Governo investe 25 M€ para adoção de IA na Administração Pública

O Governo vai investir 25 milhões de euros para adoção de inteligência artificial (IA) na Administração Pública, de acordo com informação do ministério da Reforma do Estado hoje divulgada. “O Governo está a investir 25 milhões de euros para a adoção de IA na Administração Pública, com casos de uso concretos em desenvolvimento, desde agentes…
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O Governo vai investir 25 milhões de euros para adoção de inteligência artificial (IA) na Administração Pública, de acordo com informação do ministério da Reforma do Estado hoje divulgada.
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O Governo vai investir 25 milhões de euros para adoção de inteligência artificial (IA) na Administração Pública, de acordo com informação do ministério da Reforma do Estado hoje divulgada.

“O Governo está a investir 25 milhões de euros para a adoção de IA na Administração Pública, com casos de uso concretos em desenvolvimento, desde agentes de apoio à contratação pública até à automatização de fatura”, lê-se no documento.

O executivo pretende criar um plano de formação em IA para os trabalhadores da Administração Pública para “valorizar todos os trabalhadores no processo de transformação tecnológica em curso e não substituir pessoas por tecnologia”.

“A formação será prática e orientada ao dia-a-dia, focada em ensinar como usar a IA para reduzir tarefas administrativas, apoiar a tomada de decisão e melhorar o serviço prestado aos cidadãos”, consta no documento.

O ministério garante que “não se trata de formar programadores”, mas de “dar ferramentas úteis a dirigentes, técnicos e assistentes, adaptadas às diferentes funções”.

“Este plano assegura que a IA é usada como instrumento de valorização profissional, libertando tempo para tarefas de maior valor humano, como atendimento, análise crítica e apoio às pessoas”, afirma o gabinete ministerial.

De acordo com o ministro Adjunto e da Reforma do Estado, Gonçalo Matias, citado no documento, “a introdução de IA, quer na Administração Pública, quer nas empresas em geral, é um fator importante de desenvolvimento do país e Portugal tem capacidade para ser líder em várias áreas da IA”.

A Agenda Nacional de Inteligência Artificial (ANIA), publicada hoje em Diário da República, prevê escalar aplicações em “áreas críticas transversais”, nomeadamente “contratação pública, faturas, recrutamento e licenciamentos”, incorporando o AMALIA “quando aplicável”, e lançar novos concursos públicos para soluções inovadoras.

Agenda Nacional de IA tem investimento acima de 400 M€ até 2030

A Agenda Nacional de Inteligência Artificial (ANIA) terá um investimento acima dos 400 milhões de euros até 2030, maioritariamente com fundos europeus, de acordo com informação do ministério da Reforma do Estado hoje divulgada.

A Resolução do Conselho de Ministros (RCM) n.º 2/2026 que aprova a Agenda Nacional de IA, bem com o Plano de Ação da Agenda Nacional de Inteligência Artificial (PAANIA) para o quinquénio 2026-2030, foi publicada hoje em Diário da República e entra em vigor no dia seguinte ao da sua publicação, ou seja, na sexta-feira.

Relativamente ao custo total da ANIA, esta “terá um investimento de mais de 400 milhões de euros no período 2026-2030, maioritariamente com fundos europeus” e “trata-se de um investimento estratégico feito com rigor orçamental”, refere o ministério tutelado por Gonçalo Matias.

O Governo vê a IA “como uma oportunidade de aceleração da posição competitiva de Portugal, capaz de gerar um acréscimo estimado de 18–22 mil milhões de euros ao PIB, na próxima década”.

O ministro Adjunto e da Reforma do Estado, Gonçalo Matias, já referiu por diversas vezes que Portugal tem condições únicas para aproveitar a oportunidade da IA.

O ministério elenca desde uma base de talento sólida e crescente, passando por universidades e centros de investigação de excelência em áreas técnicas, uma estrutura energética renovável, estável e acessível, um ecossistema tecnológico e de startups em expansão, capacidade de atração de talento internacional, e uma localização geoestratégica única entre três continentes.

“Portugal pode liderar em setores e áreas estratégicos, utilizando a IA como um instrumento de aceleração do crescimento económico e bem-estar social”, refere o ministério.

Recorde-se que Portugal tem uma candidatura a uma gigafactory europeia.

Esta candidatura liderada pelo BPF – Banco Português de Fomento está em fase de apreciação inicial na União Europeia, no âmbito do programa EuroHPC.

“A instalação de uma gigafactory em Portugal é uma peça relevante da ANIA, como instrumento de criar capacidade industrial para IA (além da capacidade de supercomputação para investigação e PME/startups) e reduzir a dependência externa”, refere o ministério, num documento sobre Q&A relativas à Agenda Nacional de Inteligência Artificial.

A candidatura do BPF a uma das cinco gigafactories europeias “é uma das vias para concretizar esta medida. Portugal regista também interesse privado estrangeiro (por exemplo, o projeto da StartCampus estima ter 1.2GW de capacidade quando completo)”, acrescenta.

No que respeita ao centro de dados, “estamos a finalizar o Plano Nacional de Centros de Dados, que será o guia estratégico para acelerar este setor em Portugal” e incluirá “medidas concretas como a criação de zonas com licenciamento simplificado”.

O Estado já investiu cerca de 10 milhões de euros em casos de uso concretos de IA atualmente em desenvolvimento na Administração Pública, de um investimento total previsto de 25 milhões de euros.

A agenda aposta em Centros de IA Setoriais, sedo que os primeiros serão criados em saúde, “alavancando o trabalho já desenvolvido no Center for Responsible AI, onde a IA tem potencial direto para melhorar cuidados aos doentes, apoiar profissionais de saúde, aumentar eficiência do sistema e acelerar inovação clínica” e indústria e robótica, “reforçando a aplicação de IA à indústria transformadora, com impacto direto na produtividade, competitividade das empresas e criação de emprego qualificado”.

Lusa

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