Forbes/Os 50 Mais Ricos: A família Rios de Amorim ocupa a 25ª posição das maiores fortunas

A fortuna dos três filhos de António Ferreira de Amorim, irmão de Américo Amorim, falecido em maio de 2024, está centrada na sua participação acionista na Corticeira Amorim, fundada pelo seu pai e por mais três irmãos. António, Cristina e Joana partilham entre si a parcela do pai na empresa cotada, que a 2 de…
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A família Rios de Amorim está, na edição de 2025, no último lugar do top 25 da lista da Forbes Portugal, com uma fortuna avaliada em cerca de 612 milhões de euros. O seu ativo principal é a Corticeira Amorim, que partilha com as herdeiras de Américo Amorim.
Líderes Listas

A fortuna dos três filhos de António Ferreira de Amorim, irmão de Américo Amorim, falecido em maio de 2024, está centrada na sua participação acionista na Corticeira Amorim, fundada pelo seu pai e por mais três irmãos. António, Cristina e Joana partilham entre si a parcela do pai na empresa cotada, que a 2 de dezembro de 2025 valia perto de 900 milhões de euros. As ações da empresa cotavam a 6,56 euros na data escolhida para a avaliação da Forbes, quando, há um ano o preço do papel estava nos 8,32 euros. Esta quebra da capitalização bolsista da empresa – que já se tinha verificado no ano anterior – está na origem da descida de posição da família no ranking de 2025, que caiu da posição 22 para a 25, estando a sua parcela avaliada em 612 milhões de euros.

A Forbes Portugal lançou a sua lista anual dedicada aos maiores patrimónios nacionais na edição de dezembro/janeiro que se encontra agora em banca. Família a família, vamos dar-lhe a conhecer quais são as 50 mais poderosas no mundo dos negócios e quais as respetivas fortunas, avaliadas no final do ano passado.

A Forbes Portugal atribuiu à família Rios de Amorim a 25ª posição da lista de 2025 dos 50 Mais Ricos de Portugal. A fortuna da família foi avaliada em cerca de 612 milhões de euros.

António Ferreira de Amorim, o terceiro de oito filhos de Albertina e Américo Alves Amorim, esteve ligado à corticeira da família durante mais de sete décadas. Entrou na ainda chamada Amorim & Irmãos e, entre os quatro filhos do casal ligados ao negócio – António, José, Américo e Joaquim – era o que mais de perto convivia com os operários, pois sempre gostou de trabalhar no ambiente fabril. Os seus herdeiros partilham agora, com Fernanda Amorim, viúva de Américo e as suas três filhas uma parte do capital desta indústria. António Rios de Amorim, o filho mais velho, lidera o negócio da cortiça desde 2001, e a filha Cristina Rios de Amorim, que foi CFO durante alguns anos, é atualmente CSO – Chief Sustainability Officer – da mesma. Em 2024, as vendas consolidadas do grupo foram de 939 milhões de euros, valor que reflete uma quebra de 4,7% face ao ano anterior. A empresa tem presença global, sendo líder mundial na transformação de cortiça.

Saiba qual foi a metodologia aplicada nas avaliações 

A Forbes Portugal avalia anualmente o património de cerca de cem empresários portugueses, usando para isso as suas participações em sociedades cotadas e não cotadas. Em vários casos, naqueles em que não é possível aferir as participações específicas de cada membro, ou em casos de heranças indivisas, é avaliada a posição da família como um todo. No caso da família Amorim, a única presente no ranking internacional, utilizamos os cálculos, atualizados ao dia de 2 dezembro de 2025, do site da Forbes International.

Para todas as outras foram feitas avaliações empresariais que não pretendem mais do que ser apenas o produto de uma intensa pesquisa jornalística, que resulta da consulta de informação disponível em relatórios e contas de empresas, sobretudo relativas ao exercício de 2024, de textos publicados nos órgãos de comunicação social bem como da consulta de fontes próximas. Os dados recolhidos resultam de informação pública, acessível, e a sua veracidade depende da transparência desses mesmos dados. Não nos é possível avaliar a liquidez existente em contas bancárias dos protagonistas, dentro ou fora do país, bem como as suas dívidas pessoais e outros créditos associados, tal como carteiras de ações não divulgadas, ou participações não qualificadas. Foram excluídos do estudo elementos em que as dificuldades financeiras são do domínio público.

Para encontrar o valor de mercado da empresa aplica-se o valor dos resultados antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (EBITDA), vezes o múltiplo do setor, excluindo-se ainda a dívida líquida.

Para avaliar as empresas cotadas foram tidas em conta as cotações das sociedades à data de 2 de dezembro de 2025, o mesmo acontecendo nas holdings de empresas cotadas. Nestas últimas utilizou-se o valor do mercado da casa-mãe, pois as empresas por ela detidas não podem ser livremente negociadas.

Para proceder às avaliações patrimoniais, nas holdings não cotadas foi aplicada a avaliação da soma das partes, e nas sociedades do grupo foi aplicado, individualmente ou consolidado, o método dos múltiplos EV/EBIDTA, utilizando para isso a lista dos múltiplos de Damodaran. Para encontrar o valor de mercado da empresa aplica-se o valor dos resultados antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (EBITDA), vezes o múltiplo do setor, excluindo-se ainda a dívida líquida. Nas sociedades imobiliárias, utilizou-se o valor dos capitais próprios. As empresas da banca não cotadas foram calculadas através da utilização do PER do setor aplicado sobre os lucros. Para as sociedades cotadas foi usado o valor bolsista das mesmas.

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