O grupo Hoti Hotéis que já está presente em Moçambique e prepara-se para abrir um hotel de cinco estrelas em Angola mantém a expetativa de entrar em Espanha. Durante o encontro com jornalistas para apresentar o desempenho do grupo em 2025 e as estimativas para o corrente ano, o administrador para Expansão do grupo Hoti Hotéis, Ricardo Gonçalves, questionado pela Forbes Portugal sobre se a ambição de internacionalização se mantinha apenas por Moçambique e Angola, explicou que nestes dois países “o grupo já está com um pé em termos de investimento. Mas continuamos com os olhos em Espanha porque foi definido pelo acionista que seria um mercado de expansão natural”. Ricardo Gonçalves admitiu ainda que face a este cenário, “acompanhamos algumas operações, analisamos, mas, neste momento, não existe nada”. No passado o grupo português avaliou um projeto em Vigo que não se concretizou. No entanto o administrador da Hoti Hotéis admitiu que “estamos a olhar para a Galiza num contexto mais abrangente e sem a restrição de cidade A, B ou C”.
Ricardo Gonçalves destacou ainda que em Moçambique, onde detêm o Meliá Maputo Sky, “estamos muito otimistas, por isso, vamos ter de fazer investimento em capex no médio prazo. A economia no ano passado teve vários desafios. Mas estamos bastante otimistas e, por isso, queremos nesta estratégia ter um eixo em Maputo, outro eixo em Luanda e com a máquina que já temos instalada nas diferentes regiões portuguesas”.
Desempenho sólido em 2025
O encontro com os jornalistas serviu para se apresentar as contas e projetos em carteira do grupo hoteleiro que já é responsável por 3.150 quartos no mercado português e moçambicano. Manuel Proença, fundador do grupo, lembrou que nos últimos 25 anos a cadeia hoteleira colocou no mercado 22 hotéis e deixou a certeza de que “vamos prosseguir” com os investimentos. Manuel Proença garantiu que a Hoti Hotéis não tem dívidas, pelo que “está disponível para fazer mais investimentos e mais unidades”. Sobre a atividade em 2025, o fundador do grupo assumiu que “foi um ano que consideramos muito bom”, sendo que mais uma vez conseguiu bater recordes nas receitas.
A ideia de se ter conseguido um desempenho positivo no exercício anterior foi reafirmada pelo CEO do grupo Hoti Hotéis, Miguel Proença, que afirmou que “o ano fechou com valores globais sólidos”, com um contributo importante da operação na Madeira. Miguel Proença referiu que as receitas, no ano passado, ascenderam a 121 milhões de euros, mais 7% face a 2024. O grupo apostou também numa progressão de 5% nos preços situando-se em 106 euros. No entanto, houve uma ligeira quebra na taxa de ocupação de 0,5 pontos percentuais para 74%.
Para este ano de 2026 que agora começa, o CEO do grupo mantém o otimismo e acredita que possa obter receitas na ordem dos 130 milhões de euros, mais 7% face a 2025.





