A Galp acaba de anunciar que o exercício de 2025 “foi notável” para a empresa. A companhia energética, liderada por Maria João Carioca e João Marques da Silva, explicou em comunicado enviado aos mercados que o ano foi marcado por um desempenho operacional forte, execução disciplinada de projetos e desenvolvimentos significativos no portfólio.
Embora o volume da Galp tenha caído 8%, dos 21,3 mil milhões de euros para os 19,5 mil milhões de euros, a companhia registou um resultado líquido ajustado recorde de 1,15 mil milhões de euros em 2025. Este valor dos lucros representou um aumento de 20% face ao ano anterior. Já o cash-flow operacional atingiu 2,2 mil milhões de euros, valor que a empresa informa ser estável em relação ao ano anterior,” apesar de um ambiente significativamente mais fraco para o Brent e da contínua volatilidade macroeconómica, um claro reflexo da resiliência e qualidade do nosso portfólio”, pode ler-se no comunicado. O desempenho foi impulsionado sobretudo pela produção de petróleo e gás no Brasil e pela comercialização de gás natural, apesar da descida do petróleo e do dólar e da paragem programada para manutenção da refinaria de Sines. Mais de 80% do resultado operacional teve origem nas atividades internacionais e mais de metade foi gerado no Brasil.
A dupla que lidera a Galp, Maria João Carioca e João Marques da Silva, referem que estão a olhar para 2026 com otimismo.
O RCA antes de juros, impostos, depreciação e amortizações (EBITDA) atingiu, em 2025, os 3,04 mil milhões de euros, o que também implicou uma queda de 8% em relação ao ano anterior. Esta quebra reflete o impacto do contexto de mercado, com a descida das cotações médias do brent, de 80,8 dólares por barril em 2024, para 69,1 dólares em 2025”. A Galp avançou ainda que o seu Conselho de Administração irá propor um aumento de 4% no DPS (dividendo por ação) e lançar uma recompra de ações no valor de 250 milhões de euros, mantida em relação ao ano anterior.
“Olhamos para 2026 com ambição contínua e execução disciplinada. No Brasil, o aumento da produção do campo de Bacalhau será um importante motor de crescimento. Ao mesmo tempo, a parceria recentemente estabelecida na Namíbia e as discussões em curso com a Moeve no downstream expandem ainda mais o nosso conjunto de oportunidades, à medida que continuamos a evoluir e a fortalecer a nossa história de equidade”, referem, em comunicado, os dois CEO.





