🗺️ Quantas corridas?
A Fórmula 1 mantem as 24 corridas, um número que já deu que falar em outros momentos, com alguns a criticar este aumento de corridas no calendário e consequente aumento da exaustão para todos os envolvidos.
“É o preço do sucesso da Fórmula 1”, considera João Carlos Costa, comentador de Fórmula 1 na DAZN. “E é um preço elevado, sobretudo para os elementos das equipas. Principalmente para aqueles que não estão sujeitos ao recolher obrigatório diário, que limita o número de horas permitidas nos circuitos. Se a Formula 1 quer afirmar a bandeira da sustentabilidade que tanto promove, talvez seja altura de repensar o formato do calendário, com maior agrupamento geográfico das provas e, eventualmente, programas mais curtos em cada Grande Prémio”.
⏰ Quando e onde?
O campeonato de Fórmula 1 volta a começar na Austrália, com os treinos livres a decorrer esta sexta-feira e a primeira qualificação e corrida marcadas para o próximo sábado e domingo, respetivamente. A última etapa será em Abu Dhabi, a 6 de dezembro.
O calendário inclui um total de 21 países, com Espanha a acolher a grande novidade do ano: Madrid vai receber o Grande Prémio de Espanha a 13 de setembro.
Conheça o calendário completo: Austrália (8 de março), China (15 de março), Japão (29 de março), Bahrain (12 de abril), Arábia Saudita (19 de abril), Miami (3 de maio), Canadá (24 de maio), Mónaco (7 de junho), Barcelona (14 de junho), Áustria (28 de junho), Reino Unido (5 de julho), Bélgica (19 de julho), Hungria (26 de julho), Países Baixos (23 de agosto), Monza (6 de setembro), Madrid (13 de setembro), Azerbaijão (26 de setembro), Singapura (11 de outubro), Austin (25 de outubro), México (1 de novembro), Brasil (8 de novembro), Las Vegas (21 de novembro), Qatar (29 de novembro) e Abu Dhabi (6 de dezembro).
💨 Quantas corridas de sprint?
China, Miami, Canadá, Reino Unido, Países Baixos e Singapura foram selecionados como os eventos que irão acolher as corridas de sprint. A qualificação para o sprint acontece na sexta-feira, após o primeiro treino livre, com a corrida de sprint e a qualificação para o Grande Prémio no sábado, antes do fim de semana culminar com o Grande Prémio no domingo.
📺 Como ver?
Em Portugal, a DAZN é a plataforma de streaming oficial da Fórmula 1. A oferta de desporto motorizado da DAZN inclui ainda competições como Formula 2, Formula 3, F1 Academy, Formula E, Porsche Supercup, DTM e WorldSBK. Há ainda a possibilidade de assistir à competição através da F1TV.
🏎️ Que equipas?
Esta é uma das grandes novidades de 2026: há uma nova equipa na grelha. “A Cadillac começou do zero, sem o ter feito totalmente. Usa o motor e a caixa da Ferrari e reuniu sob o mesmo teto alguns elementos que nunca tiveram verdadeiro protagonismo em outras equipas. Feitas as contas, nos testes não ficou a ‘anos-luz’ em termos de tempos, mas não parece, para já, capaz de criar qualquer tipo de surpresa”, diz o comentador.

A Cadillac junta Valtteri Bottas e Sergio Pérez como dupla de pilotos. Estes dois nomes foram colocados em segundo plano pelas suas equipas (Mercedes e Red Bull, respetivamente) na altura em que Lewis Hamilton e Max Verstappen lutavam pelo título mundial. Ainda assim, sabem o que é liderar uma equipa.
“Essa posição não é novidade para eles. Antes de assumirem esse papel [secundário], Bottas e Pérez lideraram projetos em equipas do segundo pelotão durante vários anos. É, de certa forma, um regresso às origens e ambos estarão sobretudo satisfeitos por voltarem ao palco principal após um ano sabático. Ser protagonista em detrimento do outro não me parece uma prioridade. A dinâmica dificilmente será complicada, porque o objetivo é fazer crescer a equipa”, afirma João Carlos.
McLaren: Lando Norris e Oscar Piastri
Ferrari: Lewis Hamilton e Charles Leclerc
Red Bull: Max Verstappen e Isack Hadjar
Mercedes: George Russell e Andrea Kimi Antonelli
Aston Martin: Fernando Alonso e Lance Stroll
Alpine: Pierre Gasly e Franco Colapinto
Haas: Esteban Ocon e Oliver Bearman
Racing Bulls: Liam Lawson e Arvid Lindblad
Williams: Alex Albon e Carlos Sainz
Audi: Nico Hulkenberg e Gabriel Bortoleto
Cadillac: Valtteri Bottas e Sergio Pérez
🎧 Houve mais mudanças importantes?
A pergunta quase seria: o que é que não mudou? 2026 será mais um ano de várias novidades, sendo que a principal está ligada aos próprios carros.
“Os monolugares serão mais ágeis nas curvas mais lentas, a redução de dimensão e de peso ajuda nesse sentido. Poderão ser mais velozes em reta, devido à diminuição do arrasto, mas não conseguirão fazer retas como as de Monza ou Baku sempre a ganhar velocidade. Termos como regeneração de energia, megajoule (energia disponível), lift & coast (levantar o pé do acelerador nas retas), ou super-clipping (motor em rotação máxima, não para aumentar a velocidade, mas para gerar energia e carregar as baterias) vão ser parte do léxico corrente da Fórmula 1. Em termos de design, temos assistido a diferentes interpretações nas zonas com maior liberdade regulamentar, como asas, pontões e outros apêndices aerodinâmicos, mas é expectável que rapidamente se atinja um ponto de convergência”, explica o comentador.
Ao mesmo tempo que aprendem novos conceitos, os adeptos da modalidade vão ter de esquecer outros. Em 2026, sai o DRS e entre o overtake mode.
“Os boost aerodinâmico e de potência serão algo a que equipas, pilotos e fãs terão de se adaptar. Não estou convencido de que tragam necessariamente mais espetáculo, mas vão introduzir uma incerteza adicional, pelo menos até pilotos e equipas perceberem plenamente a dinâmica. A complexidade acrescida do regulamento técnico, e a forma como interage com o regulamento desportivo, pode levar a que o piloto perca algum protagonismo na definição da corrida, transferindo parte dessa responsabilidade para os engenheiros na leitura dos dados das Unidades Motrizes, na definição das estratégias e na utilização desses modos boost“, acrescenta.

💭 Estas mudanças foram bem recebidas?
Até ao momento, a resposta parece ser não. Durante a fase de testes, vários pilotos criticaram os novos carros, com alguns a compara-lo aos monolugares da Fórmula 4 e Max Verstappen, por exemplo, a associa-los a um Fórmula E.
“A FIA e a Liberty poderão ter ido longe demais neste regulamento. A complexidade da Unidade Motriz talvez não tenha sido totalmente ponderada e a vontade de atrair definitivamente o Grupo Volkswagen para a Formula 1 pode ter contribuído para esse ‘excesso’. Procurou-se aumentar a relevância da Formula 1 na passagem de tecnologia para os carros de série. Não estou certo de que isso venha a acontecer de forma tão significativa, ainda que seja de saudar a introdução de combustíveis 100% sintéticos, algo que poderia ter sido feito mantendo os motores da geração anterior ou optando por soluções exclusivamente de combustão interna. Os pilotos não estão plenamente satisfeitos porque estes carros limitam a sua arte. Não permitem travagens no limite ou explorar ao máximo a velocidade de passagem em curva, para dar apenas dois exemplos. Este sentimento é ainda mais forte porque este chassis, pelas suas características, tinha potencial para proporcionar maior prazer de condução, por ser mais pequeno, mais leve e mais confortável, já que não necessita de ser afinado tão junto ao solo como a geração anterior. No entanto, as exigências regulamentares impedem que esse potencial seja totalmente explorado”, explica João Carlos.
🏆 Quem venceu em 2025?
Lando Norris é o atual campeão mundial de Fórmula 1. O piloto britânico venceu o seu primeiro campeonato de pilotos no ano passado, na última corrida da época. O campeonato de construtores ficou na mesma casa, com a McLaren.
💫 Quem são os favoritos?
Com base naquilo que já se viu esta época, através dos testes, João Carlos Costa tentou apontar alguns dos favoritos: “A Mercedes pareceu mais à vontade e com um programa de testes melhor posto em prática, transmitindo maior segurança. Dentro da equipa alemã, George Russell, até pela forma como costuma gerir as corridas, está numa posição que o pode colocar como um dos principais favoritos. No entanto, a Ferrari mostrou que deve ser tida em conta e, desta vez, os dois pilotos parecem confortáveis com o carro. Lewis Hamilton parece satisfeito pelo facto de a Fórmula 1 ter regressado aos carros de fundo plano, com os quais sempre se sentiu muito à vontade nos Mercedes da geração de 2014 a 2021”.
💰 Quem são os três pilotos mais bem pagos da grelha?
Max Verstappen | 65,64 milhões de euros

28 | Países Baixos | Red Bull
Salário: 56,14 milhões de euros | Bónus: 9,5 milhões de euros
Em comparação com os anos de 2023 e 2024, em que dominou e venceu pelo menos sete das dez primeiras corridas de cada temporada, Verstappen teve um início lento em 2025, com apenas duas vitórias em 15 etapas. Mas o astro holandês de 28 anos fez uma recuperação na reta final, vencendo seis das nove últimas corridas, e terminou com oito vitória. Max terminou apenas dois pontos atrás de Lando Norris, da McLaren, perdendo por pouco aquele que seria o seu quinto campeonato.
Lewis Hamilton | 60,89 milhões de euros

41 | Reino Unido | Ferrari
Salário: 60,46 milhões de euros | Bónus: 431 mil euros
Quando deixou a Mercedes após 12 temporadas – e seis campeonatos de pilotos – Lewis Hamilton disse que competir pela Ferrari seria a realização de um “sonho de infância”. Em novembro, porém, o inglês apelidava a sua primeira temporada com a camisola vermelha de “pesadelo”. Embora Hamilton tenha terminado num respeitável sexto lugar na classificação dos pilotos, não subiu ao pódio em nenhum Grande Prémio: a sua primeira temporada sem um resultado entre os três primeiros na sua ilustre carreira de 19 anos na Fórmula 1. “Foi a pior temporada de todas”, disse à Sky Sports. “Por mais que eu tente, continua a piorar”.
Lando Norris | 49,67 milhões de euros

26 | Reino Unido | McLaren
Salário: 15,55 milhões de euros | Bónus: 34,12 milhões de euros
No início da temporada passada, Norris conquistou uma distinção duvidosa: o maior número de pódios de sempre para um piloto de Fórmula 1 sem nenhuma vitória, registando o seu 15.º pódio na China, em abril. Depois vieram quatro vitórias decisivas, quando Norris surpreendeu ao desafiar Max Verstappen, da Red Bull. O inglês provou que não foi por acaso, acumulando sete vitórias em Grandes Prémios e 18 pódios em 24 corridas para superar Verstappen e o seu próprio companheiro de equipa, Oscar Piastri, no campeonato de pilotos.





