O fundador do Grupo Pestana ascendeu esta edição à quinta posição do ranking dos 50 Mais Ricos da Forbes Portugal. Dionísio Pestana, que na lista de 2024 se encontrava em sexto lugar, vê o seu património valorizar em mais de 230 milhões de euros, estando muito próximo de atingir os dois mil milhões de euros de património. A Forbes Portugal lançou a sua lista anual dedicada aos maiores patrimónios nacionais na edição de dezembro/janeiro que se encontra agora em banca. Família a família, vamos dar-lhe a conhecer quais são as 50 mais poderosas no mundo dos negócios e quais as respetivas fortunas, avaliadas no final do ano passado.
O empresário nacional fundou, em 1972, com o seu pai, Manuel Pestana, o grupo Pestana, tendo como base uma pequena unidade hoteleira da família, o Hotel Atlântico, situado na ilha da Madeira. Hoje, nesse local, está instalado o Pestana Carlton Madeira.
O empresário do setor hoteleiro fundou na Ilha da Madeira a génese do Grupo Pestana. Dionísio Pestana tem subido consistentemente no ranking das maiores fortunas nacionais, tendo alcançado em 2025 a quinta posição da lista.
Nos últimos anos a avaliação do maior império hoteleiro nacional tem registado uma curva ascendente, pois o grupo não para de crescer: da Madeira passou para o Algarve, para Lisboa e o primeiro hotel fora de fronteiras abriu em 1998, primeiro em Moçambique e depois no Brasil. Hoje está presente em 16 países, e dispõe de uma rede de 110 hotéis, com uma oferta total de 7 591 no final de 2024. O Grupo Pestana é hoje uma das maiores cadeias hoteleiras da Europa. As suas unidades estão divididas por quatro marcas: Pestana Hotels & Resorts, Pestana Pousadas de Portugal, Pestana Collection Hotels e Pestana CR7 Lifestyle Hotels. Além disso o empresário detém ainda outros ativos, como o Casino da Madeira e a Empresa de Cervejas da Madeira.
Em 2024, as suas receitas atingiram os 652 milhões de euros, e a atividade libertou um EBITDA de 206 milhões de euros, um crescimento de 58%, o que teve impacto na avaliação do grupo. O negócio registou ainda a vantagem de ter reduzido a dívida líquida, o que contribuiu para uma melhor avaliação nesta edição dos 50 Mais Ricos.
Saiba qual foi a metodologia aplicada nas avaliações
A Forbes Portugal avalia anualmente o património de cerca de cem empresários portugueses, usando para isso as suas participações em sociedades cotadas e não cotadas. Em vários casos, naqueles em que não é possível aferir as participações específicas de cada membro, ou em casos de heranças indivisas, é avaliada a posição da família como um todo. No caso da família Amorim, a única presente no ranking internacional, utilizamos os cálculos, atualizados ao dia de 2 dezembro de 2025, do site da Forbes International.
Para todas as outras foram feitas avaliações empresariais que não pretendem mais do que ser apenas o produto de uma intensa pesquisa jornalística, que resulta da consulta de informação disponível em relatórios e contas de empresas, sobretudo relativas ao exercício de 2024, de textos publicados nos órgãos de comunicação social bem como da consulta de fontes próximas. Os dados recolhidos resultam de informação pública, acessível, e a sua veracidade depende da transparência desses mesmos dados. Não nos é possível avaliar a liquidez existente em contas bancárias dos protagonistas, dentro ou fora do país, bem como as suas dívidas pessoais e outros créditos associados, tal como carteiras de ações não divulgadas, ou participações não qualificadas. Foram excluídos do estudo elementos em que as dificuldades financeiras são do domínio público.
Para encontrar o valor de mercado da empresa aplica-se o valor dos resultados antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (EBITDA), vezes o múltiplo do setor, excluindo-se ainda a dívida líquida.
Para avaliar as empresas cotadas foram tidas em conta as cotações das sociedades à data de 2 de dezembro de 2025, o mesmo acontecendo nas holdings de empresas cotadas. Nestas últimas utilizou-se o valor do mercado da casa-mãe, pois as empresas por ela detidas não podem ser livremente negociadas.
Para proceder às avaliações patrimoniais, nas holdings não cotadas foi aplicada a avaliação da soma das partes, e nas sociedades do grupo foi aplicado, individualmente ou consolidado, o método dos múltiplos EV/EBIDTA, utilizando para isso a lista dos múltiplos de Damodaran. Para encontrar o valor de mercado da empresa aplica-se o valor dos resultados antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (EBITDA), vezes o múltiplo do setor, excluindo-se ainda a dívida líquida. Nas sociedades imobiliárias, utilizou-se o valor dos capitais próprios. As empresas da banca não cotadas foram calculadas através da utilização do PER do setor aplicado sobre os lucros. Para as sociedades cotadas foi usado o valor bolsista das mesmas.





