Forbes/Os 50 Mais Ricos: Conheça a fortuna da família Guedes, dona da Sogrape

A família Guedes, acionista da Sogrape, voltou a entrar na shortlist dos maiores patrimónios nacionais, ocupando, na lista de 2025 da Forbes Portugal, a 49ª posição. A fortuna familiar subiu, em relação à edição de 2023, na qual estava no 44º lugar, com uma avaliação de 244 milhões de euros. No final do ano passado,…
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A família Guedes, dona da Sogrape, ocupa a 49ª posição do ranking de 2025 dos Mais Ricos da Forbes Portugal. O seu principal negócio, a empresa produtora e distribuidora de vinhos, é o que mais contribui para a avaliação de 289 milhões de euros.
Líderes Listas

A família Guedes, acionista da Sogrape, voltou a entrar na shortlist dos maiores patrimónios nacionais, ocupando, na lista de 2025 da Forbes Portugal, a 49ª posição. A fortuna familiar subiu, em relação à edição de 2023, na qual estava no 44º lugar, com uma avaliação de 244 milhões de euros. No final do ano passado, a família detinha um património de cerca de 289 milhões de euros, segundo a nossa avaliação. A Forbes Portugal lançou a sua lista anual dedicada aos maiores patrimónios nacionais na edição de dezembro/janeiro passado, revista que se encontra ainda em banca. Família a família, damos-lhe a conhecer as 50 mais poderosas no mundo dos negócios e quais as respetivas fortunas, avaliadas no final do ano passado.

Com sede em Vila Nova de Gaia, a Sogrape, reconhecida mundialmente pelo seu Mateus Rosé, ocupa hoje uma força de trabalho de cerca de 1.100 colaboradores. É a maior empresa nacional no setor dos vinhos, detendo 30 marcas com presença em 120 mercados. Explora 25 quintas onde tem plantadas 77 castas em mais de 1.600 hectares de vinha. Com 19 adegas, vende cerca de 150 garrafas por minuto.

Situada na 49ª posição do ranking dos 50 Mais Ricos de Portugal, a família Guedes, dona da Sogrape, criadora do Mateus Rosé, tem uma fortuna de cerca de 289 milhões de euros.

A origem do negócio remonta a 1942, pela mão do empresário Fernando Van Zeller Guedes, que fundou a Sogrape numa adega em Vila Real, com a criação de um vinho inovador para a época, o famoso Mateus Rosé. O empreendedor faleceu em 1987, aos 84, tendo o seu filho, Fernando Guedes tomado as rédeas do negócio, até ao seu falecimento, no ano 2000. O negócio continuou a crescer pela mão do neto Salvador da Cunha Guedes, filho de Fernando, o primeiro elemento da terceira geração a chegar a CEO, cargo que ocupou até 2015, tendo passado depois passado a pasta ao atual líder da companhia, Fernando Cunha Guedes, seu irmão.

Do seu portefólio de marcas fazem parte, além da Mateus, a Gazela, a Barca Velha, a Offley, a Ferreira, a Sandeman, entre muitas outras. A companhia tem ainda uma vertente ligada ao Enoturismo, atividade que começou nos anos 60, nas Caves do Vinho do Porto em Vila Nova de Gaia e que já se expandiu para o Douro, para Espanha e até para a Nova Zelândia, na Adega Framingham localizada no vale de Wairau, em Marlborough, construída em 1997.

Saiba qual foi a metodologia aplicada nas avaliações 

A Forbes Portugal avalia anualmente o património de cerca de cem empresários portugueses, usando para isso as suas participações em sociedades cotadas e não cotadas. Em vários casos, naqueles em que não é possível aferir as participações específicas de cada membro, ou em casos de heranças indivisas, é avaliada a posição da família como um todo. No caso da família Amorim, a única presente no ranking internacional, utilizamos os cálculos, atualizados ao dia de 2 dezembro de 2025, do site da Forbes International.

Para todas as outras foram feitas avaliações empresariais que não pretendem mais do que ser apenas o produto de uma intensa pesquisa jornalística, que resulta da consulta de informação disponível em relatórios e contas de empresas, sobretudo relativas ao exercício de 2024, de textos publicados nos órgãos de comunicação social bem como da consulta de fontes próximas. Os dados recolhidos resultam de informação pública, acessível, e a sua veracidade depende da transparência desses mesmos dados. Não nos é possível avaliar a liquidez existente em contas bancárias dos protagonistas, dentro ou fora do país, bem como as suas dívidas pessoais e outros créditos associados, tal como carteiras de ações não divulgadas, ou participações não qualificadas. Foram excluídos do estudo elementos em que as dificuldades financeiras são do domínio público.

Para encontrar o valor de mercado da empresa aplica-se o valor dos resultados antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (EBITDA), vezes o múltiplo do setor, excluindo-se ainda a dívida líquida.

Para avaliar as empresas cotadas foram tidas em conta as cotações das sociedades à data de 2 de dezembro de 2025, o mesmo acontecendo nas holdings de empresas cotadas. Nestas últimas utilizou-se o valor do mercado da casa-mãe, pois as empresas por ela detidas não podem ser livremente negociadas.

Para proceder às avaliações patrimoniais, nas holdings não cotadas foi aplicada a avaliação da soma das partes, e nas sociedades do grupo foi aplicado, individualmente ou consolidado, o método dos múltiplos EV/EBIDTA, utilizando para isso a lista dos múltiplos de Damodaran. Para encontrar o valor de mercado da empresa aplica-se o valor dos resultados antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (EBITDA), vezes o múltiplo do setor, excluindo-se ainda a dívida líquida. Nas sociedades imobiliárias, utilizou-se o valor dos capitais próprios. As empresas da banca não cotadas foram calculadas através da utilização do PER do setor aplicado sobre os lucros. Para as sociedades cotadas foi usado o valor bolsista das mesmas.

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