Forbes/Os 50 Mais Ricos: Os negócios e a fortuna dos irmãos Violas

Rita Celeste Violas e Manuel Violas, partilham, de forma igualitária, o património familiar organizado na holding Violas SGPS. Os dois irmãos desceram de posição no ranking de 2025 da Forbes Portugal, devido ao facto do valor apurado na nossa avaliação ser inferior à do ano passado. Situam-se agora no 22º lugar com um património de…
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Manuel e Rita Celeste Violas partilham um património empresarial sustentado em empresas como a Super Bock Group, a Cotesi e a Solverde. Juntos, valem qualquer coisa como 689 milhões de euros.
Líderes Listas

Rita Celeste Violas e Manuel Violas, partilham, de forma igualitária, o património familiar organizado na holding Violas SGPS. Os dois irmãos desceram de posição no ranking de 2025 da Forbes Portugal, devido ao facto do valor apurado na nossa avaliação ser inferior à do ano passado. Situam-se agora no 22º lugar com um património de cerca de 689 milhões de euros, sustentado essencialmente na sua participação na Super Bock Group, na empresa industrial Cotesi e nos casinos Solverde. A Forbes Portugal lançou a sua lista anual dedicada aos maiores patrimónios nacionais na edição de dezembro/janeiro que se encontra agora em banca. Família a família, vamos dar-lhe a conhecer quais são as 50 mais poderosas no mundo dos negócios e quais as respetivas fortunas, avaliadas no final do ano passado.

Posicionados no 22º lugar do ranking de 2025 da Forbes Portugal, os irmãos Rita Celeste e Manuel Violas, são detentores de uma fortuna empresarial de quase 700 milhões de euros.

A família Violas é descendente do falecido empresário Manuel de Oliveira Violas, fundador da Corfi, Cordoaria e Fios, em Espinho, em 1943, empresa que mais tarde se uniu à Cotesi, indústria de fios, cordas, redes e cabos, e que ainda hoje está nas mãos da família. Porém, esta área não é o maior ativo dos dois irmãos: a sua participação no consórcio Viacer, dono de 56% do Super Bock Group – anteriormente designado de Unicer – e que partilha com a Carlsberg é responsável pela maior fatia do seu património. O grupo produz, além da Superbock, a cerveja Carlsberg e a Sommersby, e comercializa a Pedras Salgadas e a água Vitalis. Outra área que contribui bastante para a avaliação do património Violas é a Solverde, que a família detém a 100%. Em 2024, a Solverde faturou cerca de 172 milhões de euros e registou um EBITDA de 23 milhões de euros.

Saiba qual foi a metodologia aplicada nas avaliações 

A Forbes Portugal avalia anualmente o património de cerca de cem empresários portugueses, usando para isso as suas participações em sociedades cotadas e não cotadas. Em vários casos, naqueles em que não é possível aferir as participações específicas de cada membro, ou em casos de heranças indivisas, é avaliada a posição da família como um todo. No caso da família Amorim, a única presente no ranking internacional, utilizamos os cálculos, atualizados ao dia de 2 dezembro de 2025, do site da Forbes International.

Para todas as outras foram feitas avaliações empresariais que não pretendem mais do que ser apenas o produto de uma intensa pesquisa jornalística, que resulta da consulta de informação disponível em relatórios e contas de empresas, sobretudo relativas ao exercício de 2024, de textos publicados nos órgãos de comunicação social bem como da consulta de fontes próximas. Os dados recolhidos resultam de informação pública, acessível, e a sua veracidade depende da transparência desses mesmos dados. Não nos é possível avaliar a liquidez existente em contas bancárias dos protagonistas, dentro ou fora do país, bem como as suas dívidas pessoais e outros créditos associados, tal como carteiras de ações não divulgadas, ou participações não qualificadas. Foram excluídos do estudo elementos em que as dificuldades financeiras são do domínio público.

Para encontrar o valor de mercado da empresa aplica-se o valor dos resultados antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (EBITDA), vezes o múltiplo do setor, excluindo-se ainda a dívida líquida.

Para avaliar as empresas cotadas foram tidas em conta as cotações das sociedades à data de 2 de dezembro de 2025, o mesmo acontecendo nas holdings de empresas cotadas. Nestas últimas utilizou-se o valor do mercado da casa-mãe, pois as empresas por ela detidas não podem ser livremente negociadas.

Para proceder às avaliações patrimoniais, nas holdings não cotadas foi aplicada a avaliação da soma das partes, e nas sociedades do grupo foi aplicado, individualmente ou consolidado, o método dos múltiplos EV/EBIDTA, utilizando para isso a lista dos múltiplos de Damodaran. Para encontrar o valor de mercado da empresa aplica-se o valor dos resultados antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (EBITDA), vezes o múltiplo do setor, excluindo-se ainda a dívida líquida. Nas sociedades imobiliárias, utilizou-se o valor dos capitais próprios. As empresas da banca não cotadas foram calculadas através da utilização do PER do setor aplicado sobre os lucros. Para as sociedades cotadas foi usado o valor bolsista das mesmas.

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