Forbes/Os 50 Mais Ricos: Luís Portela ocupa a 17ª posição do ranking nacional

Luís Portela, impulsionador do grupo farmacêutico Bial, volta a subir no ranking dos maiores patrimónios nacionais, posicionando-se, na edição de 2025, no 17º lugar, com uma avaliação de 810 milhões de euros. A Forbes Portugal lançou a sua lista anual dedicada aos maiores patrimónios nacionais na edição de dezembro/janeiro que se encontra agora em banca.…
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Luís Portela, fundador do Grupo Bial, ocupa a 17º posição do ranking dos 50 Mais Ricos do país. A avaliação da fortuna familiar ascendia a 810 milhões de euros no final de 2025.
Líderes Listas

Luís Portela, impulsionador do grupo farmacêutico Bial, volta a subir no ranking dos maiores patrimónios nacionais, posicionando-se, na edição de 2025, no 17º lugar, com uma avaliação de 810 milhões de euros. A Forbes Portugal lançou a sua lista anual dedicada aos maiores patrimónios nacionais na edição de dezembro/janeiro que se encontra agora em banca. Família a família, vamos dar-lhe a conhecer quais são as 50 mais poderosas no mundo dos negócios e quais as respetivas fortunas, avaliadas no final do ano passado.

O empresário do Norte concentra as suas participações na Bial Holding, sendo que a empresa que mais contribui para o bolo patrimonial é a Bial, Portela e Companhia, que investiga, desenvolve e produz medicamentos. Só esta área registou receitas de 261 milhões de euros em 2024, e libertou um EBITDA de 60 milhões de euros. Foi a primeira empresa portuguesa a ter um produto patenteado à venda nas farmácias europeias e norte-americanas, o Zebinix, destinado ao tratamento da epilepsia. Entretanto a empresa prepara-se para adquirir licenças de um conjunto de medicamentos da GSK – GlaxoSmithKline, com o objetivo de comercializar em Portugal o seu portefólio na área respiratória.

A família dona do grupo farmacêutico Bial está de pedra e cal no ranking da Forbes, estando a aproximar-se cada vez mais da barreira dos mil milhões de euros de avaliação. Em 2025, a sua fortuna empresarial ascendia de 810 milhões de euros.

Na origem do Grupo Bial está um pequeno laboratório fundado no Porto pelo seu avô, Álvaro Portela, em 1924, por cima da farmácia na qual trabalhava. Luís Portela, médico de formação, assumiu, com a morte do seu pai, em 1979, a liderança do pequeno negócio tendo elevado a outro patamar a empresa familiar. Apostou na inovação e no desenvolvimento para se destacar no panorama nacional, e vários foram os prémios, destaques e certificações que recebeu ao longo da sua carreira. O grupo Bial, que mantém a sede em Portugal apesar de já ter presença física em países como os Estados Unidos, a Alemanha, a Itália, a Suíça, a Espanha, entre outros, exporta mais de 60% da sua produção. Luís Portela afastou-se da gestão da empresa e cedeu a liderança ao seu filho, António Portela, que assumiu a função de CEO em 2011.

Saiba qual foi a metodologia aplicada nas avaliações 

A Forbes Portugal avalia anualmente o património de cerca de cem empresários portugueses, usando para isso as suas participações em sociedades cotadas e não cotadas. Em vários casos, naqueles em que não é possível aferir as participações específicas de cada membro, ou em casos de heranças indivisas, é avaliada a posição da família como um todo. No caso da família Amorim, a única presente no ranking internacional, utilizamos os cálculos, atualizados ao dia de 2 dezembro de 2025, do site da Forbes International.

Para todas as outras foram feitas avaliações empresariais que não pretendem mais do que ser apenas o produto de uma intensa pesquisa jornalística, que resulta da consulta de informação disponível em relatórios e contas de empresas, sobretudo relativas ao exercício de 2024, de textos publicados nos órgãos de comunicação social bem como da consulta de fontes próximas. Os dados recolhidos resultam de informação pública, acessível, e a sua veracidade depende da transparência desses mesmos dados. Não nos é possível avaliar a liquidez existente em contas bancárias dos protagonistas, dentro ou fora do país, bem como as suas dívidas pessoais e outros créditos associados, tal como carteiras de ações não divulgadas, ou participações não qualificadas. Foram excluídos do estudo elementos em que as dificuldades financeiras são do domínio público.

Para encontrar o valor de mercado da empresa aplica-se o valor dos resultados antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (EBITDA), vezes o múltiplo do setor, excluindo-se ainda a dívida líquida.

Para avaliar as empresas cotadas foram tidas em conta as cotações das sociedades à data de 2 de dezembro de 2025, o mesmo acontecendo nas holdings de empresas cotadas. Nestas últimas utilizou-se o valor do mercado da casa-mãe, pois as empresas por ela detidas não podem ser livremente negociadas.

Para proceder às avaliações patrimoniais, nas holdings não cotadas foi aplicada a avaliação da soma das partes, e nas sociedades do grupo foi aplicado, individualmente ou consolidado, o método dos múltiplos EV/EBIDTA, utilizando para isso a lista dos múltiplos de Damodaran. Para encontrar o valor de mercado da empresa aplica-se o valor dos resultados antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (EBITDA), vezes o múltiplo do setor, excluindo-se ainda a dívida líquida. Nas sociedades imobiliárias, utilizou-se o valor dos capitais próprios. As empresas da banca não cotadas foram calculadas através da utilização do PER do setor aplicado sobre os lucros. Para as sociedades cotadas foi usado o valor bolsista das mesmas.

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