O início deste ano letivo trouxe um novo alerta sobre a educação em Portugal. Segundo o PISA 2025, da OCDE, os alunos portugueses de 15 anos regressaram a níveis próximos dos registados há duas décadas em Matemática e leitura.
O mesmo relatório traz, pela primeira vez, dados sobre o uso de Inteligência Artificial (IA) em contexto escolar: 48% dos jovens portugueses de 15 anos já recorrem a chatbots de IA para aprender, pelo menos uma vez por semana.
O PISA identifica também uma associação entre o uso frequente destas ferramentas em determinadas tarefas e resultados mais baixos em Ciências. Os dados não provam uma relação de causa e efeito, mas tornam mais urgente uma pergunta: o que acontece à aprendizagem quando a resposta chega antes do raciocínio?

Obter a resposta não é o mesmo que aprender
O Conselho Nacional de Educação identifica uma tensão entre autonomia cognitiva e dependência tecnológica. Numa recomendação recente sobre a integração da IA nas salas de auls, alerta para o risco de os alunos delegarem na máquina processos que precisam de desenvolver, como ler em profundidade, escrever com rigor, argumentar ou calcular com compreensão.
Aprender envolve mais do que acumular informação. É um processo que exige reconhecer o que ainda não se compreendeu, testar uma hipótese, detetar um erro e voltar atrás.
O uso da IA pelos alunos portugueses
- 48% utilizam chatbots para aprender, pelo menos 1x/ semana;
- 35% usam-nos para iniciar a pesquisa sobre um tema;
- 32% recorrem à IA para resumir textos;
- 34% utilizam-na para preparar trabalhos escritos;
- 8% afirmam nunca/quase nunca usá-la nas tarefas analisadas.
Fonte: PISA 2025, OCDE
O tempo entre o problema e a solução

É precisamente esse processo que o método Kumon procura trabalhar através dos seus programas de Matemática e Inglês. Criado no Japão em 1958, assenta no princípio de que cada aluno deve avançar ao seu ritmo, enfrentar a dificuldade sem que um adulto lhe entregue a resposta, e desenvolver a autonomia que a IA não constrói por si só. Para quem acredita nesta forma de aprender, o método pode também ser o ponto de partida para um projeto profissional próprio. Através do franchising Kumon, essa ambição pode ganhar forma na criação e gestão de um centro dedicado ao acompanhamento das crianças e ao desenvolvimento da comunidade.
“Num futuro em que a IA nos vai dar cada vez mais respostas, talvez uma das competências mais importantes seja saber fazer as perguntas certas e ter conhecimento suficiente para perceber se a resposta faz sentido”, refere Maria Inês Cardoso de Jesus, diretora do Centro Kumon Parede.
Com o tempo, a criança deixa de ver a dificuldade como prova de que não é capaz e ganha confiança para enfrentar o obstáculo com cada vez mais autonomia. Joana André Rodrigues, diretora do Centro Kumon Lisboa Lumiar, resume o objetivo: não retirar as dificuldades do caminho do aluno, mas ajudá-lo a desenvolver ferramentas para as ultrapassar.
Patrícia Martins Valente, diretora do Centro Kumon Matosinhos, sublinha que o trabalho desenvolvido nos centros vai além dos conteúdos escolares”: ao respeitar o ritmo de cada aluno, o método ajuda a desenvolver a concentração, o raciocínio lógico e a confiança para aprender por iniciativa própria.
Esta capacidade poderá fazer diferença muito depois de terminada a escola. Em contexto profissional, falamos de pensamento crítico, adaptabilidade, iniciativa ou capacidade de resolução de problemas.

O educador como formador de autonomia
A IA está também a obrigar a repensar o papel de quem ensina. O valor do educador não está apenas no que sabe explicar, mas também na capacidade de observar como cada criança aprende, perceber quando intervir e quando desafiar.
No método Kumon, o orientador acompanha esse percurso individual e ajusta o trabalho às competências demonstradas. Perante uma dificuldade, orienta o aluno sem substituir o seu raciocínio, para que o processo possa dar origem a uma aprendizagem.
Um projeto com impacto na comunidade
Estas transformações abrem espaço para projetos educativos focados em competências que vão além do desempenho escolar. Através do seu modelo de franchising, a Kumon permite criar e gerir um centro, com formação inicial, acompanhamento contínuo por um coordenador e apoio na implementação do negócio, mesmo sem experiência prévia em educação.
Além da oportunidade de negócio, assumir um projeto educativo que prepara as crianças para o futuro é também contribuir de forma ativa para a comunidade. Cátia Abreu Costa, diretora do Centro Kumon Vila Nova de Gaia, reconhece que “este primeiro ano tornou ainda mais claro para mim o impacto que podemos ter para além dos resultados académicos”.
Se procura empreender no setor da educação e contribuir para preparar as gerações futuras, conheça a oportunidade de franchising da Kumon.
Kumon em números
- +65 anos de experiência
- 62 países com presença da marca
- 23 700 centros de estudo
- 21 800 orientadores em todo o mundo
- 3,6 milhões de alunos
Este conteúdo foi produzido em parceria com o Kumon.





