Forbes/50 Mais Ricos: Família Azevedo aumenta fortuna para os 2,79 mil milhões

Mantêm a quarta posição do ranking dos mais ricos da Forbes Portugal. Nuno, Paulo e Cláudia Azevedo são os três herdeiros do império construído pelo empresário Belmiro de Azevedo, falecido em 2017. A Forbes Portugal lançou a sua lista anual dedicada aos maiores patrimónios nacionais na edição de dezembro/janeiro que se encontra agora em banca.…
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Os descendentes de Belmiro de Azevedo – Nuno, Paulo e Cláudia - continuam na quarta posição das famílias mais ricas de Portugal. Segundo a análise da Forbes Portugal, o património familiar ascendia a cerca de 2,79 mil milhões de euros no final de 2025.
Líderes Listas

Mantêm a quarta posição do ranking dos mais ricos da Forbes Portugal. Nuno, Paulo e Cláudia Azevedo são os três herdeiros do império construído pelo empresário Belmiro de Azevedo, falecido em 2017. A Forbes Portugal lançou a sua lista anual dedicada aos maiores patrimónios nacionais na edição de dezembro/janeiro que se encontra agora em banca. Família a família, vamos dar-lhe a conhecer quais são as 50 mais poderosas no mundo dos negócios e quais as respetivas fortunas, avaliadas no final do ano passado.

A origem da fortuna da família Azevedo reside numa empresa industrial, no setor das madeiras, a Sonae – Sociedade Nacional de Estratificados, que o empresário, já detentor de uma parcela, acaba por adquiriu à família do banqueiro Afonso Pinto Magalhães, em 1982. Estava criada a génese de um grupo industrial, mas que atualmente está bastante diversificado, atuando na área da grande distribuição, no retalho especializado, nas telecomunicações, entre outras.

Nuno, Paulo e Cláudia Azevedo são os três herdeiros da herança indivisa de Belmiro de Azevedo, avaliada em cerca de 2,79 mil milhões de euros, sustentada essencialmente nas suas participações no grupo Sonae, fundado pelo pai.

A avaliação do património familiar situava-se em dezembro último nos 2,79 mil milhões de euros, o que representa um crescimento de cerca de 400 milhões de euros face à avaliação de dezembro de 2024. A herança indivisa – foi um dos processos de sucessão mais bem planeados do país – está concentrada na holding Efanor, que tem participações nas empresas cotadas Sonae SGPS e Sonaecom SGPS e detém ainda a Sonae Indústria, que saiu, entretanto, da Bolsa, e a Sonae Capital. Além destes importantes ativos tem ainda imobiliário variado e sociedades agrícolas, como a Casa Agrícola de Ambrães.

Liderado por Cláudia Azevedo desde 2018, a Sonae alcançou um volume de negócios consolidado de quase 10 mil milhões de euros em 2024, o que representou um incremento de 18% face ao ano anterior. O grupo integra no seu portefólio marcas como a Modelo Continente, a Worten, a MO, a Salsa Jeans, a Zipyy, a Wells, a Sierra, a NOS, entre muitas outras.

Saiba qual foi a metodologia aplicada nas avaliações 

A Forbes Portugal avalia anualmente o património de cerca de cem empresários portugueses, usando para isso as suas participações em sociedades cotadas e não cotadas. Em vários casos, naqueles em que não é possível aferir as participações específicas de cada membro, ou em casos de heranças indivisas, é avaliada a posição da família como um todo. No caso da família Amorim, a única presente no ranking internacional, utilizamos os cálculos, atualizados ao dia de 2 dezembro de 2025, do site da Forbes International.

Para todas as outras foram feitas avaliações empresariais que não pretendem mais do que ser apenas o produto de uma intensa pesquisa jornalística, que resulta da consulta de informação disponível em relatórios e contas de empresas, sobretudo relativas ao exercício de 2024, de textos publicados nos órgãos de comunicação social bem como da consulta de fontes próximas. Os dados recolhidos resultam de informação pública, acessível, e a sua veracidade depende da transparência desses mesmos dados. Não nos é possível avaliar a liquidez existente em contas bancárias dos protagonistas, dentro ou fora do país, bem como as suas dívidas pessoais e outros créditos associados, tal como carteiras de ações não divulgadas, ou participações não qualificadas. Foram excluídos do estudo elementos em que as dificuldades financeiras são do domínio público.

Para encontrar o valor de mercado da empresa aplica-se o valor dos resultados antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (EBITDA), vezes o múltiplo do setor, excluindo-se ainda a dívida líquida.

Para avaliar as empresas cotadas foram tidas em conta as cotações das sociedades à data de 2 de dezembro de 2025, o mesmo acontecendo nas holdings de empresas cotadas. Nestas últimas utilizou-se o valor do mercado da casa-mãe, pois as empresas por ela detidas não podem ser livremente negociadas.

Para proceder às avaliações patrimoniais, nas holdings não cotadas foi aplicada a avaliação da soma das partes, e nas sociedades do grupo foi aplicado, individualmente ou consolidado, o método dos múltiplos EV/EBIDTA, utilizando para isso a lista dos múltiplos de Damodaran. Para encontrar o valor de mercado da empresa aplica-se o valor dos resultados antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (EBITDA), vezes o múltiplo do setor, excluindo-se ainda a dívida líquida. Nas sociedades imobiliárias, utilizou-se o valor dos capitais próprios. As empresas da banca não cotadas foram calculadas através da utilização do PER do setor aplicado sobre os lucros. Para as sociedades cotadas foi usado o valor bolsista das mesmas.

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