A família Jensen Leite Faria, sócia da família Jervell no Grupo Nors, está presente mais uma vez na lista dos 50 Mais Ricos do país. Na análise de 2025, é atribuído ao núcleo familiar uma parcela de 531 milhões de euros, tendo ficado, esta edição fora do top25. No ano passado, a família ocupava a 24º posição do ranking, com um valor ligeiramente acima. A Forbes Portugal lançou a sua lista anual dedicada aos maiores patrimónios nacionais na edição de dezembro/janeiro que se encontra agora em banca. Família a família, vamos dar-lhe a conhecer quais são as 50 mais poderosas no mundo dos negócios e quais as respetivas fortunas, avaliadas no final do ano passado.
A história dos negócios familiares começou há várias décadas anos, quando, em 1933, Luiz Óscar Jervell se tornou representante da marca Volvo em Portugal. Anos mais tarde, em 1949 é fundada a Auto-Sueco, como resultado da amizade entre Luís Oscar Jervell e Ingvar Poppe Jensen, inspetor norueguês da Volvo que se instalou no nosso país.
A família dona de uma parcela do Grupo Nors, que fatura cerca de 2,78 mil milhões de euros, está na 26ª posição do ranking dos mais ricos de Portugal. A sua fortuna ascenderá a mais de 530 milhões de euros.
Os descendentes de Ingvar Poppe Jensen – José, Filipe e Pedro Jensen Leite Faria, e outros familiares -, detém, através da sua holding Cadena – Sociedade Gestora de Participações Sociais, cerca de 31% do Grupo Nors. José Jensen Leite Faria, 54 anos, é o rosto mais visível dos negócios e está no Grupo Nors desde 1998. É atualmente membro da comissão executiva, ocupando a função de COO (Chief Operating Officer) da empresa.
O Grupo Nors, que atua essencialmente no setor automóvel, maquinaria e mobilidade, registou um volume de negócios de 2,78 mil milhões de euros em 2024 e está presente em 17 países de quatro continentes. Além de Portugal e Espanha, atua em mercados como os Estados Unidos, o Brasil – os dois mercados principais fora da Península Ibérica – Canadá, Angola, Áustria, entre outros. Tem atualmente uma equipa que ascende a mais de três mil colaboradores. Além da Auto-Sueco, o grupo consolida empresas como a Ascendum – que partilha com a família de Ernesto Gomes Vieira – a Civiparts, a AS Parts, entre muitas outras.
Saiba qual foi a metodologia aplicada nas avaliações
A Forbes Portugal avalia anualmente o património de cerca de cem empresários portugueses, usando para isso as suas participações em sociedades cotadas e não cotadas. Em vários casos, naqueles em que não é possível aferir as participações específicas de cada membro, ou em casos de heranças indivisas, é avaliada a posição da família como um todo. No caso da família Amorim, a única presente no ranking internacional, utilizamos os cálculos, atualizados ao dia de 2 dezembro de 2025, do site da Forbes International.
Para todas as outras foram feitas avaliações empresariais que não pretendem mais do que ser apenas o produto de uma intensa pesquisa jornalística, que resulta da consulta de informação disponível em relatórios e contas de empresas, sobretudo relativas ao exercício de 2024, de textos publicados nos órgãos de comunicação social bem como da consulta de fontes próximas. Os dados recolhidos resultam de informação pública, acessível, e a sua veracidade depende da transparência desses mesmos dados. Não nos é possível avaliar a liquidez existente em contas bancárias dos protagonistas, dentro ou fora do país, bem como as suas dívidas pessoais e outros créditos associados, tal como carteiras de ações não divulgadas, ou participações não qualificadas. Foram excluídos do estudo elementos em que as dificuldades financeiras são do domínio público.
Para encontrar o valor de mercado da empresa aplica-se o valor dos resultados antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (EBITDA), vezes o múltiplo do setor, excluindo-se ainda a dívida líquida.
Para avaliar as empresas cotadas foram tidas em conta as cotações das sociedades à data de 2 de dezembro de 2025, o mesmo acontecendo nas holdings de empresas cotadas. Nestas últimas utilizou-se o valor do mercado da casa-mãe, pois as empresas por ela detidas não podem ser livremente negociadas.
Para proceder às avaliações patrimoniais, nas holdings não cotadas foi aplicada a avaliação da soma das partes, e nas sociedades do grupo foi aplicado, individualmente ou consolidado, o método dos múltiplos EV/EBIDTA, utilizando para isso a lista dos múltiplos de Damodaran. Para encontrar o valor de mercado da empresa aplica-se o valor dos resultados antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (EBITDA), vezes o múltiplo do setor, excluindo-se ainda a dívida líquida. Nas sociedades imobiliárias, utilizou-se o valor dos capitais próprios. As empresas da banca não cotadas foram calculadas através da utilização do PER do setor aplicado sobre os lucros. Para as sociedades cotadas foi usado o valor bolsista das mesmas.





