António da Silva Rodrigues e o seu único filho, Rui Paulo Rodrigues, atualmente CEO do grupo, ascenderam este ano à sexta posição do ranking nacional das maiores fortunas nacionais, depois de ter ficado na oitava posição da lista de 2024. A Forbes Portugal lançou a sua lista anual dedicada aos maiores patrimónios nacionais na edição de dezembro/janeiro que se encontra agora em banca. Família a família, vamos dar-lhe a conhecer quais são as 50 mais poderosas no mundo dos negócios e quais as respetivas fortunas, avaliadas no final do ano passado.
O empresário de Oliveira de Azeméis fundou o Grupo Simoldes a partir de uma pequena oficina de moldes criada em 1959 com a ajuda do seu pai, Carlos Carreira, e do seu avô, Manuel Carreira. Hoje o grupo, especializado na indústria de moldes e no fabrico de componentes para a indústria automóvel, agrega já 36 empresas, em vários continentes, 20 unidades de produção e três centros de engenharia. Exporta mais de 95% da sua produção, trabalhando com grandes grupos automóveis, como o Grupo Volkswagen, o grupo Renault Nissan, o Stellantis, o Mercedes Benz, entre outros.
A fortuna de António da Silva Rodrigues está avaliada em mais de 1. 916 milhões de euros, sustentada sobretudo no Grupo Simoldes, um vasto complexo industrial na área dos moldes que trabalha essencialmente para a indústria automóvel.
O volume de negócios agregado do grupo ascende a perto de mil milhões de euros, fasquia que deverá ultrapassar já em 2026, com os novos investimentos internacionais a darem os seus frutos. Com a duplicação da capacidade da fábrica de Marrocos e da fábrica de Curitiba, no Brasil, e ainda uma nova inauguração no Brasil, em Porto Real, as receitas internacionais deverão crescer acentuadamente.
Do património de António da Silva Rodrigues, fazem ainda parte investimentos no setor financeiro, como a participação no banco BIG, no qual já é o maior acionista, e detém ainda ações do Banco BCP, e de várias multinacionais cotadas. Além disto, detém ainda algum património imobiliário.
Saiba qual foi a metodologia aplicada nas avaliações
A Forbes Portugal avalia anualmente o património de cerca de cem empresários portugueses, usando para isso as suas participações em sociedades cotadas e não cotadas. Em vários casos, naqueles em que não é possível aferir as participações específicas de cada membro, ou em casos de heranças indivisas, é avaliada a posição da família como um todo. No caso da família Amorim, a única presente no ranking internacional, utilizamos os cálculos, atualizados ao dia de 2 dezembro de 2025, do site da Forbes International.
Para todas as outras foram feitas avaliações empresariais que não pretendem mais do que ser apenas o produto de uma intensa pesquisa jornalística, que resulta da consulta de informação disponível em relatórios e contas de empresas, sobretudo relativas ao exercício de 2024, de textos publicados nos órgãos de comunicação social bem como da consulta de fontes próximas. Os dados recolhidos resultam de informação pública, acessível, e a sua veracidade depende da transparência desses mesmos dados. Não nos é possível avaliar a liquidez existente em contas bancárias dos protagonistas, dentro ou fora do país, bem como as suas dívidas pessoais e outros créditos associados, tal como carteiras de ações não divulgadas, ou participações não qualificadas. Foram excluídos do estudo elementos em que as dificuldades financeiras são do domínio público.
Para encontrar o valor de mercado da empresa aplica-se o valor dos resultados antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (EBITDA), vezes o múltiplo do setor, excluindo-se ainda a dívida líquida.
Para avaliar as empresas cotadas foram tidas em conta as cotações das sociedades à data de 2 de dezembro de 2025, o mesmo acontecendo nas holdings de empresas cotadas. Nestas últimas utilizou-se o valor do mercado da casa-mãe, pois as empresas por ela detidas não podem ser livremente negociadas.
Para proceder às avaliações patrimoniais, nas holdings não cotadas foi aplicada a avaliação da soma das partes, e nas sociedades do grupo foi aplicado, individualmente ou consolidado, o método dos múltiplos EV/EBIDTA, utilizando para isso a lista dos múltiplos de Damodaran. Para encontrar o valor de mercado da empresa aplica-se o valor dos resultados antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (EBITDA), vezes o múltiplo do setor, excluindo-se ainda a dívida líquida. Nas sociedades imobiliárias, utilizou-se o valor dos capitais próprios. As empresas da banca não cotadas foram calculadas através da utilização do PER do setor aplicado sobre os lucros. Para as sociedades cotadas foi usado o valor bolsista das mesmas.





