Forbes/Os 50 Mais Ricos: Fortuna da família Jervell continua acima dos mil milhões de euros

A família Jervell é a última da lista de 2025 a ultrapassar a fasquia dos mil milhões de euros de valor. Apesar de a avaliação desta edição ter descido face à de 2024, uma vez que o negócio caiu ligeiramente, a família continua a ser uma das mais poderosas no mundo empresarial. Tomás Jervell, filho…
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Tomás Jervell e a sua família estão na 13º posição da lista de 2025 dos mais ricos do país, segundo a análise da Forbes Portugal. Apesar de a avaliação ter descido um pouco face à de 2024, mantem-se acima da fasquia dos mil milhões, sendo a última acima deste valor.
Líderes Listas

A família Jervell é a última da lista de 2025 a ultrapassar a fasquia dos mil milhões de euros de valor. Apesar de a avaliação desta edição ter descido face à de 2024, uma vez que o negócio caiu ligeiramente, a família continua a ser uma das mais poderosas no mundo empresarial. Tomás Jervell, filho do falecido Tomaz Jervell, que liderou o grupo familiar durante vários anos, tomou as rédeas dos negócios há vários anos, sendo CEO do Grupo Nors desde 2006.

A Forbes Portugal lançou a sua lista anual dedicada aos maiores patrimónios nacionais na edição de dezembro/janeiro que se encontra agora em banca. Família a família, vamos dar-lhe a conhecer quais são as 50 mais poderosas no mundo dos negócios e quais as respetivas fortunas, avaliadas no final do ano passado.

A participação de 63% da família Jervell no Grupo Nors, que atua essencialmente no setor automóvel, maquinaria e mobilidade, está organizada na Prime Jervell Holding. A restante fatia está na mão da família Jensen de Leite Faria, sua sócia desde a fundação da Auto-Sueco, em 1949. O Grupo Nors registou um volume de negócios de 2,78 mil milhões de euros, e está presente em 17 países de quatro continentes.

Com uma avaliação de 1.080 milhões de euros a família Jervell, herdeira dos negócios que tiverem origem na AutoSueco, é hoje dona de 63% do Grupo Nors, que integra além desta marca, empresas como a Ascendum e a Civiparts.

Além de Portugal e Espanha, atua em mercados como os Estados Unidos, o Brasil – os dois mercados principais fora da Península Ibérica – Canadá, Angola, Áustria, entre outros. Tem atualmente uma equipa que ascende a mais de três mil colaboradores. Além da Auto-Sueco, o grupo consolida empresas como a Ascendum – que partilha com a família de Ernesto Gomes Vieira – a Civiparts, a AS Parts, entre muitas outras.

Saiba qual foi a metodologia aplicada nas avaliações 

A Forbes Portugal avalia anualmente o património de cerca de cem empresários portugueses, usando para isso as suas participações em sociedades cotadas e não cotadas. Em vários casos, naqueles em que não é possível aferir as participações específicas de cada membro, ou em casos de heranças indivisas, é avaliada a posição da família como um todo. No caso da família Amorim, a única presente no ranking internacional, utilizamos os cálculos, atualizados ao dia de 2 dezembro de 2025, do site da Forbes International.

Para todas as outras foram feitas avaliações empresariais que não pretendem mais do que ser apenas o produto de uma intensa pesquisa jornalística, que resulta da consulta de informação disponível em relatórios e contas de empresas, sobretudo relativas ao exercício de 2024, de textos publicados nos órgãos de comunicação social bem como da consulta de fontes próximas. Os dados recolhidos resultam de informação pública, acessível, e a sua veracidade depende da transparência desses mesmos dados. Não nos é possível avaliar a liquidez existente em contas bancárias dos protagonistas, dentro ou fora do país, bem como as suas dívidas pessoais e outros créditos associados, tal como carteiras de ações não divulgadas, ou participações não qualificadas. Foram excluídos do estudo elementos em que as dificuldades financeiras são do domínio público.

Para encontrar o valor de mercado da empresa aplica-se o valor dos resultados antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (EBITDA), vezes o múltiplo do setor, excluindo-se ainda a dívida líquida.

Para avaliar as empresas cotadas foram tidas em conta as cotações das sociedades à data de 2 de dezembro de 2025, o mesmo acontecendo nas holdings de empresas cotadas. Nestas últimas utilizou-se o valor do mercado da casa-mãe, pois as empresas por ela detidas não podem ser livremente negociadas.

Para proceder às avaliações patrimoniais, nas holdings não cotadas foi aplicada a avaliação da soma das partes, e nas sociedades do grupo foi aplicado, individualmente ou consolidado, o método dos múltiplos EV/EBIDTA, utilizando para isso a lista dos múltiplos de Damodaran. Para encontrar o valor de mercado da empresa aplica-se o valor dos resultados antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (EBITDA), vezes o múltiplo do setor, excluindo-se ainda a dívida líquida. Nas sociedades imobiliárias, utilizou-se o valor dos capitais próprios. As empresas da banca não cotadas foram calculadas através da utilização do PER do setor aplicado sobre os lucros. Para as sociedades cotadas foi usado o valor bolsista das mesmas.

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