O primo de Alexandre Soares dos Santos é, a par com a sua prima Maria Isabel do Santos, o segundo maior acionista da Jerónimo Martins, através da sociedade familiar detentora de 56% da Jerónimo Martins. É através da Sociedade Francisco Manuel dos Santos, sociedade com o nome do seu avô, que detém, de forma indireta a sua participação na Jerónimo Martins. Foi em 1941 que Francisco Manuel do Santos organizou, com os seus sete filhos, as suas participações empresariais, que posteriormente viriam a constituir um dos maiores grupos de distribuição na Europa.
A Forbes Portugal lançou a sua lista anual dedicada aos maiores patrimónios nacionais na edição de dezembro/janeiro que se encontra agora em banca. Família a família, vamos dar-lhe a conhecer quais são as 50 mais poderosas no mundo dos negócios e quais as respetivas fortunas, avaliadas no final do ano passado.
A fortuna de Fernando Figueiredo dos Santos, um dos maiores acionistas da Jerónimo Martins, empresa cotada em bolsa, está estimada em cerca de 842 milhões de euros, tendo subido face à avaliação de 2024.
Esta edição Fernando Figueiredo dos Santos subiu quatro posições no ranking, visto a sua parcela na Jerónimo Martins ter valorizado face a 2024: a capitalização bolsista da empresa situava-se nos 12,89 mil milhões de euros no dia 2 de dezembro, com a ações a cotar a 20,48 euros. No mesmo dia do ano passado, as mesmas valiam 18,19 euros. A Jerónimo Martins, dona de marcas como a Pingo Doce e a Recheio, em Portugal e a Biedronka, na Polónia, registou um volume de negócios na ordem dos 33,5 mil milhões de euros em 2024, sendo p mercado polaco o que mais contribuiu para as receitas. Com 140 mil colaboradores, o grupo tem em Portugal 489 lojas Pingo Doce e 43 lojas Recheio.
Low profile, como toda a família, pouco se conhece de Fernando Figueiredo dos Santos: é dono da holding XRS, dedicada ao comércio de veículos da marca Porsche, e tem ainda uma empresa de aluguer de veículos, a XRS Rent.
Saiba qual foi a metodologia aplicada nas avaliações
A Forbes Portugal avalia anualmente o património de cerca de cem empresários portugueses, usando para isso as suas participações em sociedades cotadas e não cotadas. Em vários casos, naqueles em que não é possível aferir as participações específicas de cada membro, ou em casos de heranças indivisas, é avaliada a posição da família como um todo. No caso da família Amorim, a única presente no ranking internacional, utilizamos os cálculos, atualizados ao dia de 2 dezembro de 2025, do site da Forbes International.
Para todas as outras foram feitas avaliações empresariais que não pretendem mais do que ser apenas o produto de uma intensa pesquisa jornalística, que resulta da consulta de informação disponível em relatórios e contas de empresas, sobretudo relativas ao exercício de 2024, de textos publicados nos órgãos de comunicação social bem como da consulta de fontes próximas. Os dados recolhidos resultam de informação pública, acessível, e a sua veracidade depende da transparência desses mesmos dados. Não nos é possível avaliar a liquidez existente em contas bancárias dos protagonistas, dentro ou fora do país, bem como as suas dívidas pessoais e outros créditos associados, tal como carteiras de ações não divulgadas, ou participações não qualificadas. Foram excluídos do estudo elementos em que as dificuldades financeiras são do domínio público.
Para encontrar o valor de mercado da empresa aplica-se o valor dos resultados antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (EBITDA), vezes o múltiplo do setor, excluindo-se ainda a dívida líquida.
Para avaliar as empresas cotadas foram tidas em conta as cotações das sociedades à data de 2 de dezembro de 2025, o mesmo acontecendo nas holdings de empresas cotadas. Nestas últimas utilizou-se o valor do mercado da casa-mãe, pois as empresas por ela detidas não podem ser livremente negociadas.
Para proceder às avaliações patrimoniais, nas holdings não cotadas foi aplicada a avaliação da soma das partes, e nas sociedades do grupo foi aplicado, individualmente ou consolidado, o método dos múltiplos EV/EBIDTA, utilizando para isso a lista dos múltiplos de Damodaran. Para encontrar o valor de mercado da empresa aplica-se o valor dos resultados antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (EBITDA), vezes o múltiplo do setor, excluindo-se ainda a dívida líquida. Nas sociedades imobiliárias, utilizou-se o valor dos capitais próprios. As empresas da banca não cotadas foram calculadas através da utilização do PER do setor aplicado sobre os lucros. Para as sociedades cotadas foi usado o valor bolsista das mesmas.





