É milionária, mas desconhecida do grande público. Frequentemente confundida com Isabel dos Santos, por coincidência do nome, a prima de Alexandre Soares dos Santos, filha única de Vasco Narciso dos Santos, e neta do fundador da Jerónimo Martins, volta este ano a subir de posição na lista da Forbes Portugal. Ocupa este ano a 17ª posição da lista dos mais ricos de Portugal, com uma fortuna calcula em 792 milhões de euros, à data de 2 de dezembro. A Forbes Portugal lançou a sua lista anual dedicada aos maiores patrimónios nacionais na edição de dezembro/janeiro que se encontra agora em banca. Família a família, vamos dar-lhe a conhecer quais são as 50 mais poderosas no mundo dos negócios e quais as respetivas fortunas, avaliadas no final do ano passado.
Herdeira de cerca de 10,5% da Sociedade Francisco Manuel dos Santos, Maria Isabel dos Santos é uma das milionárias da família do fundador da Jerónimo Martins, com uma parcela avaliada em cerca de 792 milhões de euros.
De Maria Isabel Martins dos Santos pouco se sabe além de que a sua fortuna advém da sua participação na Sociedade Francisco Manuel dos Santos, na qual o seu pai, que faleceu em 2018, detinha 10,5%. Tem a mesma parcela do seu primo Fernando Figueiredo dos Santos, mas não se lhe conhecem outros negócios passíveis de avaliação. A Sociedade Francisco Manuel dos Santos detém cerca de 56% da Jerónimo Martins, que na data da avaliação tinha um valor de mercado de cerca de 12,9 mil milhões de euros. As ações da empresa cotavam a 20,48 euros, o que representa um acréscimo face aos 18,19 euros registados no mesmo dia do ano passado. O grupo, dono das cadeias de distribuição Pingo Doce, Recheio, Biedronka e Ara, faturou cerca de 33,5 mil milhões de euros em 2024.
Maria Isabel Martins dos Santos, licenciada em Filosofia, chegou a trabalhar alguns anos no grupo Jerónimo Martins, no qual entrou para a área de Recursos Humanos, estando agora afastada da empresa. Fundada em 1941, a Sociedade Francisco Manuel dos Santos surgiu para consolidar o património familiar e organizar a futura herança dos seus sete filhos.
Saiba qual foi a metodologia aplicada nas avaliações
A Forbes Portugal avalia anualmente o património de cerca de cem empresários portugueses, usando para isso as suas participações em sociedades cotadas e não cotadas. Em vários casos, naqueles em que não é possível aferir as participações específicas de cada membro, ou em casos de heranças indivisas, é avaliada a posição da família como um todo. No caso da família Amorim, a única presente no ranking internacional, utilizamos os cálculos, atualizados ao dia de 2 dezembro de 2025, do site da Forbes International.
Para todas as outras foram feitas avaliações empresariais que não pretendem mais do que ser apenas o produto de uma intensa pesquisa jornalística, que resulta da consulta de informação disponível em relatórios e contas de empresas, sobretudo relativas ao exercício de 2024, de textos publicados nos órgãos de comunicação social bem como da consulta de fontes próximas. Os dados recolhidos resultam de informação pública, acessível, e a sua veracidade depende da transparência desses mesmos dados. Não nos é possível avaliar a liquidez existente em contas bancárias dos protagonistas, dentro ou fora do país, bem como as suas dívidas pessoais e outros créditos associados, tal como carteiras de ações não divulgadas, ou participações não qualificadas. Foram excluídos do estudo elementos em que as dificuldades financeiras são do domínio público.
Para encontrar o valor de mercado da empresa aplica-se o valor dos resultados antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (EBITDA), vezes o múltiplo do setor, excluindo-se ainda a dívida líquida.
Para avaliar as empresas cotadas foram tidas em conta as cotações das sociedades à data de 2 de dezembro de 2025, o mesmo acontecendo nas holdings de empresas cotadas. Nestas últimas utilizou-se o valor do mercado da casa-mãe, pois as empresas por ela detidas não podem ser livremente negociadas.
Para proceder às avaliações patrimoniais, nas holdings não cotadas foi aplicada a avaliação da soma das partes, e nas sociedades do grupo foi aplicado, individualmente ou consolidado, o método dos múltiplos EV/EBIDTA, utilizando para isso a lista dos múltiplos de Damodaran. Para encontrar o valor de mercado da empresa aplica-se o valor dos resultados antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (EBITDA), vezes o múltiplo do setor, excluindo-se ainda a dívida líquida. Nas sociedades imobiliárias, utilizou-se o valor dos capitais próprios. As empresas da banca não cotadas foram calculadas através da utilização do PER do setor aplicado sobre os lucros. Para as sociedades cotadas foi usado o valor bolsista das mesmas.





