Habitação: Renda média nacional situa-se nos 1.450 euros

Segundo os dados recolhidos pelo portal imobiliário Imovirtual e analisados no seu Barómetro mensal relativo ao passado mês de janeiro, a  renda média nacional situava-se nos 1.450 euros o que representou um incremento de  7,4% face a dezembro de 2025, cujo valor se situava na ordem dos 1.350 euros  mensais. Este valor representou igualmente um…
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A renda média nacional alcançou os 1.450 euros em janeiro, refletindo um acréscimo de 7,4% face a dezembro, e o valor médio de venda de habitação está nos 435 mil euros em janeiro de 2026. A análise é do portal de imobiliário Imovirtual, que acaba de divulgar o seu barómetro mensal.
Economia Imobiliário

Segundo os dados recolhidos pelo portal imobiliário Imovirtual e analisados no seu Barómetro mensal relativo ao passado mês de janeiro, a  renda média nacional situava-se nos 1.450 euros o que representou um incremento de  7,4% face a dezembro de 2025, cujo valor se situava na ordem dos 1.350 euros  mensais. Este valor representou igualmente um aumento face ao mês de janeiro de 2025, representando uma subida de 16% face ao valor registado então, que era de 1.250 euros.  Esta evolução confirma a continuidade da pressão no mercado de arrendamento, com subidas generalizadas e poucos sinais de abrandamento, explica o Imovirtual, em comunicado.

Analisando os dados por regiões, o barómetro refere que na região Norte a renda média regional situa-se nos 800 euros mensais, um valor que se manteve estável face ao mês de dezembro, mas ficou 6,7% acima do valor do mês homólogo de 2025. A renda média mais alta da região foi registada no distrito do Porto, atingindo os 1.150 euros, seguido de Braga, com um valor médio de 950 euros, montante que se manteve face a dezembro. Aveiro segue nos 900 euros mensais e Viana do Castelo nos 800 euros. Segue-se Viseu com uma renda média de 700 euros, Vila Real nos 600 euros e o distrito de Bragança caiu 15,5% para os 550 euros médios mensais.

A sul, a pressão imobiliária é mais evidente, já que a renda média mensal da região subiu para os 1.200 euros, o que representou uma valorização de 9,1% face a dezembro e 20% face a janeiro de 2025.

Já na zona Centro, a renda média na região mantém-se nos 800  euros, embora registando uma subida anual de 5,3%, continuando Lisboa a destacar-se neste panorama regional. O distrito da capital portuguesa continua a ser o mais caro do país, com uma renda média de 1.800 por mês, tendo subido cerca de 4% face a dezembro último e 5,9% face a janeiro de 2025. Leiria situa-se nos 850 euros, e embora com uma quebra de 5,6% face a dezembro, o valor cresceu 6,3% face a janeiro de 2025. Coimbra e Santarém situam-se nos 800 euros de valores médios e a Guarda para 8,9% para os 490 euros em janeiro deste ano, mas ficou 23,4% abaixo do valor praticado em janeiro de 2025.

A sul, a pressão imobiliária é mais evidente, já que a renda média mensal da região subiu para os 1.200 euros, o que representou uma valorização de 9,1% face a dezembro e 20% face a janeiro de 2025. Faro é assim um dos distritos mais caros do país no arrendamento, com um valor médio de 1.300 euros mensais, o que representou um aumento de 8,3% face a janeiro do ano passado. Setúbal fica no patamar dos 1.250 euros, seguido de Évora, situado nos 1.200 euros de renda mensal. Portalegre sobe para os 610 euros enquanto Beja recua para 750 euros em termos mensais, mantendo ainda um crescimento homólogo de 7,1%.

Nas ilhas, a renda média regional recua para os  850 euros após as subidas expressivas registadas ao longo de 2025. A Ilha da Madeira atingiu um valor de 1.700 euros mensais, após um aumento +21,4% face a dezembro e 13,3%, face a janeiro de 2025. Este é um mercados mais pressionados do país. Em São Miguel, a renda permanece nos 1.200 euros com uma valorização homóloga muito expressiva de 50%, enquanto a Terceira se fixa nos 700€, estável no mês, mas 12,5% abaixo do valor registado no mesmo período do ano anterior.

O preço médio de venda no distrito de Lisboa subiu 15% num ano para os 650 mil euros, e no Porto o valor médio das transações de habitação foi de 420 mil euros.

Olhando para o mercado da compra e venda, o Imovirtual mostra que o preço médio nacional de venda atingiu os 435 mil euros em janeiro de 2026, o que equivale a uma pequena subida de 1,2% face a dezembro e um crescimento anual de 11,5%. No Norte, o preço médio regional de venda situou-se nos 295 mil euros, com o Porto a ser o distrito mais caro, com um valor de 420 mil euros. O Centro apresenta uma das evoluções mais acentuadas do país, com o preço médio a de 280 mil euros, o que corresponde a uma subida anual de 27,1%. O preço médio de Lisboa subiu 15% num ano para os 650 mil euros. Já a Sul, o preço médio subiu para os 277 mil euros, tendo valorizado 16,6% em apenas um ano, tendo Faro a liderança regional ao atingir os 590 mil euros. Nas Ilhas, o preço médio regional alcança 300 mil euros, tendo a madeira um valor médio de 600 mil euros, mantendo-se entre os mercados mais valorizados do país.

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