Irmã e sócia de António Vila Nova, Beatriz e o seu marido António Martins Carneiro são acionistas do grupo Cofemel, dono da Tiffosi e da Vilanova, e de uma parte da rede de hospitais Trofa Saúde. Na edição de 2025, a dupla subiu da 44º posição para a 41ª com uma fortuna avaliada em cerca de 376 milhões de euros, contra os 336 milhões de valor na lista de 2024. A Forbes Portugal lançou a sua lista anual dedicada aos maiores patrimónios nacionais na edição de dezembro/janeiro passado, revista que se encontra agora em banca. Família a família, vamos dar-lhe a conhecer quais são as 50 mais poderosas no mundo dos negócios e quais as respetivas fortunas, avaliadas no final do ano passado.
O casal é acionista do Grupo Vila Nova Carneiro, que partilha com António Vila Nova, acionista maioritário, através da holding HonraValor SGPS, que consolida a sua participação no grupo Trofa Saúde, cerca de 35% da Vila Nova Carneiro SA, e 50% da VNCI Participações, holding destinada sobretudo a investimentos imobiliários.
Beatriz Vila Nova e o seu marido, António Martins Carneiro, estão posicionados na 41ª posição da lista de 2025 dos milionários da Forbes Portugal, com uma avaliação de cerca de 376 milhões de euros.
Beatriz Vila Nova já fora sócia anteriormente dos irmãos António e Filipe Vilanova na sociedade IVN – Irmãos Vila Nova, empresa que fundou a marca de jeans Salsa, em Vila Nova de Famalicão. Em 2008, Beatriz e António desinvestem no negócio familiar e vendem a sua parcela ao irmão Filipe, que acaba por vender à Sonae todo o grupo empresarial em 2016. Entretanto, os dois irmãos e António Martins Carneiro compraram a Cofemel, empresa que detinha a marca Tiffosi, e que atravessava dificuldades. Os novos acionistas conseguem dar a volta à marca, e fazem crescer a insígnia, com uma nova estratégia de negócio, mais definida e focada no produto. De seguida, lançaram uma marca própria, a Vilanova, inicialmente virada para o mercado dos acessórios, mas que já comercializa vestuário.
O grupo Trofa Saúde é hoje um importante ativo da família Vila Nova. Nesta empresa é ainda acionista o irmão José Vila Nova, vice-presidente do grupo, que está na origem da fundação desta área de negócio, que se iniciou com uma unidade, a Casa de Saúde da Trofa, em 1999. Foi a partir desta unidade que a rede de saúde privada cresceu de forma acelerada a partir do novo milénio. Atualmente o grupo é composto por 26 hospitais e clínicas privadas, na região Norte, e emprega mais de seis mil funcionários.
Saiba qual foi a metodologia aplicada nas avaliações
A Forbes Portugal avalia anualmente o património de cerca de cem empresários portugueses, usando para isso as suas participações em sociedades cotadas e não cotadas. Em vários casos, naqueles em que não é possível aferir as participações específicas de cada membro, ou em casos de heranças indivisas, é avaliada a posição da família como um todo. No caso da família Amorim, a única presente no ranking internacional, utilizamos os cálculos, atualizados ao dia de 2 dezembro de 2025, do site da Forbes International.
Para todas as outras foram feitas avaliações empresariais que não pretendem mais do que ser apenas o produto de uma intensa pesquisa jornalística, que resulta da consulta de informação disponível em relatórios e contas de empresas, sobretudo relativas ao exercício de 2024, de textos publicados nos órgãos de comunicação social bem como da consulta de fontes próximas. Os dados recolhidos resultam de informação pública, acessível, e a sua veracidade depende da transparência desses mesmos dados. Não nos é possível avaliar a liquidez existente em contas bancárias dos protagonistas, dentro ou fora do país, bem como as suas dívidas pessoais e outros créditos associados, tal como carteiras de ações não divulgadas, ou participações não qualificadas. Foram excluídos do estudo elementos em que as dificuldades financeiras são do domínio público.
Para encontrar o valor de mercado da empresa aplica-se o valor dos resultados antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (EBITDA), vezes o múltiplo do setor, excluindo-se ainda a dívida líquida.
Para avaliar as empresas cotadas foram tidas em conta as cotações das sociedades à data de 2 de dezembro de 2025, o mesmo acontecendo nas holdings de empresas cotadas. Nestas últimas utilizou-se o valor do mercado da casa-mãe, pois as empresas por ela detidas não podem ser livremente negociadas.
Para proceder às avaliações patrimoniais, nas holdings não cotadas foi aplicada a avaliação da soma das partes, e nas sociedades do grupo foi aplicado, individualmente ou consolidado, o método dos múltiplos EV/EBIDTA, utilizando para isso a lista dos múltiplos de Damodaran. Para encontrar o valor de mercado da empresa aplica-se o valor dos resultados antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (EBITDA), vezes o múltiplo do setor, excluindo-se ainda a dívida líquida. Nas sociedades imobiliárias, utilizou-se o valor dos capitais próprios. As empresas da banca não cotadas foram calculadas através da utilização do PER do setor aplicado sobre os lucros. Para as sociedades cotadas foi usado o valor bolsista das mesmas.





