Os irmãos Vítor Silva Ribeiro e José Alves Ribeiro têm sido o rosto mais visível do crescimento dos negócios da família Alves Ribeiro. Discreta, a família está longe dos holofotes da vida pública, mantendo-se praticamente desconhecida fora da esfera dos negócios. A avaliação anual da Forbes Portugal atribui-lhe um património empresarial de cerca de 1 790 milhões de euros, um valor praticamente idêntico ao do ano passado.
A revista lançou a sua lista anual dedicada aos maiores patrimónios nacionais na edição de dezembro/janeiro que se encontra agora em banca. Família a família, vamos dar-lhe a conhecer quais são as 50 mais poderosas no mundo dos negócios e quais as respetivas fortunas, avaliadas no final do ano passado.
A família Alves Ribeiro é proprietária da Alves Ribeiro Construção, da Mundicenter e do Banco Invest. Está na oitava posição da lista dos 50 Mais Ricos da Forbes Portugal, com uma avaliação de cerca de 1.790 milhões de euros.
A família Alves Ribeiro controla, através da holding Alrisa, a totalidade do capital da construtora Alves Ribeiro, do Banco Invest e da Mundicenter, dona de nove centros comerciais, entre eles Amoreiras e o OeirasParque, e do Lumen Hotel, em Lisboa. A construção está na base da fortuna familiar. Foi em 1931 que Artur Fernandes Alves Ribeiro, o patriarca iniciou o negócio em nome individual, tendo fundado a construtora Alves Ribeiro em 1941, para a construção civil e obras públicas, sobretudo estrada e aeroportos.

Entre 1931 e 1941, a maior obra realizada foi a construção da Av. Gago Coutinho e a Av. Almirante Reis em Lisboa. Em 2024, a construtora fatura cerca de 335 milhões de euros, mas esta área de negócio já não é a que pesa mais na fortuna familiar. A gestão de centros comerciais é, a par com o Banco Invest, os dois grandes negócios do grupo. A Mundicenter registou um volume de negócios agregado de todos os lojistas de cerca de 873 milhões de euros, tendo o negócio libertado um EBITDA de quase 60 milhões de euros. O Banco Invest, por sua vez, registou resultados líquidos de 22,5 milhões de euros.
Saiba qual foi a metodologia aplicada nas avaliações
A Forbes Portugal avalia anualmente o património de cerca de cem empresários portugueses, usando para isso as suas participações em sociedades cotadas e não cotadas. Em vários casos, naqueles em que não é possível aferir as participações específicas de cada membro, ou em casos de heranças indivisas, é avaliada a posição da família como um todo. No caso da família Amorim, a única presente no ranking internacional, utilizamos os cálculos, atualizados ao dia de 2 dezembro de 2025, do site da Forbes International.
Para todas as outras foram feitas avaliações empresariais que não pretendem mais do que ser apenas o produto de uma intensa pesquisa jornalística, que resulta da consulta de informação disponível em relatórios e contas de empresas, sobretudo relativas ao exercício de 2024, de textos publicados nos órgãos de comunicação social bem como da consulta de fontes próximas. Os dados recolhidos resultam de informação pública, acessível, e a sua veracidade depende da transparência desses mesmos dados. Não nos é possível avaliar a liquidez existente em contas bancárias dos protagonistas, dentro ou fora do país, bem como as suas dívidas pessoais e outros créditos associados, tal como carteiras de ações não divulgadas, ou participações não qualificadas. Foram excluídos do estudo elementos em que as dificuldades financeiras são do domínio público.
Para encontrar o valor de mercado da empresa aplica-se o valor dos resultados antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (EBITDA), vezes o múltiplo do setor, excluindo-se ainda a dívida líquida.
Para avaliar as empresas cotadas foram tidas em conta as cotações das sociedades à data de 2 de dezembro de 2025, o mesmo acontecendo nas holdings de empresas cotadas. Nestas últimas utilizou-se o valor do mercado da casa-mãe, pois as empresas por ela detidas não podem ser livremente negociadas.
Para proceder às avaliações patrimoniais, nas holdings não cotadas foi aplicada a avaliação da soma das partes, e nas sociedades do grupo foi aplicado, individualmente ou consolidado, o método dos múltiplos EV/EBIDTA, utilizando para isso a lista dos múltiplos de Damodaran. Para encontrar o valor de mercado da empresa aplica-se o valor dos resultados antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (EBITDA), vezes o múltiplo do setor, excluindo-se ainda a dívida líquida. Nas sociedades imobiliárias, utilizou-se o valor dos capitais próprios. As empresas da banca não cotadas foram calculadas através da utilização do PER do setor aplicado sobre os lucros. Para as sociedades cotadas foi usado o valor bolsista das mesmas.





