A família do empresário Manuel Alfredo de Mello ocupa a vigésima posição do ranking das maiores fortunas nacionais segundo a Forbes Portugal, com uma fortuna avaliada em cerca de 760 milhões de euros. A revista lançou a sua lista anual dedicada aos maiores patrimónios nacionais na edição de dezembro/janeiro que se encontra agora em banca. Família a família, vamos dar-lhe a conhecer quais são as 50 mais poderosas no mundo dos negócios e quais as respetivas fortunas, avaliadas no final do ano passado.
Ligado ao setor dos óleos e dos azeites, através da holding Nuntrinveste, Manuel Alfredo de Mello tem engradecido o seu património consideravelmente nos últimos anos. O empresário é descente de Jorge de Mello, neto do industrial Alfredo Silva, fundador da CUF, e fez renascer os seus negócios após as nacionalizações do 25 de abril, época em que o património industrial familiar foi delapidado.
O Grupo Nutriveste já fatura mais de mil milhões de euros com a venda de óleos e azeite. A família de Manuel Alfredo de Mello está avaliada em cerca de 760 milhões de euros, segundo as contas da Forbes Portugal.
Dedicou-se à área agroalimentar, com a criação da Nuntriveste e da Sovena. Oliveira da Serra é a marca de azeite mais reconhecido do grupo, mas existem outras marcas como a Andorinha, a Olivari, e, nos óleos alimentares, o destaque vai para a Fula, a Vêgê e a Frigi. Fornece ainda algumas marcas da grande distribuição. O grupo é hoje um dos maiores produtores de azeites do mundo, – exporta para cerca de 70 países – sendo que a Sovena é a única empresa no mundo que integra toda a cadeia de valor: produção de azeitona, embalamento e distribuição.
Além da Sovena, o grupo tem ainda a Nutrifarms, área de negócio que se dedica à plantação e exploração de olivais próprios ou arrendados, além da gestão de lagares. Este é, segundo a empresa, um projeto integrado e único a nível mundial. O volume de negócios agregado do grupo ultrapassou já a fasquia dos mil milhões de euros – só a Sovena Portugal Consumer Goods registou receitas de quase 550 milhões de euros em 2024.
Saiba qual foi a metodologia aplicada nas avaliações
A Forbes Portugal avalia anualmente o património de cerca de cem empresários portugueses, usando para isso as suas participações em sociedades cotadas e não cotadas. Em vários casos, naqueles em que não é possível aferir as participações específicas de cada membro, ou em casos de heranças indivisas, é avaliada a posição da família como um todo. No caso da família Amorim, a única presente no ranking internacional, utilizamos os cálculos, atualizados ao dia de 2 dezembro de 2025, do site da Forbes International.
Para todas as outras foram feitas avaliações empresariais que não pretendem mais do que ser apenas o produto de uma intensa pesquisa jornalística, que resulta da consulta de informação disponível em relatórios e contas de empresas, sobretudo relativas ao exercício de 2024, de textos publicados nos órgãos de comunicação social bem como da consulta de fontes próximas. Os dados recolhidos resultam de informação pública, acessível, e a sua veracidade depende da transparência desses mesmos dados. Não nos é possível avaliar a liquidez existente em contas bancárias dos protagonistas, dentro ou fora do país, bem como as suas dívidas pessoais e outros créditos associados, tal como carteiras de ações não divulgadas, ou participações não qualificadas. Foram excluídos do estudo elementos em que as dificuldades financeiras são do domínio público.
Para encontrar o valor de mercado da empresa aplica-se o valor dos resultados antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (EBITDA), vezes o múltiplo do setor, excluindo-se ainda a dívida líquida.
Para avaliar as empresas cotadas foram tidas em conta as cotações das sociedades à data de 2 de dezembro de 2025, o mesmo acontecendo nas holdings de empresas cotadas. Nestas últimas utilizou-se o valor do mercado da casa-mãe, pois as empresas por ela detidas não podem ser livremente negociadas.
Para proceder às avaliações patrimoniais, nas holdings não cotadas foi aplicada a avaliação da soma das partes, e nas sociedades do grupo foi aplicado, individualmente ou consolidado, o método dos múltiplos EV/EBIDTA, utilizando para isso a lista dos múltiplos de Damodaran. Para encontrar o valor de mercado da empresa aplica-se o valor dos resultados antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (EBITDA), vezes o múltiplo do setor, excluindo-se ainda a dívida líquida. Nas sociedades imobiliárias, utilizou-se o valor dos capitais próprios. As empresas da banca não cotadas foram calculadas através da utilização do PER do setor aplicado sobre os lucros. Para as sociedades cotadas foi usado o valor bolsista das mesmas.





