Decorreu durante a tarde de hoje, na Estufa Tazte Secret Spot, em Monsanto, Lisboa, a cerimónia de entrega dos prémios Forbes Green ESG Awards 2026, sessão que reuniu líderes, especialistas e ativistas na área da sustentabilidade. Entrevistada em palco, pela diretora da Forbes, Nilza Rodrigues, sobre o tema da sustentabilidade, Helena Freitas, country lead da Sanofi Portugal, assume que o setor da saúde em Portugal é responsável por cerca de 5,8% das emissões de carbono, um valor que é superior ao da média europeia. . “A Sanofi decidiu tomar medidas e está a investir 450 milhões de euros até 2030 para alterar esta nossa pegada ecológica através de uma série de iniciativas que temos em cursos desde 2020”, refere a responsável. E adianta, à atenta plateia, que a empresa já conseguiu reduzir cerca de 40% das emissões, utilizando, por exemplo, 85% de energia renovável.
A Sanofi tem como objetivo deixar de ter plástico na sua produção, sendo a primeira empresa farmacêutica a atingir este objetivo.
E explica a sua visão da sustentabilidade da companhia: quando um doente toma uma vacina está a evitar ter uma doença, está a evitar ir ao hospital, está a evitar ser internado. E cerca de 45% da poupança é nas deslocações. “Portanto, estamos a trabalhar em vacinas, em medicamentos que evitam doenças, e assim estamos claramente a contribuir para reduzir a nossa pegada ecológica”, diz. A responsável refere que a Sanofi olhou para as suas fábricas e refletiu nos seus processos produtivos. “Decidimos redesenhar todo o nosso fabrico, redesenhar as nossas fábricas. Fizemos uma parceria com a McLaren, porque achamos que os simuladores da Fórmula 1 podiam ajudar a maximizar a nossa produção. E assim construímos, há dois anos, a fábrica mais moderna do mundo para o fabrico de vacinas. E em que, graças a essa fábrica e a outra que estamos a construir em Singapura, conseguimos dizer que reduzimos em 47% as nossas emissões. Reduzimos, por exemplo, em 50% a água que utilizamos” afirma.
Anunciou ainda a companhia tem como objetivo deixar de ter plástico nos seus produtos. “Será a primeira empresa farmacêutica e deixar de ter plástico. Reduzimos também o tamanho das caixas, decididos ter apenas uma agulha nas caixas”.
Direcionada para os desafios que a Sonofi enfrentou na fase da covid 19, Helena Freitas referiu que foi uma fase em que houve muita cooperação na indústria, em que “a academia, os investigadores, os cientistas, se uniram para a ultrapassar”. Disse ainda que a Sanofi fez a investigação para a vacina, e quando a sua vacina estava pronta, “havia outras vacinas da concorrência prontas, e a nossa não era melhor do que as outras. Decidimos não a lançar comercialmente, e porque éramos a única fábrica em Europa capaz de produzir vacinas, decidimos parar a produção de medicamentos e outras vacinas para abrir as fábricas e produzir diferentes vacinas. Isto é colaboração. Isto é sustentabilidade”.





