“O objetivo é consolidar a HUG Lusíadas Home Care como referência nacional em cuidados domiciliários integrados”

Que necessidade identificou no mercado português que a levou a avançar com a HUG Home Care? Quando fundámos a HUG, em 2019, identificámos uma lacuna muito concreta no mercado português: existia uma procura crescente por cuidados de saúde no domicílio, mas a oferta estava fragmentada, pouco integrada e, muitas vezes, sem articulação clínica estruturada. As…
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Criada em 2025, a HUG Lusíadas Home Care nasceu para preencher uma lacuna: prestar cuidados domiciliários com coordenação clínica. A integração na Lusíadas deu escala a um projeto, lançado em 2019. Sara do Ó, administradora, explica o modelo de negócio e o seu papel no futuro dos cuidados de saúde em Portugal
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Que necessidade identificou no mercado português que a levou a avançar com a HUG Home Care?

Quando fundámos a HUG, em 2019, identificámos uma lacuna muito concreta no mercado português: existia uma procura crescente por cuidados de saúde no domicílio, mas a oferta estava fragmentada, pouco integrada e, muitas vezes, sem articulação clínica estruturada. As famílias viam-se frequentemente perante uma dicotomia: ou hospitalização, ou apoio domiciliário sem continuidade clínica. A HUG nasceu precisamente para criar esse terceiro caminho: cuidados domiciliários com coordenação clínica, equipas multidisciplinares e integração com a rede de saúde. Em 2025, com a integração na Lusíadas Saúde, foi dado um passo decisivo para estruturar e escalar essa visão, que ganhou escala nacional e robustez.

Foi desenhada como resposta ao envelhecimento? De que forma?

O envelhecimento da população portuguesa, associado ao aumento da cronicidade e da multimorbilidades, é um dos principais motores da criação da HUG. Portugal é um dos países mais envelhecidos da Europa, e isso traduz-se numa maior necessidade de acompanhamento prolongado, reabilitação e gestão de doenças crónicas. O domicílio é, muitas vezes, o local mais adequado para manter autonomia, conforto e dignidade, desde que exista um modelo clinica- mente robusto. O modelo de home care ainda está pouco estruturado em Portugal.

Como é que a HUG veio preencher essa lacuna e em que é que se diferencia de outros prestadores?

O mercado de home care em Portugal tem crescido, mas nem sempre com governação clínica estruturada. A diferenciação da HUG Lusíadas Home Care assenta em três pilares:

1) qualidade e segurança clínicas – protocolos definidos, critérios de elegibilidade, supervisão e auditoria;

2) equipa multidisciplinar coordenada – abordagem integrada, centrada na pessoa e não apenas no ato clínico isolado;

3) integração com a rede Lusíadas Saúde de norte a sul – articulação com especialidades hospitalares, meios complementares de diagnóstico e referenciação quando necessário. A integração e total articulação permite levar para o domicílio um padrão organizacional e clínico equivalente ao hospitalar, reduzindo fragmentação e garantindo continuidade assistencial.

Que serviços presta e a quem se dirigem?

Cuidados clínicos domiciliários (enfermagem, consultas médicas elegíveis, vigilância clínica); serviço de apoio domiciliário; e ajudas técnicas (aluguer e venda de equipamentos de reabilitação). Merece também destaque o serviço especializado de apoio pós-parto ao domicílio, focado no conforto, segurança e bem-estar da mãe e do recém-nascido em casa. Prestamos cuidados ao domicílio em situações agudas, crónicas e de reabilitação, dirigindo-nos sobretudo a pessoas idosas com perda de autonomia; doentes crónicos; pessoas em transição pós-internamento ou pós-cirurgia; famílias que necessitam de apoio estruturado no cuidado diário.

Como garantem a qualidade clínica fora do hospital? O que é fundamental?

Garantir qualidade fora do hospital exige método e estrutura. É fundamental assegurar os critérios claros de elegibilidade clínica; os protocolos, procedimentos e checklists de segurança; equipas qualificadas e com formação contínua; coordenação clínica efetiva; registo estruturado e capacidade de referenciação se aplicável. O domicílio não substitui o hospital em todas as situações, mas pode ser o local mais adequado quando existe rigor clínico e articulação adequada.

Qual o feedback das famílias?

O feedback mais recorrente é a sensação de qualidade e segurança, sobretudo porque está clinicamente demonstrado que a recuperação em casa é mais célere. As famílias referem, habitualmente, maior confiança na gestão do cuidado; redução da ansiedade; valorização da humanização do cuidado em casa; menor desgaste associado a deslocações frequentes. Existe também uma perceção clara de que o acompanhamento estruturado permite transformar momentos de crise em percursos mais previsíveis e controlados

Que papel imagina para a HUG Lusíadas Home Care na evolução dos cuidados de saúde em Portugal?

O objetivo é consolidar a HUG Lusíadas Home Care como referência nacional em cuidados domiciliários integrados. Isso implica aprofundar a integração com a rede Lusíadas; desenvolver programas estruturados por percurso clínico; investir em modelos híbridos (presencial e acompanhamento remoto, quando adequado); medir e demonstrar impacto clínico e experiência do cliente. A assinatura da HUG Lusíadas Home Care é, precisamente, “O nosso Cuidado em sua casa”. Estamos a afirmar nacionalmente um modelo em que o cuidado não termina no hospital, acompanhando as pessoas em casa com qualidade e segurança clínicas, consistência e, acima de tudo, o “saber cuidar” que diferencia a Lusíadas Saúde.

 

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