Forbes/Os 50 Mais Ricos: Fernando Campo Nunes já o sétimo mais rico do país

É um dos maiores conglomerados nacionais. O Grupo Visabeira, cuja génese nasceu numa empresa fundada em 1980, para a área das infraestruturas de telecomunicações, em Viseu, por Fernando Campos Nunes e pelo seu irmão, é uma multinacional que manteve a sua sede na cidade que a viu nascer. Atua em várias frentes, como as telecomunicações…
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Fernando Campos Nunes, fundador do Grupo Visabeira, subiu três lugares e ocupa agora a sétima posição da lista de 2025 dos mais ricos de Portugal com uma avaliação de cerca de 1.898 milhões de euros, um crescimento considerável de valor face ao ano anterior.
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É um dos maiores conglomerados nacionais. O Grupo Visabeira, cuja génese nasceu numa empresa fundada em 1980, para a área das infraestruturas de telecomunicações, em Viseu, por Fernando Campos Nunes e pelo seu irmão, é uma multinacional que manteve a sua sede na cidade que a viu nascer. Atua em várias frentes, como as telecomunicações e tecnologia, a construção, a energia, passando ainda pelo turismo e pela indústria.

O empresário fundador do conglomerado é hoje um dos homens mais ricos do país. A Forbes Portugal lançou a sua lista anual dedicada aos maiores patrimónios nacionais na edição de dezembro/janeiro que se encontra agora em banca. A avaliação da Forbes Portugal atribuiu ao empresário de Viseu uma fortuna de cerca de 1.898 milhões de euros, o que representa um considerável crescimento de valor face ao do ano anterior, cuja fortuna estava nos 1.596 milhões de euros. Subiu assim da décima posição para a sétima posição do ranking dos maiores patrimónios nacionais.

Fernando Campos Nunes, fundador do Grupo Visabeira, subiu três lugares e ocupa agora a sétima posição da lista de 2025 dos mais ricos de Portugal com uma avaliação de cerca de 1.898 milhões de euros. Este foi um crescimento de valor considerável face ao ano anterior.

Ao longo destes 45 anos de atividade, o grupo tem crescido a um grande ritmo, sobretudo na expansão internacional. Em 2024, o volume de negócios da Visabeira atingiu os 2.093 milhões de euros, o que representou um acréscimo de 24% face às receitas geradas em 2023, e libertou um EBITDA de 244 milhões de euros, um crescimento de 4%.

Com presença em 18 países, ocupa mais de 13 mil colaboradores nas várias áreas de atividade. Está dividido em três sub-holdings: a Visabeira Global, que acumula as telecomunicações, a tecnologia, a energia e a construção e contribui com a larga maioria das receitas; a Visabeira Indústria, que acumula a Vista Alegre Atlantis e a Bordalo Pinheiro; e a Visabeira Turismo e Imobiliário que controla a marca hoteleira Montebelo, em Portugal, e Girassol, em Moçambique, país onde também explora o Parque Nacional da Gorongosa.

Saiba qual foi a metodologia aplicada nas avaliações 

A Forbes Portugal avalia anualmente o património de cerca de cem empresários portugueses, usando para isso as suas participações em sociedades cotadas e não cotadas. Em vários casos, naqueles em que não é possível aferir as participações específicas de cada membro, ou em casos de heranças indivisas, é avaliada a posição da família como um todo. No caso da família Amorim, a única presente no ranking internacional, utilizamos os cálculos, atualizados ao dia de 2 dezembro de 2025, do site da Forbes International.

Para todas as outras foram feitas avaliações empresariais que não pretendem mais do que ser apenas o produto de uma intensa pesquisa jornalística, que resulta da consulta de informação disponível em relatórios e contas de empresas, sobretudo relativas ao exercício de 2024, de textos publicados nos órgãos de comunicação social bem como da consulta de fontes próximas. Os dados recolhidos resultam de informação pública, acessível, e a sua veracidade depende da transparência desses mesmos dados. Não nos é possível avaliar a liquidez existente em contas bancárias dos protagonistas, dentro ou fora do país, bem como as suas dívidas pessoais e outros créditos associados, tal como carteiras de ações não divulgadas, ou participações não qualificadas. Foram excluídos do estudo elementos em que as dificuldades financeiras são do domínio público.

Para encontrar o valor de mercado da empresa aplica-se o valor dos resultados antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (EBITDA), vezes o múltiplo do setor, excluindo-se ainda a dívida líquida.

Para avaliar as empresas cotadas foram tidas em conta as cotações das sociedades à data de 2 de dezembro de 2025, o mesmo acontecendo nas holdings de empresas cotadas. Nestas últimas utilizou-se o valor do mercado da casa-mãe, pois as empresas por ela detidas não podem ser livremente negociadas.

Para proceder às avaliações patrimoniais, nas holdings não cotadas foi aplicada a avaliação da soma das partes, e nas sociedades do grupo foi aplicado, individualmente ou consolidado, o método dos múltiplos EV/EBIDTA, utilizando para isso a lista dos múltiplos de Damodaran. Para encontrar o valor de mercado da empresa aplica-se o valor dos resultados antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (EBITDA), vezes o múltiplo do setor, excluindo-se ainda a dívida líquida. Nas sociedades imobiliárias, utilizou-se o valor dos capitais próprios. As empresas da banca não cotadas foram calculadas através da utilização do PER do setor aplicado sobre os lucros. Para as sociedades cotadas foi usado o valor bolsista das mesmas.

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