Forbes/Os 50 Mais Ricos: Família Soares dos Santos volta ao segundo lugar do pódio

São sete os filhos de Alexandre Soares dos Santos que partilham entre si a fortuna deixada pelo pai, falecido em 2019 aos 84 anos de idade. A família voltou este ano à segunda posição da lista dos maiores patrimónios nacionais, depois de as ações da Jerónimo Martins, o seu maior ativo, terem subido face à…
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Depois de, na lista de 2024, ter sido ultrapassada pela família Guimarães de Mello, o clã herdeiro de Alexandre Soares dos Santos voltou à segunda posição da lista dos mais ricos da Forbes, com uma avaliação de 3,2 mil milhões de euros.
Líderes Listas

São sete os filhos de Alexandre Soares dos Santos que partilham entre si a fortuna deixada pelo pai, falecido em 2019 aos 84 anos de idade. A família voltou este ano à segunda posição da lista dos maiores patrimónios nacionais, depois de as ações da Jerónimo Martins, o seu maior ativo, terem subido face à avaliação de 2024. Em conjunto, os vários elementos detêm uma fortuna de cerca de 3.200 milhões de euros, sustentada nas suas ações da companhia de distribuição cotada em bolsa. A Forbes Portugal lançou a sua lista anual dedicada aos maiores patrimónios nacionais na edição de dezembro/janeiro que se encontra agora em banca. Família a família, vamos dar-lhe a conhecer quais são as 50 mais poderosas no mundo dos negócios e quais as respetivas fortunas, avaliadas no final do ano passado.

Com mais de 230 anos de história, o grupo Jerónimo Martins teve origem numa mercearia da capital, fundada por um jovem galego, Jerónimo Martins, que fornecia na época a casa real. Contudo, foi pela mão de Alexandre Soares dos Santos que o pequeno negócio deu origem ao império da distribuição que é atualmente. Os rostos mais mediáticos da família são Pedro, Francisco e José, que entraram no negócio familiar há vários anos. Pedro Soares do Santos entrou na Jerónimo Martins em 1983 e fez carreira dentro da companhia dona de marcas de distribuição como a Pingo Doce. Este executivo é  presidente do Conselho de Administração desde 2013.

A família do falecido Alexandre Soares dos Santos detém uma riqueza de cerca de 3,2 mil milhões de euros, sendo esta sustentada essencialmente na sua participação na Jerónimo Martins. O grupo de distribuição faturou 33,5 mil milhões de euros em 2024, um crescimento de 9,3% face ao ano anterior.

Os herdeiros de Soares dos Santos detêm uma participação maioritária na Sociedade Francisco Manuel dos Santos BV, dona de cerca de 56% da Jerónimo Martins, empresa familiar partilhada por outros elementos como os primos Fernando Figueiredo dos Santos e Maria Isabel dos Santos. A empresa cotada vale cerca de 12,89 mil milhões de euros em bolsa e as suas ações cotavam a 20,48 euros no dia 2 de dezembro. Um ano antes o papel da companhia cotava a 18,19 euros, tendo o seu valor caído cerca de 20% face à avaliação de 2023.

O grupo Jerónimo Martins faturou qualquer coisa como 33,5 mil milhões de euros em 2024, o que representou um crescimento de 9,3% face ao ano anterior. O EBITDA subiu 2,9% para os 2,2 mil milhões de euros e os lucros atingiram os 599 milhões de euros. Com quase 140 mil colaboradores, o grupo tem a maior fatia do seu negócio na Polónia através da marca de supermercado Biedronka. Em Portugal detém 489 lojas Pingo Doce e 43 lojas Recheio.

Saiba qual foi a metodologia aplicada nas avaliações 

A Forbes Portugal avalia anualmente o património de cerca de cem empresários portugueses, usando para isso as suas participações em sociedades cotadas e não cotadas. Em vários casos, naqueles em que não é possível aferir as participações específicas de cada membro, ou em casos de heranças indivisas, é avaliada a posição da família como um todo. No caso da família Amorim, a única presente no ranking internacional, utilizamos os cálculos, atualizados ao dia de 2 dezembro de 2025, do site da Forbes International.

Para todas as outras foram feitas avaliações empresariais que não pretendem mais do que ser apenas o produto de uma intensa pesquisa jornalística, que resulta da consulta de informação disponível em relatórios e contas de empresas, sobretudo relativas ao exercício de 2024, de textos publicados nos órgãos de comunicação social bem como da consulta de fontes próximas. Os dados recolhidos resultam de informação pública, acessível, e a sua veracidade depende da transparência desses mesmos dados. Não nos é possível avaliar a liquidez existente em contas bancárias dos protagonistas, dentro ou fora do país, bem como as suas dívidas pessoais e outros créditos associados, tal como carteiras de ações não divulgadas, ou participações não qualificadas. Foram excluídos do estudo elementos em que as dificuldades financeiras são do domínio público.

Para encontrar o valor de mercado da empresa aplica-se o valor dos resultados antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (EBITDA), vezes o múltiplo do setor, excluindo-se ainda a dívida líquida.

Para avaliar as empresas cotadas foram tidas em conta as cotações das sociedades à data de 2 de dezembro de 2025, o mesmo acontecendo nas holdings de empresas cotadas. Nestas últimas utilizou-se o valor do mercado da casa-mãe, pois as empresas por ela detidas não podem ser livremente negociadas.

Para proceder às avaliações patrimoniais, nas holdings não cotadas foi aplicada a avaliação da soma das partes, e nas sociedades do grupo foi aplicado, individualmente ou consolidado, o método dos múltiplos EV/EBIDTA, utilizando para isso a lista dos múltiplos de Damodaran. Para encontrar o valor de mercado da empresa aplica-se o valor dos resultados antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (EBITDA), vezes o múltiplo do setor, excluindo-se ainda a dívida líquida. Nas sociedades imobiliárias, utilizou-se o valor dos capitais próprios. As empresas da banca não cotadas foram calculadas através da utilização do PER do setor aplicado sobre os lucros. Para as sociedades cotadas foi usado o valor bolsista das mesmas.

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