Especialista português lidera estudo sobre defesa aérea da Nato

António Brás Monteiro, especialista em defesa e segurança, que trabalhou vários anos na Tekever, o unicórnio português de drones e sistemas autónomos, acabou de ser eleito chairman no grupo de trabalho NATO Industrial Advisory Group (NIAG) dedicado à defesa aérea e antimíssil. Trata-se de um órgão consultivo de alto nível que assegura uma ligação estruturada…
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O especialista português em segurança e defesa, António Brás Monteiro, foi eleito chairman de um grupo do NATO Industrial Advisory Group (NIAG) dedicado à defesa aérea e antimíssil.
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António Brás Monteiro, especialista em defesa e segurança, que trabalhou vários anos na Tekever, o unicórnio português de drones e sistemas autónomos, acabou de ser eleito chairman no grupo de trabalho NATO Industrial Advisory Group (NIAG) dedicado à defesa aérea e antimíssil. Trata-se de um órgão consultivo de alto nível que assegura uma ligação estruturada entre a NATO e a indústria de defesa dos países aliados. É o único português presente na liderança deste grupo internacional.

Com carreira internacional, este responsável colabora também com a Comissão Europeia como perito independente no âmbito do Fundo Europeu de Defesa e como coach no EU Defence Innovation Scheme. Integra ainda grupos de especialistas da Agência Europeia de Defesa dedicados aos sistemas autónomos aéreos e marítimos. Em Portugal é auditor de Defesa Nacional, vogal da direção da Associação de Auditores dos Cursos de Defesa Nacional e coordenador-adjunto da revista Segurança&Defesa. Trabalhou anteriormente na TEKEVER, empresa portuguesa de drones e sistemas autónomos que alcançou o estatuto de unicórnio em 2025.

O estudo de que faz agora parte, intitulado “Cost Efficient Airborne Air and Missile Defence Effects”, aborda um dos principais desafios da defesa contemporânea: assegurar respostas eficazes às novas ameaças aéreas e de mísseis que sejam igualmente sustentáveis do ponto de vista económico, operacional e industrial. A guerra da Rússia contra a Ucrânia e as recentes escaladas no Médio Oriente, incluindo entre Israel e o Irão, colocaram a defesa aérea e antimíssil no centro do debate estratégico. Para além da resposta operacional imediata, estes conflitos evidenciaram a pressão económica, logística e industrial associada a campanhas prolongadas e a ataques de grande escala.

Os trabalhos do NIAG têm natureza consultiva. As conclusões e recomendações resultantes do estudo serão submetidas à apreciação da NATO, não constituindo decisões, compromissos de aquisição ou garantias de implementação por parte da aliança.

“Sem entrar no conteúdo dos trabalhos nem divulgar elementos relativos às discussões em curso, os conflitos atuais evidenciam tendências amplamente documentadas. Na Ucrânia, a utilização russa de drones e mísseis contra cidades e infraestruturas críticas mostra que o desafio não está apenas na interceção de cada ameaça, mas na capacidade de manter a defesa ao longo do tempo”, afirma este responsável. Adianta ainda que “a recente escalada entre Israel e o Irão voltou, por sua vez, a evidenciar a importância do alerta antecipado, da interoperabilidade e da defesa em camadas. Nenhum sistema responde, isoladamente, a todo o espectro de ameaças. A eficácia operacional tem de ser acompanhada por reservas adequadas, capacidade de produção e uma relação sustentável entre o custo da ameaça e o da resposta. Reforçar estes fatores entre os Aliados é essencial para a credibilidade da dissuasão e da defesa coletiva”.

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