A família Santos, fundadora do grupo agroalimentar Valouro, na região de Torres Vedras, está presente mais uma vez na lista dos maiores patrimónios nacionais, tendo subido ligeiramente de valor face à avaliação de 2024. No ranking de 2025, a sua fortuna ultrapassa o patamar dos 500 milhões de euros, situando-se esta edição na 30ª posição. Embora tenha descido uma posição, a sua avaliação foi superior em 77 milhões de euros. A Forbes Portugal lançou a sua lista anual dedicada aos maiores patrimónios nacionais na edição de dezembro/janeiro que se encontra agora em banca. Família a família, vamos dar-lhe a conhecer quais são as 50 mais poderosas no mundo dos negócios e quais as respetivas fortunas, avaliadas no final do ano passado.
Remonta a 1875 a origem do negócio da família, com um pequeno negócio da venda de aves em Lisboa, que foi crescendo de importância ao longo das décadas. Na época, os seus antepassados compravam animais vivos a pequenos produtores de quintas nos arredores de Lisboa, abatiam-nos e vendiam a carne na Praça da Figueira. Foi na década de 60 que os gémeos António José e José António agarram no negócio e iniciam a industrialização do mesmo nomeadamente com a criação de um centro de abate na Marteleira, na Lourinhã. Inaugurada em 1981, a fábrica de Rações Valouro foi um dos investimentos mais bem-sucedidos do grupo e aquele que acabou por catapultar o negócio familiar para patamares mais elevados.
Posicionada no 30º lugar do ranking das maiores fortunas nacionais, a família Santos, dona do Grupo Valouro, acumula uma riqueza patrimonial que ascendias aos 502 milhões de euros no final de 2025.
Atualmente o Grupo Valouro está completamente verticalizado e atua em áreas como a agricultura, a distribuição e comércio alimentar, a produção e engorda de aves, o abate e transformação de carnes, a produção de alimentos compostos para animais, os transportes e a produção de energia. É um dos maiores grupos nacionais com mais de 30 empresas e acumula marcas como a Valouro, a Kilom, a Avibom, a CrizAves, a Solara, a Interaves, a Ovo D’Ouro, entre outras. A família é ainda proprietária da Herdade Daroeira, em Alvalade do Sado, no concelho de Santiago do Cacém, um complexo produtivo sustentável, com mais de 1.2590 hectares.
Saiba qual foi a metodologia aplicada nas avaliações
A Forbes Portugal avalia anualmente o património de cerca de cem empresários portugueses, usando para isso as suas participações em sociedades cotadas e não cotadas. Em vários casos, naqueles em que não é possível aferir as participações específicas de cada membro, ou em casos de heranças indivisas, é avaliada a posição da família como um todo. No caso da família Amorim, a única presente no ranking internacional, utilizamos os cálculos, atualizados ao dia de 2 dezembro de 2025, do site da Forbes International.
Para todas as outras foram feitas avaliações empresariais que não pretendem mais do que ser apenas o produto de uma intensa pesquisa jornalística, que resulta da consulta de informação disponível em relatórios e contas de empresas, sobretudo relativas ao exercício de 2024, de textos publicados nos órgãos de comunicação social bem como da consulta de fontes próximas. Os dados recolhidos resultam de informação pública, acessível, e a sua veracidade depende da transparência desses mesmos dados. Não nos é possível avaliar a liquidez existente em contas bancárias dos protagonistas, dentro ou fora do país, bem como as suas dívidas pessoais e outros créditos associados, tal como carteiras de ações não divulgadas, ou participações não qualificadas. Foram excluídos do estudo elementos em que as dificuldades financeiras são do domínio público.
Para encontrar o valor de mercado da empresa aplica-se o valor dos resultados antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (EBITDA), vezes o múltiplo do setor, excluindo-se ainda a dívida líquida.
Para avaliar as empresas cotadas foram tidas em conta as cotações das sociedades à data de 2 de dezembro de 2025, o mesmo acontecendo nas holdings de empresas cotadas. Nestas últimas utilizou-se o valor do mercado da casa-mãe, pois as empresas por ela detidas não podem ser livremente negociadas.
Para proceder às avaliações patrimoniais, nas holdings não cotadas foi aplicada a avaliação da soma das partes, e nas sociedades do grupo foi aplicado, individualmente ou consolidado, o método dos múltiplos EV/EBIDTA, utilizando para isso a lista dos múltiplos de Damodaran. Para encontrar o valor de mercado da empresa aplica-se o valor dos resultados antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (EBITDA), vezes o múltiplo do setor, excluindo-se ainda a dívida líquida. Nas sociedades imobiliárias, utilizou-se o valor dos capitais próprios. As empresas da banca não cotadas foram calculadas através da utilização do PER do setor aplicado sobre os lucros. Para as sociedades cotadas foi usado o valor bolsista das mesmas.





