O negócio do açúcar, que está na base da constituição do Grupo RAR (Refinarias de Açúcar Reunidas) já não é o principal ativo de Nuno Macedo Silva, filho e herdeiro do fundador, João Macedo Silva. O grupo diversificou os seus negócios e diluiu assim os riscos associados ao monoproduto. O empresário está este ano na 24º posição do ranking dos maiores patrimónios nacionais, com um valor estável face à avaliação de 2024. A Forbes Portugal lançou a sua lista anual dedicada aos maiores patrimónios nacionais na edição de dezembro/janeiro que se encontra agora em banca. Família a família, vamos dar-lhe a conhecer quais são as 50 mais poderosas no mundo dos negócios e quais as respetivas fortunas, avaliadas no final do ano passado.
A Forbes Portugal coloca Nuno Macedo Silva na 24ª posição da lista de 2025 dos 50 Mais Ricos de Portugal com uma fortuna que ascende a 620 milhões de euros, centrada sobretudo nos negócios consolidados no Grupo RAR.
Nuno Macedo Silva herdou a empresa do pai no ano 2000, tinha então 35 anos. Desde então fez crescer o negócio familiar: em 2001 adquiriu a totalidade do capital da Colep, um grupo especializado na produção de embalagens, e posteriormente adiciona a Vitacress, empresa agroalimentar, ao seu universo empresarial.
Em 2024, o Grupo RAR registou um volume de negócios consolidado de mil milhões de euros, sendo a Colep Consumer Products a empresa que mais contribuiu para o bolo, com 335 milhões de euros de faturação. A Vitacress contribuiu com 220 milhões, e a RAR apenas com 101 milhões de euros. O grupo emprega quase 3.500 colaboradores, e tem presença directa em Espanha, na Alemanha, nos Países Baixos, na Polónia, no Reino Unido e no México.
Saiba qual foi a metodologia aplicada nas avaliações
A Forbes Portugal avalia anualmente o património de cerca de cem empresários portugueses, usando para isso as suas participações em sociedades cotadas e não cotadas. Em vários casos, naqueles em que não é possível aferir as participações específicas de cada membro, ou em casos de heranças indivisas, é avaliada a posição da família como um todo. No caso da família Amorim, a única presente no ranking internacional, utilizamos os cálculos, atualizados ao dia de 2 dezembro de 2025, do site da Forbes International.
Para todas as outras foram feitas avaliações empresariais que não pretendem mais do que ser apenas o produto de uma intensa pesquisa jornalística, que resulta da consulta de informação disponível em relatórios e contas de empresas, sobretudo relativas ao exercício de 2024, de textos publicados nos órgãos de comunicação social bem como da consulta de fontes próximas. Os dados recolhidos resultam de informação pública, acessível, e a sua veracidade depende da transparência desses mesmos dados. Não nos é possível avaliar a liquidez existente em contas bancárias dos protagonistas, dentro ou fora do país, bem como as suas dívidas pessoais e outros créditos associados, tal como carteiras de ações não divulgadas, ou participações não qualificadas. Foram excluídos do estudo elementos em que as dificuldades financeiras são do domínio público.
Para encontrar o valor de mercado da empresa aplica-se o valor dos resultados antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (EBITDA), vezes o múltiplo do setor, excluindo-se ainda a dívida líquida.
Para avaliar as empresas cotadas foram tidas em conta as cotações das sociedades à data de 2 de dezembro de 2025, o mesmo acontecendo nas holdings de empresas cotadas. Nestas últimas utilizou-se o valor do mercado da casa-mãe, pois as empresas por ela detidas não podem ser livremente negociadas.
Para proceder às avaliações patrimoniais, nas holdings não cotadas foi aplicada a avaliação da soma das partes, e nas sociedades do grupo foi aplicado, individualmente ou consolidado, o método dos múltiplos EV/EBIDTA, utilizando para isso a lista dos múltiplos de Damodaran. Para encontrar o valor de mercado da empresa aplica-se o valor dos resultados antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (EBITDA), vezes o múltiplo do setor, excluindo-se ainda a dívida líquida. Nas sociedades imobiliárias, utilizou-se o valor dos capitais próprios. As empresas da banca não cotadas foram calculadas através da utilização do PER do setor aplicado sobre os lucros. Para as sociedades cotadas foi usado o valor bolsista das mesmas.




