Apesar de ter descido ligeiramente a sua avaliação em 2025, a família de Ernesto Gomes Vieira manteve a 16ª posição de 2024 no ranking dos mais ricos no país. A avaliação da Forbes atribuiu-lhe uma parcela de 835 milhões de euros, ligeiramente abaixo da de 2024. A Forbes Portugal lançou a sua lista anual dedicada aos maiores patrimónios nacionais na edição de dezembro/janeiro que se encontra agora em banca. Família a família, vamos dar-lhe a conhecer quais são as 50 mais poderosas no mundo dos negócios e quais as respetivas fortunas, avaliadas no final do ano passado.
O principal ativo da família de Coimbra é o Grupo Ascendum, liderado por João Mieiro, CEO, e que tem como chairman Tomás Jervell, do Grupo Nors, sócio nos negócios. Ernesto Gomes Vieira mantêm-se ainda ligado aos negócios como chairman da Assembleia Geral de Acionistas. O Grupo Ascendum é partilhado, em partes iguais, com o Grupo Nors, da família Jervell e a família Jensen de Leite Faria. O grupo é um dos maiores distribuidores do mundo da Volvo Construction Equipments, estando presente em várias geografias com soluções globais para os setores da construção, obras públicas, terraplanagens, camiões e outros. Em 2024, o grupo faturou 1,24 mil milhões de euros e registou um EBITDA de 168 milhões de euros. Com uma equipa de cerca de 1.800 funcionários, registou um lucro de 84,4 milhões de euros nesse mesmo exercício.
A família Vieira é dona de 50% do Grupo Ascendum, negócio que partilha com o Grupo Nors, das famílias Jervell e Jensen de Leite Faria. Está na 16ª posição da lista de 2025 dos Mais Ricos com uma avaliação de 835 milhões de euros.
A génese do grupo remonta a 1955 quando Ernesto Rodrigues Vieira, então representante da Volkswagen, começou a vender camiões Volvo que eram importados pela Auto-Sueco, de Luís Jervell e Ingvar Poppe Jensen. Foram estes dois empreendedores que desafiaram Ernesto Rodrigues Vieira a constituir uma sociedade para vender veículos Volvo na zona centro, tendo então surgido a Auto-Sueco Coimbra. A participação da família Vieira e Mieiro na Ascendum está concentrada na holding Ernesto Vieira & Filhos, que é repartida por duas sociedades, uma de Ernesto Gomes Vieira e dois filhos, Ernesto e Carlos, e outra de Alcina e Ricardo Mieiro, e filhos Ricardo, João, Paulo, Pedro e herdeiros de António Vieira Conde.
Saiba qual foi a metodologia aplicada nas avaliações
A Forbes Portugal avalia anualmente o património de cerca de cem empresários portugueses, usando para isso as suas participações em sociedades cotadas e não cotadas. Em vários casos, naqueles em que não é possível aferir as participações específicas de cada membro, ou em casos de heranças indivisas, é avaliada a posição da família como um todo. No caso da família Amorim, a única presente no ranking internacional, utilizamos os cálculos, atualizados ao dia de 2 dezembro de 2025, do site da Forbes International.
Para todas as outras foram feitas avaliações empresariais que não pretendem mais do que ser apenas o produto de uma intensa pesquisa jornalística, que resulta da consulta de informação disponível em relatórios e contas de empresas, sobretudo relativas ao exercício de 2024, de textos publicados nos órgãos de comunicação social bem como da consulta de fontes próximas. Os dados recolhidos resultam de informação pública, acessível, e a sua veracidade depende da transparência desses mesmos dados. Não nos é possível avaliar a liquidez existente em contas bancárias dos protagonistas, dentro ou fora do país, bem como as suas dívidas pessoais e outros créditos associados, tal como carteiras de ações não divulgadas, ou participações não qualificadas. Foram excluídos do estudo elementos em que as dificuldades financeiras são do domínio público.
Para encontrar o valor de mercado da empresa aplica-se o valor dos resultados antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (EBITDA), vezes o múltiplo do setor, excluindo-se ainda a dívida líquida.
Para avaliar as empresas cotadas foram tidas em conta as cotações das sociedades à data de 2 de dezembro de 2025, o mesmo acontecendo nas holdings de empresas cotadas. Nestas últimas utilizou-se o valor do mercado da casa-mãe, pois as empresas por ela detidas não podem ser livremente negociadas.
Para proceder às avaliações patrimoniais, nas holdings não cotadas foi aplicada a avaliação da soma das partes, e nas sociedades do grupo foi aplicado, individualmente ou consolidado, o método dos múltiplos EV/EBIDTA, utilizando para isso a lista dos múltiplos de Damodaran. Para encontrar o valor de mercado da empresa aplica-se o valor dos resultados antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (EBITDA), vezes o múltiplo do setor, excluindo-se ainda a dívida líquida. Nas sociedades imobiliárias, utilizou-se o valor dos capitais próprios. As empresas da banca não cotadas foram calculadas através da utilização do PER do setor aplicado sobre os lucros. Para as sociedades cotadas foi usado o valor bolsista das mesmas.





