão de risco tecnológico, resposta a incidentes e proteção contra ciberataques. Em 2026, as empresas de pagamentos terão de demonstrar capacidade robusta para manter operações sem interrupções, mesmo perante falhas sistémicas ou ameaças digitais cada vez mais sofisticadas. A resiliência passará de obrigação regulatória a fator competitivo, distinguindo os players capazes de oferecer confiança e estabilidade num ambiente em constante mudança.
Estas três tendências (IA, integração e segurança) irão moldar profundamente o panorama dos pagamentos digitais em 2026. As empresas que conseguirem alinhar a sua estratégia a estes pilares estarão mais bem posicionadas para liderar um mercado que valoriza inovação, segurança e simplicidade. O futuro dos pagamentos não será apenas digital: será inteligente, conectado e resiliente.
Nuno Breda,
cofundador Ifthenpay





