Forbes/Os 50 Mais Ricos: João Ortigão Costa, o industrial que lidera a Sugal

João Ortigão Costa subiu quatro posições no ranking dos maiores patrimónios nacionais. Na lista de 2025 o empresário dono do Grupo Sugal ocupa o 43º lugar, com uma fortuna empresarial avaliada em cerca de 349 milhões de euros, um valor que reflete uma ligeira subida face aos 325 milhões de euros apurados em 2024. A…
ebenhack/AP
João Ortigão Costa, CEO e único acionista do Grupo Sugal, ocupa a 43ª posição do ranking de 2025 dos maiores patrimónios nacionais. A sua fortuna foi avaliada, no final do ano passado, em cerca de 349 milhões de euros.
Líderes Listas

João Ortigão Costa subiu quatro posições no ranking dos maiores patrimónios nacionais. Na lista de 2025 o empresário dono do Grupo Sugal ocupa o 43º lugar, com uma fortuna empresarial avaliada em cerca de 349 milhões de euros, um valor que reflete uma ligeira subida face aos 325 milhões de euros apurados em 2024. A Forbes Portugal lançou a sua lista anual dedicada aos maiores patrimónios nacionais na edição de dezembro/janeiro passado, revista essa que se encontra ainda em banca. Família a família, vamos dar-lhe a conhecer quais são as 50 mais poderosas no mundo dos negócios e quais as respetivas fortunas, avaliadas no final do ano passado.

Na lista referente a 2023, a Forbes Portugal tinha avaliado o património familiar como um todo, porém, nesse mesmo ano, o empresário comprou a 100% desta unidade industrial aos seus irmãos, que ficaram com os outros negócios na holding Sogepoc. João Ortigão, CEO da Sugal, é agora o único acionista do grupo fundado em 1957 na Azambuja por Luís Jorge Ortigão Costa, médico veterinário, ganadeiro e empresário, falecido em 2010. Foi em 1958 que o fundador iniciou a primeira campanha de tomate na região ribatejana, ajudando a combater o desemprego local. Fundou igualmente uma coudelaria nesta localidade e adquiriu uma ganadaria em Espanha, tornando-se uma referência na tauromaquia nos dois países.

Com uma fortuna avaliada em cerca de 349 milhões de euros, João Ortigão Costa, dono da Sugal, ocupa a 43ª posição na lista de 2025 dos 50 Mais Ricos da revista Forbes Portugal.

Depois da primeira fábrica na Azambuja, a Sugal inaugurou mais uma fábrica em Benavente, e mais três unidade surgiram fora de fronteiras: uma em Espanha e duas no Chile. Hoje, o Grupo Sugal é uma multinacional agroindustrial de vocação exportadora, dedicada à produção de concentrado e outros derivados de tomate, sendo uma das referências mundiais no seu setor. Emprega 750 colaboradores, dos quais 300 em Portugal. No pico das campanhas o número de colaboradores pode atingir os mil diretos e cerca de dois mil indiretos. O Grupo Sugal registou, em 2024, um volume de negócios de cerca de 500 milhões de euros, valor do qual 40% foi realizadas no mercado nacional.

A empresa apresenta-se como sendo o segundo maior processador de tomate a nível global, com capacidade instalada para processar perto de 30 mil toneladas de tomate fresco por dia, sendo a única empresa com duas campanhas anuais (uma no hemisfério sul e outra no hemisfério norte) e uma capacidade total instalada de 2,5 milhões de toneladas de tomate fresco. Em 2024 o grupo vendeu cerca de 350 mil toneladas de produto terminado, com um crescimento permanente na ordem dos 3.4% por ano. Da produção total da Sugal, 95% é exportada para mais de 70 mercados, com grande presença na América do Sul, Europa e Japão.

Saiba qual foi a metodologia aplicada nas avaliações 

A Forbes Portugal avalia anualmente o património de cerca de cem empresários portugueses, usando para isso as suas participações em sociedades cotadas e não cotadas. Em vários casos, naqueles em que não é possível aferir as participações específicas de cada membro, ou em casos de heranças indivisas, é avaliada a posição da família como um todo. No caso da família Amorim, a única presente no ranking internacional, utilizamos os cálculos, atualizados ao dia de 2 dezembro de 2025, do site da Forbes International.

Para todas as outras foram feitas avaliações empresariais que não pretendem mais do que ser apenas o produto de uma intensa pesquisa jornalística, que resulta da consulta de informação disponível em relatórios e contas de empresas, sobretudo relativas ao exercício de 2024, de textos publicados nos órgãos de comunicação social bem como da consulta de fontes próximas. Os dados recolhidos resultam de informação pública, acessível, e a sua veracidade depende da transparência desses mesmos dados. Não nos é possível avaliar a liquidez existente em contas bancárias dos protagonistas, dentro ou fora do país, bem como as suas dívidas pessoais e outros créditos associados, tal como carteiras de ações não divulgadas, ou participações não qualificadas. Foram excluídos do estudo elementos em que as dificuldades financeiras são do domínio público.

Para encontrar o valor de mercado da empresa aplica-se o valor dos resultados antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (EBITDA), vezes o múltiplo do setor, excluindo-se ainda a dívida líquida.

Para avaliar as empresas cotadas foram tidas em conta as cotações das sociedades à data de 2 de dezembro de 2025, o mesmo acontecendo nas holdings de empresas cotadas. Nestas últimas utilizou-se o valor do mercado da casa-mãe, pois as empresas por ela detidas não podem ser livremente negociadas.

Para proceder às avaliações patrimoniais, nas holdings não cotadas foi aplicada a avaliação da soma das partes, e nas sociedades do grupo foi aplicado, individualmente ou consolidado, o método dos múltiplos EV/EBIDTA, utilizando para isso a lista dos múltiplos de Damodaran. Para encontrar o valor de mercado da empresa aplica-se o valor dos resultados antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (EBITDA), vezes o múltiplo do setor, excluindo-se ainda a dívida líquida. Nas sociedades imobiliárias, utilizou-se o valor dos capitais próprios. As empresas da banca não cotadas foram calculadas através da utilização do PER do setor aplicado sobre os lucros. Para as sociedades cotadas foi usado o valor bolsista das mesmas.

Mais Artigos