A família Silva, herdeira dos negócios do falecido empresário João Crisóstomo Silva, está na 39º posição do ranking de 2025 dos 50 mais ricos do País, com uma fortuna que ascendia a 389 milhões de euros no final do ano passado. A Forbes Portugal lançou a sua lista anual dedicada aos maiores patrimónios nacionais na edição de dezembro/janeiro, revista que se encontra ainda em banca. Família a família, vamos dar-lhe a conhecer quais são as 50 mais poderosas no mundo dos negócios e quais as respetivas fortunas, avaliadas no final do ano passado.
O rosto mais mediático da família é Filipe Silva, ex-CEO da Galp, que deixou a empresa no início de 2025, e ingressou de seguida no universo empresarial familiar. O gestor sai da Galp na sequência de uma polémica que envolvia a denúncia anónima sobre uma relação pessoal com uma diretora de topo. No início do ano passado, Filipe Silva aparecia como consultor do grupo Trivalor.
A família herdeira dos negócios de João Crisóstomo Silva ocupa a 39º posição do ranking da Forbes Portugal, com uma fortuna avaliada em cerca de 389 milhões de euros.
A holding Trivalor SGPS foi constituída em 1989 para consolidar as empresas que João Crisóstomo Silva já detinha em sua posse. Foram aqui incluídas a Gertal, a Itau, a Ticket Restaurant e a Sogenave, todas na área da restauração e do catering. No virar do novo século, o grupo entra na área das limpezas ao adquirir a Iberlim, seguindo-se a área da segurança, com a constituição da Strong, que viria a designar-se mais tarde Strong Charon. Entram ainda no universo do grupo empresas como a Serdial, a Temporária, a Sinal Mais, entre outras.
Atualmente o grupo Trivalor é constituído por dez empresas que ocupam cerca de 22 mil colaboradores. A Sogenave é uma das que regista o maior volume de negócios dentro do grupo, tendo faturado, em 2024, cerca de 234 milhões de euros. A Gertal regista um volume de negócios de cerca de 180 milhões de euros e a Itau de 164 milhões de euros.
Saiba qual foi a metodologia aplicada nas avaliações
A Forbes Portugal avalia anualmente o património de cerca de cem empresários portugueses, usando para isso as suas participações em sociedades cotadas e não cotadas. Em vários casos, naqueles em que não é possível aferir as participações específicas de cada membro, ou em casos de heranças indivisas, é avaliada a posição da família como um todo. No caso da família Amorim, a única presente no ranking internacional, utilizamos os cálculos, atualizados ao dia de 2 dezembro de 2025, do site da Forbes International.
Para todas as outras foram feitas avaliações empresariais que não pretendem mais do que ser apenas o produto de uma intensa pesquisa jornalística, que resulta da consulta de informação disponível em relatórios e contas de empresas, sobretudo relativas ao exercício de 2024, de textos publicados nos órgãos de comunicação social bem como da consulta de fontes próximas. Os dados recolhidos resultam de informação pública, acessível, e a sua veracidade depende da transparência desses mesmos dados. Não nos é possível avaliar a liquidez existente em contas bancárias dos protagonistas, dentro ou fora do país, bem como as suas dívidas pessoais e outros créditos associados, tal como carteiras de ações não divulgadas, ou participações não qualificadas. Foram excluídos do estudo elementos em que as dificuldades financeiras são do domínio público.
Para encontrar o valor de mercado da empresa aplica-se o valor dos resultados antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (EBITDA), vezes o múltiplo do setor, excluindo-se ainda a dívida líquida.
Para avaliar as empresas cotadas foram tidas em conta as cotações das sociedades à data de 2 de dezembro de 2025, o mesmo acontecendo nas holdings de empresas cotadas. Nestas últimas utilizou-se o valor do mercado da casa-mãe, pois as empresas por ela detidas não podem ser livremente negociadas.
Para proceder às avaliações patrimoniais, nas holdings não cotadas foi aplicada a avaliação da soma das partes, e nas sociedades do grupo foi aplicado, individualmente ou consolidado, o método dos múltiplos EV/EBIDTA, utilizando para isso a lista dos múltiplos de Damodaran. Para encontrar o valor de mercado da empresa aplica-se o valor dos resultados antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (EBITDA), vezes o múltiplo do setor, excluindo-se ainda a dívida líquida. Nas sociedades imobiliárias, utilizou-se o valor dos capitais próprios. As empresas da banca não cotadas foram calculadas através da utilização do PER do setor aplicado sobre os lucros. Para as sociedades cotadas foi usado o valor bolsista das mesmas.





